Filha da Bruxa e o Filho do Diabo - Capítulo 106
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106: Razão Para A Pressa 106: Razão Para A Pressa “Rei Drayce!”
No momento em que a porta se abriu e Drayce saiu da câmara do Slayer, Erich Winfield o chamou de uma maneira que nunca tinha feito antes. Pareceu que o velho médico tinha estado pacientemente esperando por ele lá fora todo esse tempo. Drayce parou e virou-se para olhá-lo, esperando que ele falasse.
Por outro lado, o cavaleiro que escoltava Drayce deu ao médico um olhar estreito, de alguma forma pacificado ao encontrar que este velho homem impolite finalmente sabia seu lugar e entendia com quem estava falando.
Desde o momento em que se conheceram, Erich Winfield nunca tratou Drayce como um rei e sempre foi tão direto com ele, até mesmo referindo-se a ele como ‘você’. Os cavaleiros de Megaris nunca gostaram de sua falta de maneiras, mas assim como Drayce, eles toleraram isso já que esse velho havia salvo seu comandante. Hoje foi uma grande melhoria.
Erich Winfield parecia visivelmente angustiado quando perguntou, “Eu quero saber quem é o dono daquele elixir mágico. Quem deu a Terceira Princesa?”
Drayce sabia que o velho homem era arrogante e destemido por natureza, mas naquele momento, aquela arrogância inata tinha desaparecido. O puro desespero em sua voz fez com que ele sentisse como se o velho estivesse à beira de um colapso por perder algo importante para ele.
“Eu só sei que pertence à Terceira Princesa,” disse Drayce.
Sua resposta fez com que Erich Winfield ficasse atordoado.
Justamente quando Drayce estava prestes a virar as costas, pronto para sair, o velho médico recuperou a compostura e falou, “Eu ainda estou para receber minha recompensa por salvar o cavaleiro do Rei Drayce.”
Drayce parou e olhou para Erich Winfield. Olhando para sua expressão determinada, Drayce entendeu o que ele queria.
“Mais alguma coisa?” Drayce perguntou.
“Isso seria suficiente,” Erich Winfield respondeu.
Quando Drayce partiu, Erich Winfield continuou olhando para sua figura que se afastava. Durante todos os seus anos trabalhando como médico, ele nunca foi de buscar recompensas egoístas depois de tratar alguém, mas desta vez, ele não tinha outra opção. A pessoa que ele estava procurando era mais importante para ele do que seu orgulho.
——–
Drayce retornou à sua câmara e pensou sobre o que Erich Winfield havia pedido a ele. Sabendo o quão ingênua ela era, ele tinha certeza que Seren não foi a criadora daqueles elixires. Ela nem conseguia cozinhar direito. Além de assustar os outros, dizendo que é uma bruxa e usando acidentalmente seus poderes, ela era basicamente uma jovem comum.
Quem teria dado a Seren aqueles elixires mágicos, quem poderia ser?
Drayce se lembrou da mulher que ele viu com Seren no mercado. Era a mesma mulher que ele viu a protegendo durante a cerimônia de noivado da Segunda Princesa. Embora naquele momento ele ainda não reconhecesse Seren, foi depois devido à presença daquela mulher que Drayce entendeu que a jovem de olhos roxos que procurava era a Terceira Princesa.
Curiosamente, ele tinha estado no palácio por dias, mas desde que retornou a Abetha após resgatar Cian, ele nunca mais viu aquela mulher.
Pelo que ele entendeu, ela era certamente a serva pessoal da Terceira Princesa, e por isso deveria ter estado com ela todo esse tempo, ajudando-a a se recuperar. Aquela mulher nunca apareceu mesmo depois de Seren estar em péssimo estado.
De volta ao mercado, Drayce já podia sentir que havia algo diferente, até estranho, com ela. Naquela época, ele não prestou atenção nela, pois tirar Seren daquela situação era sua principal prioridade.
Havia uma grande chance de que fosse aquela velha mulher quem deu a Seren aqueles elixires.
Primeiro, ele precisava perguntar ao Rei Armen onde aquela mulher tinha ido. Se sua conclusão estivesse correta, então ele seria capaz de recompensar Erich Winfield.
Enquanto Drayce se ocupava com os documentos acumulados em sua mesa, alguém entrou na sala sem precisar que sua presença fosse anunciada ou que tivesse permissão para relatar. Essa pessoa sabia, sem que ninguém dissesse, que Drayce saberia quem tinha vindo vê-lo.
Sem sequer levantar a cabeça para olhar o recém-chegado, Drayce falou, “Parece que o Príncipe de Griven está com muito tempo livre. Ele pode até vagar por aqui e ali.”
Sem se importar com sua recepção desinteressada, Arlan sentou-se tranquilamente em uma das cadeiras e falou, “Este Príncipe errante de Griven já salvou este continente inteiro do terror das guerras sem sequer levantar uma espada.”
Drayce finalmente levantou a cabeça e viu o leve sorriso no rosto de seu amigo. “Parece que você jogou a sua cartada mostrando-lhes um bom futuro.”
Arlan lhe deu um encolher de ombros nada inocente, “Como eu poderia não fazer isso quando sou uma alma tão amante da paz?”
Drayce nada disse e voltou sua atenção para o seu trabalho.
“Parece que você está determinado a levar sua rainha de volta com você,” Arlan comentou enquanto olhava para os vários pergaminhos na mesa de Drayce.
“Não deveria?”
“Claro que sim,” Arlan respondeu. Ele então perguntou ao amigo algo que o incomodava sobre sua decisão, “Por que você está com tanta pressa em se casar com ela e levá-la com você? Eu me recuso a acreditar que você esteja apaixonado, já que você mal a conheceu direito. Diga-me o verdadeiro motivo.”
A resposta veio despretensiosamente.
“É hora de Megaris ter uma rainha. Você sabe como aqueles velhos têm empurrado suas filhas para mim desde que eu assumi como rei. Em vez de escolher entre essas mulheres irritantes, não é melhor ter uma gatinha pequena que pode ficar obedientemente no seu lugar?”
Arlan deu uma risada de escárnio. Ele não acreditava que Drayce se apressaria para se casar com uma garota que nem tinha idade para tal por um motivo tão superficial. “Você está fazendo parecer que o Rei Armen a criou assim só para facilitar o seu conforto.”
“Deveria agradecê-lo então.”
“Para mim, parece que alguém está se compadecendo de uma pobre garota porque ela faz ele se lembrar de seu próprio passado,” Arlan comentou. “Mas ainda assim, tenho certeza que há mais nisso.”
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Nota-
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