Fera Alfa e Sua Luna Amaldiçoada - Capítulo 111
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111: Ele sentiu falta dela? 111: Ele sentiu falta dela? TERCEIRA PESSOA DO PONTO DE VISTA
“Onde você estava?” Matilda perguntou ao Alfa Tyler assim que ele entrou na casa da alcateia.
O homem olhou em volta, e vendo todos olharem para ele como se tivesse voltado de cometer algum tipo de pecado, fez uma expressão de surpresa e olhou para Matilda, seu olhar ficando sombrio.
“Repita,” Ele disse uma única palavra, mas foi mais que suficiente para todos checarem a própria expressão e para Matilda baixar o olhar.
“Me desculpe, Alfa Tyler. Eu só estava preocupada com seu bem-estar,” Matilda sussurrou e Tyler murmurou antes de adentrar mais na casa da alcateia.
Ele foi direto para o seu quarto, seguido por Matilda que queria cuidar dele e permanecer em sua boa graça.
Afinal, não era apenas seu corpo ou posição e lobo que o atraíam, mas também o cuidado dela.
Assim que ela entrou no quarto, seu olhar encontrou Tyler, que estava de pé em frente ao espelho tirando a camisa para tomar um banho.
“O que foi aquilo agora há pouco? Você claramente sabia onde eu fui. Espera que eu relate cada minuto da minha vida para você agora?” Tyler perguntou.
Matilda imediatamente aproximou-se dele com uma expressão suave antes de segurar sua mão.
“Não foi o que eu quis dizer, Alfa. Eu só estava preocupada se você havia jantado ou não. Por isso perguntei o que te demorou tanto. Sinto muito se minha pergunta soou assim,”
Matilda imediatamente ajudou-o a tirar a roupa, seu olhar parando na ferida em seu bíceps que não havia cicatrizado como a ferida do abdômen mesmo depois de tantas horas por causa da adaga de mata-lobos que Valência havia utilizado ali.
“Você foi à reunião dos alfas, não foi, Alfa Tyler? Não me diga que aquele alfa grosseiro atacou você,” Matilda disse.
O Alfa Tyler, que fingia ser indiferente a isso, parou no que estava fazendo ao tirar as calças.
“Aquele alfa grosseiro pode quebrar seu pescoço com um único toque. Não deixe ele ouvir seus pensamentos. E não, ele não me atacou. Ao contrário, caí em uma armadilha,” Tyler disse.
“Uma armadilha?” Matilda olhou para ele, ainda mais confusa do que antes, achando difícil compreender as coisas.
“Sim. Foi minha culpa. Eu estava vagueando pela selva quando acidentalmente cheguei à área onde as armadilhas para os renegados foram montadas pelo alfa e seu time. Eu deveria ter pedido a eles pelas regiões a que os alfas não deveriam ir,” Tyler disse e Matilda murmurou.
Agora que percebeu, essas roupas não eram as mesmas que ele havia levado. Eram obviamente compradas lá.
Era uma mentira convincente.
O Alfa Maverick era conhecido por ser o alfa mais cruel e ele vivia aquela reputação com suas ações. Portanto, não deveria ser surpreendente que ele tivesse armadilhas na floresta para pegar os renegados, os renegados que ele odiava profundamente.
“Julgando pela ferida, parece que foi misturado com mata-lobos. Eu vou pedir para alguém fazer uma poção saudável para você ajudar a cicatrizar mais rápido,” Matilda disse e Tyler assentiu com a cabeça.
“Você pode retirar a pasta da minha mala e pedir para o seu pai vir buscar? Ele precisa estudá-lo antes de discutirmos o plano. Quero ouvir as opiniões dele,” Tyler disse e Matilda assentiu com a cabeça.
Assim que Tyler entrou no banheiro, Matilda suspirou aliviada. Ela quase cavou a própria cova ao agir impulsivamente. Seu alfa já estava tendo um dia difícil e ela pensava em lhe dar atitude num dia como esse.
Matilda balançou a cabeça com sua própria estupidez antes de abrir a mala dele para procurar pela pasta.
Não foi difícil. A pasta estava colocada no topo, logo embaixo de uma camisa que-
A mão de Matilda parou quando viu o sangue na camisa abaixo da pasta. Parecia ser a mesma camisa que foi rasgada por causa do ataque.
Ela suspirou e olhou para a péssima condição da camisa.
‘Por que ele ainda a estava guardando, afinal?’ Matilda pegou a camisa e estava prestes a jogá-la para o lado para pedir para alguém levá-la embora e jogá-la no lixo quando ela congelou em seu gesto.
Isso… Suas pupilas se dilataram e ela olhou para a camisa com atenção, trazendo-a perto do rosto.
Era só ela ou aquela camisa realmente cheirava como sua irmã?
