Filha da Bruxa e o Filho do Diabo - Capítulo 615
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615: Zombando e Conversando 615: Zombando e Conversando Drayce levou Seren de volta à sua câmara e a fez dormir, pois ela estava agitada após aprender aquelas revelações chocantes sobre o inferno selado dentro dela. Apesar da presença reconfortante de Drayce, ela precisou da ajuda do feitiço dele para adormecer.
O Príncipe Herdeiro de Griven e o Alto Elfo foram deixados dentro do gazebo.
— Então Príncipe Arlan, pelo que entendi, você nunca tentou usar o seu poder? — perguntou Yorian, enquanto os dois apreciavam o licor local fragrante diante deles.
— Não havia necessidade de usá-lo. É suficiente lidar com problemas humanos do jeito humano, sabe? — respondeu casualmente o príncipe, segurando aquela pequena taça de vinho na mão, que ele esvaziou goela abaixo com satisfação.
O elfo levantou uma sobrancelha. — Então você nunca o usa?
— Às vezes, eu acho, quando há uma necessidade de eu percorrer uma longa distância —
Yorian resmungou enquanto também bebia seu drink. — Então não diga que você não o usa…
— Contra outros humanos, é a isso que estou me referindo. — Arlan sorriu de lado enquanto olhava diretamente nos olhos de Yorian. — Encontrar um amigo e ser avistado por um elfo antigo não conta.
Yorian deixou escapar um sorriso brincalhão, entendendo que Arlan deve tê-lo avistado em sua visita mais recente a Megaris. — Visão aguçada, devo dizer.
— Nem tanto, apenas o suficiente para que aquele feitiço de engano ao redor do seu chalé não o impedisse — rebateu Arlan. — Mas, devo dizer, gostei dos seus animais de estimação. Eles têm filhotes?
— Ambos são machos, e mesmo que eu te desse recém-nascidos, é difícil criá-los para se tornarem criaturas espirituais com inteligência — se gabou o elfo.
— É assim? Devo visitá-los uma vez. Quem sabe eles possam querer mudar de mestre, hmm?
— Os animais são mais leais do que qualquer outras criaturas, Príncipe Arlan, mas sim, você pode tentar a sua sorte.
À medida que trocavam brincadeiras leves, Drayce voltou para o gazebo e os dois homens olharam para ele com expressões descontraídas. Arlan serviu licor na taça de Drayce, e o jovem rei não hesitou em bebê-lo de um gole só.
— Como ela está? Assustada? — perguntou Arlan enquanto reabastecia sua própria taça.
— Claro, mas por agora, ela está dormindo — respondeu Drayce.
— Bem, isso é o esperado. Ela ouviu coisas bastante pesadas hoje à noite — Arlan observou tranquilamente o ambiente sereno, pensando casualmente como a luz do luar refletida no lago cria um clima espetacular. — Que outras coisas temos para conversar?
— Bruxa Negra.
— Ela não está em Thevailes no momento? O que tem ela?
— Não é essa Bruxa Negra, mas outra, uma mais jovem — explicou Drayce.
— Uma mais jovem? Onde você a encontrou? — Arlan achou meio engraçado como Megaris parecia estar cheia de seres sobrenaturais, enquanto ele recentemente não havia visto nenhum sequer em Griven. — Ela é uma espiã enviada pela Bruxa Negra que sequestrou sua esposa…?
— Zaria Lynx, o nome dela é Zaria Lynx — interveio Yorian. — Usar o nome dela facilitará saber sobre quem vocês estão falando.
— Bem, não gostaria, mas parece que preciso — disse Arlan. — Então, o que me diz dessa outra Bruxa Negra? Onde você a capturou?
— Em Porto Esperança. Eu a encontrei por acaso e a segui, mas não consegui capturá-la.
— Oh? Uma simples bruxa conseguiu escapar das garras de um poderoso Dragão? — disse Arlan, divertido, um sorriso diabólico no rosto. — Que Bruxa Negra interessante. Parece que eu preciso encontrá-la e recompensá-la.
— Você realmente precisa, para que possamos saber o que ela está tramando e o que ela está fazendo entre os humanos. Pelo que eu soube, ela chegou aqui em Selve ontem.
— Ela está em Griven? — perguntou Arlan, surpreso. — Como não senti a presença dela? Cheguei à cidade ontem à noite, então, pelo menos, deveria ter sentido traços da magia dela.
— A força dela não é comum. Eu senti uma energia escura forte vinda dela quando eu a encontrei, e se ela não tivesse nenhuma habilidade poderosa, não teria conseguido se ocultar completamente da minha detecção. O fato de ela ter conseguido desaparecer sob minha vigilância significa que ela não é uma Bruxa Negra comum — explicou Drayce.
Enquanto isso, o elfo estreitou os olhos para o príncipe. — Fascinante. Eu me pergunto qual feitiço ela usou. Príncipe Arlan deveria ter sido capaz de sentir os poderes dela quando ela chegou em Selve, a menos que ela tenha usado feitiços de alta furtividade sem parar… Estou ficando curioso…
Drayce encheu sua taça vazia de licor. — Talvez ela tenha partido assim que chegou. Se ela chegou durante o dia, ela poderia estar em qualquer lugar de Griven agora. Também é possível que ela tenha embarcado em outro navio e partido para outra ilha ou reino vizinho.
