Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado - Capítulo 164
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- Capítulo 164 - 164 Um servo do meu irmão 164 Um servo do meu irmão Roger
164: Um servo do meu irmão 164: Um servo do meu irmão Roger ergueu seu copo, brindando-o com o de Aiden com um som agudo de tilintar antes de levá-lo aos lábios. Os dois homens relaxavam nas poltronas de couro macio do lounge mal iluminado do segundo andar.
“Roderick está aqui,” começou Aiden, sua voz baixa, porém deliberada. “Ele disse algo para a Senhora mais cedo hoje. Ela parecia chateada depois do encontro deles.”
Roger exalou pesadamente, colocando seu copo na mesa lateral. “Roderick,” ele murmurou, seu tom carregado de desprezo. “Ele é incansável para reconquistar a Senhora. E Sylvia — ela está lá ajudando ele. Ambos são serpentes. Se ao menos eu pudesse dar-lhes uma lição que não esquecessem.”
Aiden deu um aceno breve, com uma expressão severa. “Mantenha-se longe de Sylvia. Você sabe que ela nem gosta de você.”
Roger gargalhou sombriamente, recostando-se na poltrona. “O sentimento é recíproco,” ele disse com um sorriso sarcástico. “Acredite em mim, Aiden, eu quero evitá-la tanto quanto possível. Não vamos desperdiçar nossa noite falando dela. Só de mencionar o nome já me dá dor de cabeça.” Ele pressionou os dedos contra a têmpora, massageando a tensão.
Aiden esboçou um sorriso sutil, girando o líquido em seu copo. “Justo. A propósito, o que você descobriu sobre Ruby?”
“Muitas coisas. Ela tem escondido a identidade,” disse Roger, sua voz firme, mas cheia de intriga. “Acontece que ela é filha de uma famosa família de comerciantes de diamantes. Eu tenho um espião seguindo-a, mas até agora, nada parece perigoso.”
Os olhos de Aiden se arregalaram incrédulos. “Não me diga que ela é filha do Henry Cowell!” ele exclamou.
Roger assentiu, franzindo a testa. “Sim, ela é. Por quê?” Ele se inclinou para a frente, observando a reação de Aiden. “Eu fiquei tão surpreso quanto você.”
Aiden rapidamente disfarçou sua surpresa, forçando um encolher de ombros casual. “Eu só não esperava que ela viesse de uma família tão bem-sucedida. Ela tem nos contado que lutou muito para abrir o café-livraria no dia do aniversário da Senhora,” ele murmurou, embora uma faísca de inquietação cruzasse seu rosto. Mas ele manteve a compostura, sem querer deixar Roger perceber sua súbita apreensão.
Roger estreitou um pouco os olhos, sentindo uma mudança, mas escolhendo não insistir. “Riqueza ou não, ela tem sido cuidadosa. Vamos esperar que continue assim e que não seja um perigo para a Senhora Layla,” ele comentou, pegando sua bebida novamente.
“É,” respondeu Aiden, esvaziando seu copo de um só gole.
“Eu volto já,” disse Roger, levantando-se e caminhando em direção ao banheiro.
Poucos minutos depois, ele emergiu, ajustando as mangas enquanto caminhava pelo corredor iluminado. Assim que se aproximou de seu assento, seus olhos avistaram Sylvia. Ela estava encostada em uma coluna, visivelmente bêbada, enquanto um homem se aproximava demais, segurando seu braço.
O primeiro instinto de Roger foi ignorar. Não se meta, ele disse a si mesmo. Sylvia nunca foi de apreciar sua intervenção e provavelmente torceria suas intenções. Mas ao se virar para sair, sua consciência sussurrou, ‘Pense nela como uma pessoa precisando de ajuda.’
“Eu disse que não estou interessada em beber com você,” Sylvia arrastava as palavras, puxando seu braço para se libertar do aperto do homem.
Roger suspirou, seu maxilar se apertando. “Droga,” ele murmurou antes de avançar em direção a eles.
