Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado - Capítulo 344
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344: Uma péssima ideia 344: Uma péssima ideia Varya tirou um lenço e suavemente limpou as gotículas de água restantes do rosto de Roger antes de baixar a mão.
“Você deveria ir para casa,” ela aconselhou, seu olhar desviando para sua camisa meio encharcada sob o casaco. “Está frio, e andar assim só vai fazer você ficar doente.”
Roger, contudo, balançou a cabeça. “Eu vou te deixar no seu hotel primeiro.”
“Não,” Varya recusou firmemente. “Eu vou pedir um táxi. Não se preocupe comigo.”
Roger exalou, relutante em deixá-la sozinha, mas sabia que era melhor não discutir com ela quando ela tinha se decidido.
Um breve silêncio seguiu antes de Varya se voltar completamente para ele, com os braços cruzados. “Está acontecendo algo entre você e a Sylvia?”
A expressão de Roger escureceu levemente, mas ele balançou a cabeça. “Não está acontecendo nada,” ele respondeu simplesmente. “Ela só… gosta de fazer isso.”
Varya deu uma risada de escárnio. “Você é masoquista ou algo do tipo?” ela questionou, uma leve carranca aparecendo em sua testa. “Você precisa dizer para a Sylvia parar de te chamar assim. Um servo?” Ela soltou uma risada divertida. “Não acredito que o Matteo tenha uma irmã tão sem vergonha e violenta.”
Roger hesitou, mordendo seu lábio inferior enquanto refletia sobre suas palavras. “Matteo me salvou do inferno,” ele admitiu. “Então, eu costumava fazer algumas coisas para ele. Buscar Sylvia na escola, até na faculdade… Eu me acostumei.”
Varya o observava, sua diversão desaparecendo em algo mais suave. “Acostumado ou não, isso não significa que ela tem o direito de te humilhar,” ela apontou. “Você não deve nada a ela.”
Roger murmurou. No fundo de sua mente, ele pensou, ‘Eu não queria que Varya me visse assim.’
“Eu quero o número da Sylvia,” Varya disse.
Roger a olhou com um olhar chocado. “Eu acho que você não precisa vê-la. Quero dizer… É inútil até encontrar com ela. O Chefe e todos ao redor dela tentaram se solidarizar com ela. Mas foi inútil. Sylvia tem uma língua amarga, então é melhor você ficar longe dela,” ele afirmou.
“Me dê o número dela, Roger ou eu vou pedir ao Lucius,” Varya disse, tirando seu próprio telefone.
Roger exalou pesadamente, esfregando a nuca antes de tirar seu telefone. Ele hesitou por um segundo, mas finalmente ditou o número de Sylvia.
Enquanto Varya salvava, Roger a olhou cauteloso. “Se Sylvia disser algo estranho, você precisa—”
“Eu vou lidar com isso,” Varya interrompeu, sorrindo levemente. “Você acha que eu nunca lidei com pestinhas como ela antes?”
Roger suspirou. “Não é isso… Só não quero que você se machuque.” Sua voz tinha uma rara suavidade, uma genuína preocupação que fez Varya pausar por um momento.
Ela sorriu e estendeu a mão, tocando gentilmente o dorso da mão dele. “Eu não vou me machucar. Mas você precisa parar de deixá-la te olhar com desprezo,” ela lhe disse firmemente. “O que quer que o Matteo tenha feito por você não tem nada a ver com a irmã dele. Matteo deve ter te tratado como um amigo.”
Os lábios de Roger se entreabriram levemente, como se fosse argumentar, mas então ele os fechou.
Ela puxou a mão de volta e se levantou do banco. Roger, contudo, continuou sentado por um momento, simplesmente olhando para ela com gratidão.
“Obrigado,” ele sussurrou.
Varya encontrou seu olhar e lhe deu um leve aceno. “Vá para casa, Roger.”
Em vez de responder, Roger se levantou e, sem pensar, alcançou a mão dela. Ele então a levou em direção ao estacionamento.
“Roger—”
“Só me deixe te deixar lá,” ele interrompeu, não lhe dando chance de discutir.
Varya suspirou mas não resistiu ao abrir a porta do passageiro para ela. Uma vez que ela estava sentada, Roger foi para o volante e dirigiu em direção ao hotel.
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Roderick e Ivy tomaram algumas bebidas juntos após o jantar. Enquanto Ivy estava afogada em suas próprias mágoas, Roderick tinha sua cota de preocupações.
Sentados um ao lado do outro no tapete fofinho, eles olhavam para as luzes da cidade da janela do chão ao teto diante deles.
Ivy estendeu a mão para outra garrafa, mas Roderick rapidamente interceptou, seus dedos envolvendo o copo antes dela poder tomar outro gole. “Você já bebeu o suficiente,” ele disse suavemente.
Ivy piscou para ele, suas bochechas coradas denunciando os efeitos do álcool. Ela bufou com um leve bico.
Roderick a observou, um pequeno sorriso se formando nos seus lábios. “Eu costumava pensar que você era intocável,” ele refletiu. “Como o ídolo da perfeição—sempre no controle, nunca abalada por nada.”
Ivy soltou um leve escárnio, seu olhar desviando para as luzes da cidade novamente. “Todo mundo é imperfeito, Roderick,” ela sussurrou. “Nós apenas aprendemos a esconder bem.”
Algo no tom dela fez o sorriso de Roderick desaparecer.
Roderick franziu a testa, observando o modo como os dedos de Ivy traçavam a borda do copo vazio. As luzes da cidade se refletiam em seus olhos, mas elas não podiam mascarar a tristeza por baixo deles.
“O que você quer dizer?” ele perguntou, confuso. “Eu já pedi as bebidas que você queria. Você disse que queria ficar bêbada esta noite.”
Ivy soltou uma risada seca, balançando a cabeça. “Mas minha mente não para de pensar nele,” ela admitiu, sua voz carregada de tristeza.
Roderick sentiu uma pontada de algo desconhecido—seria simpatia? Frustração? Ele não tinha certeza. Ele sempre conheceu Ivy como uma mulher composta e independente, mas naquela noite, ela parecia frágil, e tão perdida.
Ele passou a mão pelo cabelo, exalando. “Álcool não apaga memórias, Ivy,” ele disse baixinho. “Só as entorpece por um tempo.”
“Então me entorpeça,” ela sussurrou, virando-se para ele. Seu olhar era pesado, buscador. “Me faça esquecer, mesmo que seja só por esta noite.”
Roderick engessou. Ele não tinha certeza se ela estava pedindo conforto ou uma fuga, mas de qualquer maneira, algo lhe dizia que esse momento mudaria tudo.
“O que você quer que eu faça?” Roderick perguntou.
Ivy se aproximou dele, sua respiração contra seu queixo, e colocou a mão em sua bochecha. Enquanto seus olhos se fixavam em seus lábios, ela disse, “E que tal um beijo?”
“É uma péssima ideia. Você vai me odiar de manhã,” Roderick afirmou.
“Desde quando um Playboy começou a pensar assim?” Ivy o questionou e encontrou seu olhar.
“Eu era um playboy,” Roderick corrigiu-a.
“É o mesmo para mim. Só me beije uma vez,” Ivy disse.