— Bem, não poderíamos ter partido pelo mar. Nos últimos dois dias, nenhum navio ou barco pôde deixar os cais devido ao tempo tempestuoso. O tempo só melhorou na noite passada, mas até agora, as restrições para a saída de embarcações marítimas ainda não haviam sido suspensas por motivos de segurança da sua chegada.
— Isso significa que ela deve ter estado aqui em Selve quando você chegou. É possível que ela tenha partido antes de você chegar aqui, altamente improvável dado o pequeno intervalo de tempo, ou…
— Ou? — Arlan insistiu.
— Ou seus poderes estão ficando inúteis — comentou Drayce, franzindo a testa.
Antes que Arlan pudesse dizer alguma coisa, o elfo interveio. — Ou, pode haver uma terceira opção.
— Qual é? — perguntaram os dois jovens.
— E se ela for como a Rainha Seren, de certa forma? E se houver a presença de outro poder além da própria magia de atributo escuro dentro dela? É um mero palpite da minha parte, mas se um outro poder contradiz a energia escura dela, então é possível que não se consiga sentir sua essência — respondeu o elfo.
— Está dizendo que ela é outro esquema de um ser divino? — perguntou Drayce.
— Não, é claro que não, eu estou apenas explorando possibilidades. Não precisa ser obra de um deus. Pode ser qualquer coisa, mas acho que é algum tipo de feitiço poderoso que mantém a existência dos poderes dela oculta.
— Então o que eu preciso fazer para reconhecer que ela não é humana? — perguntou Arlan, com escárnio. — Está dizendo que este Dragão Vermelho pode sentir ela, mas eu não?
No entanto, o elfo já tinha uma explicação preparada para essa pergunta.
— Como a mãe do Rei Drayce é uma bruxa, isso o torna meio bruxo. Assim, sua habilidade de sentir uma bruxa é mais precisa do que a de outros.
— E como você se explicaria? Está dizendo que você também tem sangue de bruxa?
— Minha mãe era uma poderosa sacerdotisa do Clã do Elfo da Lua. Eu herdei as fortes habilidades espirituais dela.
— Bem, você realmente parece uma sacerdotisa… — Arlan riu.
— Se você está elogiando minha aparência sem igual, então aceito graciosamente seu lisonjeio, Sua Alteza Real — Yorian respondeu.
— Vocês dois terminaram de zombar um do outro? — Drayce os interrompeu. — Voltando ao assunto, essa Bruxa Negra está carregando beladona com ela, e a possibilidade de ela estar coletando outras ervas venenosas é bem alta. Precisamos saber para o que ela estava planejando usá-las. Se ela as usar para algum esquema maligno, então precisaremos impedi-la.
— Eu vou encontrá-la, não se preocupe — assegurou Arlan. — Mesmo que não consiga sentir seus poderes, com certeza posso encontrar qualquer pessoa — bem, a menos que ela tenha usado um feitiço de invisibilidade o tempo todo. Mas contanto que ela interaja com alguém nesta cidade, seja um marinheiro ou um transeunte nas ruas, serei capaz de encontrá-la. Aqueles que lidam com coisas perigosas e proibidas não são poupados em meu reino.
Um belo sorriso, como o de um anjo, se espalhou no rosto bonito do príncipe.
— Parece que o solo deste reino provará o sangue de uma Bruxa Negra em breve.
— Sempre pronto para a violência — comentou o elfo. — Só lembre-se, nem todas as Bruxas Negras são malignas. Muitas delas lutaram ao nosso lado para proteger nossa raça contra os humanos. Muitas perderam suas vidas lutando contra os seus próprios. Acontece que uma grande maioria delas ficou obcecada com poder como Zaria, dando-lhes tal reputação malévola.
— Eu não tenho nada contra as Bruxas Negras em particular. Até mesmo os humanos, eu não os generalizo como malignos, elfo. Não esqueça, as pessoas que eu governarei no futuro são seres humanos — Arlan apontou. — Enquanto ela não fizer nada de errado, eu não a matarei, mas se ela fizer algo em meu reino, então provarei que minhas palavras anteriores estão corretas. Ela terá a morte mais cruel e eu publicarei isso de forma que ninguém da sua espécie ouse pisar nas terras de Griven.
Ao falar essas palavras, a expressão de Arlan era solene, o oposto de sua típica descontraída, e seus olhos mostravam o lado sombrio escondido dentro dele.
O elfo suspirou enquanto se levantava. — Acredito que vocês dois amigos tenham muito o que conversar, então vou me retirar.
A dupla não o impediu e observou silenciosamente enquanto ele desaparecia de volta para o solar.
Drayce pegou sua taça de bebida e a esvaziou. — No que você tem se metido ultimamente? Algo interessante?
— Nada demais, apenas me divertindo caçando um belo cervo.
— Cervo? — Drayce olhou para ele com um olhar indagativo.
O príncipe lhe deu um sorriso profundo ao brindar para que ele bebesse. — Hmm! Cervos são animais bonitos, não são?
— Se você diz — disse Drayce. Desta vez, foi ele quem serviu a próxima rodada de bebidas para os dois.