Sem hesitar, ele agarrou o braço do homem, arrancando-o de Sylvia. Em um movimento fluido, ele empurrou o cara para trás e se posicionou entre eles.
“Vá embora,” Roger ordenou em tom ameaçador.
O homem hesitou por apenas um segundo antes de se afastar rapidamente, praguejando baixo.
Sylvia ajustou sua jaqueta de couro, estreitando os olhos. “Você está me seguindo agora?” ela acusou, sua voz carregada de desprezo.
Roger levantou uma sobrancelha, claramente desinteressado. “Você diz obrigado quando alguém te ajuda,” ele disse incisivamente enquanto se voltava para olhá-la.
Sylvia debochou, seu olhar amolecendo por um breve momento. “Eu nunca pedi sua ajuda. Lucius não te castigou? Por que ele parou de me ouvir?”
“Eu não fiz nada de errado. Você que está distorcendo tudo,” disse Roger friamente, sua voz marcada pela frustração. Ele se virou, de costas para Sylvia. “Estou indo embora. Você deveria ir para casa antes de arranjar problemas.”
Antes que ele pudesse dar mais um passo, Sylvia agarrou seu antebraço, puxando-o de volta com uma força surpreendente. Seus olhos se estreitaram enquanto ela apertava seu aperto, a outra mão agarrando a gola de sua jaqueta. Ela inclinou a cabeça para encontrar seu olhar. “Me leve para casa, Roger. Certamente você pode fazer o papel de motorista por uma noite, não é? Não se preocupe, eu vou te pagar muito bem por isso.”
Roger soltou uma risada baixa e zombeteira, seus olhos brilhando com desafio. “Você ainda me despreza, hein?” ele murmurou. Sua mão afastou a dela de seu braço enquanto ele dava um passo para trás, colocando distância entre eles. “Encontre seu próprio caminho para casa, Sylvia. Não sou seu criado.” Sem esperar por uma resposta, ele se virou e começou a caminhar, seus passos ecoando no corredor vazio enquanto ele lhe mostrava o dedo do meio.
O rosto de Sylvia escureceu, sua raiva borbulhando à superfície. “Você era um servo para meu irmão!” ela gritou, sua voz cortando o silêncio como um chicote. “Como ousa ignorar minha ordem?”
Seus saltos clicaram agudos contra o chão enquanto ela o perseguia, determinada a não ser descartada tão facilmente. Mas ela acabou caindo e um grito baixo escapou de sua boca.
Roger parou abruptamente, sua expressão se endurecendo enquanto ele se virava para encarar Sylvia. Ele soltou um suspiro baixo, sua voz pouco mais que um murmúrio. “Eu não quero lidar com ela.” Tirando o telefone do bolso, ele rolou pelos contatos e rapidamente discou um número.
“Aiden, chegue ao corredor. Agora,” ele disse secamente antes de desligar.
Em instantes, Aiden chegou, sua usual aura de curiosidade evidente. “O que está acontecendo?” ele perguntou, olhando para Roger.
Roger não respondeu imediatamente. Ao invés disso, ele apontou para Sylvia, que ainda estava no chão acariciando seu pé. “Ali,” disse Roger simplesmente.
Aiden seguiu seu olhar e piscou surpreso. “Sylvia?” ele disse, erguendo uma sobrancelha.
“Leve-a para casa,” Roger instruiu.
Os olhos de Aiden se arregalaram incrédulos. “Eu? De jeito nenhum. Esse é o seu problema, não o meu,” ele disse, dando um passo para trás. “Estou fora daqui.” Sem dizer mais nada, ele se virou e correu corredor abaixo.
“Aiden! Ei!” Roger chamou atrás dele, frustração evidente em sua voz. Mas Aiden nem sequer olhou para trás.
Roger soltou um gemido, esfregando a têmpora. “Merda,” ele xingou baixinho. “Eu realmente não quero lidar com ela.”