Não. O que ela estava pensando? O Alfa Tyler definitivamente foi ao encontro do Alfa Maverick e pegou o primeiro voo de volta. Não havia maneira de aquela vadia estar vivendo em uma área que era como o inferno para todos os renegados.
E julgando pela última conversa delas, ela não havia se juntado a nenhuma alcateia também.
Os punhos de Matilda se cerraram. Só de pensar na irmã, sentia nojo e tanto ódio que desejava ir procurar onde ela estava só para matar aquela vadia da forma mais horripilante. Aquela garota merecia todas as tragédias do mundo pelo que tentou fazer, por como tentou roubar o que deveria sempre pertece-la.
Foi uma coisa boa ela ter ficado sem lobo ou Matilda nem podia imaginar como teria que viver na sombra daquela vadia pelo resto da vida.
Seus punhos se cerraram ao ver a camisa e, num ato de raiva, ela rasgou a camisa em pedaços.
Seu olhar escureceu enquanto ela tirava o resto das roupas de Tyler para ver se ele tinha algo relacionado àquela vadia para que pudesse acalmar sua mente enfurecida e se assegurar de que seu homem não estava por aí encontrando sua suposta ex-companheira, logo antes do noivado deles.
Enquanto revirava suas roupas, ela parou antes de olhar para o celular dele na mesa.
Ao invés de olhar suas roupas, não seria mais benéfico vasculhar seu celular?
Estava prestes a desbloquear o celular dele para vasculhar o dispositivo e ver se eles tinham alguma forma de contato, mas o banheiro se abriu nesse momento, e assim que Tyler viu a condição de suas roupas e coisas, seus olhos ficaram sombrios.
Matilda congelou no lugar.
Quase tremeu quando o homem caminhou até ela com passos lentos antes de pegar sua camisa rasgada, a camisa que tinha o cheiro de Valência.
Era a única razão pela qual ele não havia jogado a camisa fora. Ele não sabia o porquê, era o encontro com sua ex-companheira após quase meio ano ou o fato de ela não se abalar com sua presença que tanto o irritava?
O fato de ela ter ousado olhar diretamente nos olhos dele, o excitava de uma maneira estranha. Ele com certeza não era um masoquista. Esta não era a primeira vez que ela olhava nos olhos dele também. Então o que era? Era difícil decifrar e colocar em palavras.
Ele estava tão encantado com a nova confiança dela por um minuto que nem mesmo reclamou para ninguém ou contou para alguém que foi atacado por um renegado em sua área.
Algo estava definitivamente diferente nela. Não era apenas sua ousadia ou sua confiança. E era definitivamente sua atitude destemida.
Era quase como se ela tivesse se tornado poderosa esses seis meses do nada. A forma como ela retirou aquelas adagas tão rapidamente sem ele perceber a segunda até a dor atravessar seu abdômen, era bastante habilidosa.
De novo ela tem vivido no selvagem por tanto tempo e ainda sobrevivendo. A falta de qualquer cheiro forte de homem era uma clara indicação de que ela ainda era virgem e não estava trocando sexo para conseguir as coisas do seu jeito.
Ela estava realmente sobrevivendo por conta própria. Mas como?
O que mais o surpreendeu foi a presença dela numa cidade que ele nunca imaginou em seus mais loucos sonhos que a veria.
O que ela estava fazendo na área que é chamada de vala dos renegados? Ela era tão rápida e ágil na hora de se esconder que o Alfa Maverick ainda não a pegou em sua própria cidade? Para alguém que é conhecido por matar mais de 200 renegados por mês, isso era algo difícil de acreditar.
Tyler olhou para a camisa que não estava rasgada. Ele tinha guardado essa camisa para cheirar o perfume de sua ex-companheira para decidir se estava apenas sentindo falta dela temporariamente ou se o arrependimento de perdê-la estava realmente tomando conta dele.
“Por que você faria algo assim?” Tyler perguntou, seus olhos ardendo olhando nos de Matilda, cheios de medo.
“Eu…Eu sinto muito, Alfa. É que…estava ensopada de sangue e rasgada e cheirava a renegado, por isso pensei que você não a iria mais querer -”
Ela não pôde terminar a frase porque, no momento seguinte, um tapa forte aterrissou em suas bochechas, fazendo sua cabeça virar para o lado.
“Se eu não quisesse, por que estaria aqui? Desde quando te dei o direito de destruir minhas coisas? Não esqueça que o noivado ainda não aconteceu, que dirá casamento. Se posso dispensar minha companheira, dispensar você não será problema,” Tyler disse, e Matilda, que estava chocada demais para reagir, assentiu com a cabeça, lágrimas escorrendo por suas bochechas.
Tyler não esperou ali e deixou o local sentindo uma estranha onda de raiva dentro dele antes de balançar a cabeça.
Ele realmente sentia falta dela? Estava mesmo sentindo falta de Valência logo antes de seu noivado? Ele bagunçou os cabelos, irritado.