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Exorcista de Fantasmas: É Amada por Todos - Capítulo 819

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Capítulo 819: Capítulo 819: Ciclo Vicioso

Yu Holea apertou os punhos com mais força. Sua voz tremia, mas era alta e clara.

“Meu pai… ele não apenas machucou você. Ele machucou a nós também. Depois de me trocar ao nascer, ele ainda me ignorou, mesmo depois de saber a verdade!”

Ela olhou para cima, seus olhos brilhando de dor.

“Ele continuou mimando a filha daquela mulher — a falsa, como se ela fosse uma joia preciosa. E fez meus irmãos… meus verdadeiros irmãos… tratá-la como uma princesa. Mesmo que ela não fosse. Mesmo que eu fosse a verdadeira.”

Sua voz falhou.

“E você sabe o que ele fez com a minha mãe?” ela sussurrou, mordendo o lábio. “Ele a fez… dormir com outro homem. Como se ela não importasse. Como se ela fosse apenas uma… uma ferramenta.”

Os ombros de Yu Holea tremiam, mas ela continuou.

“Ele é o único que nos torturou. Todos nós. Ele não poupou ninguém. Nem minha mãe. Nem meus irmãos. Nem mesmo sua própria mãe! Ele a fez chorar. Ele a fez implorar.”

Ela respirou fundo e encarou a bruxa.

“Então, se ele já torturou sua própria família, por que você ainda está nos torturando? O que resta para destruir?”

A mãe de Mirai ficou parada.

As sombras dela pararam de se mover.

Por um momento, tudo ficou quieto. Frio. Pesado.

Então a bruxa falou lentamente, sua voz escura e cheia de algo estranho, “Você é o sangue daquele homem. Yu Lin. Você acha que é inocente? Ha…”

Ela olhou diretamente nos olhos de Yu Holea.

“Esse tipo de sangue não desaparece. Claro que você herdou algo dele. Você deve ter herdado. A crueldade dele… o egoísmo dele. Está nos seus ossos.”

Mas a bruxa não tinha terminado.

“E acontece que… Mirai só pode viver… se você viver uma vida cheia de dor.”

“O quê…?”

A bruxa sorriu maliciosamente. Seus dentes brilharam suavemente na luz fraca. Sua voz ficou suave — suave demais.

“Você me ouviu. Enquanto sua vida for miserável… Mirai permanecerá viva. Mas se você for feliz… ela morre.”

Yu Holea piscou, atordoada.

“Isso não faz sentido… isso é… isso é estúpido!”

A bruxa riu de repente. Ecoou pela sala como um sino feito de gelo.

“Claro, parece estúpido para você. Mas o destino é cruel. Mirai… sempre esteve destinada a morrer. Mas ela tomou o corpo de Yu Mei para viver. Isso não foi o suficiente, porém… ela precisava de um destino, então ela roubou o destino de Yu Mei.”

Ela inclinou a cabeça lentamente.

“E Yu Mei tinha aquele destino de princesa… até você aparecer. A verdadeira princesa. No momento em que o mundo a reconheceu… o destino de Yu Mei quebrou. Seu corpo se tornou fraco. Minha filha começou a morrer.”

“Ela tentou lutar contra o destino,” disse a bruxa, sua voz mais suave agora. “Ela sorriu, ela obedeceu, ela pensou que talvez a bondade a protegeria. Mas não protegeu. No final… ela ainda está morrendo.”

Yu Holea abriu a boca, mas não sabia o que dizer. Seus pensamentos estavam embaralhados, girando. Isso não fazia sentido.

Mirai não estava morta, certo? O que a bruxa estava dizendo?

Quando Mirai foi gentil? E quando ela foi morta? Ela estava falando sobre agora? Certamente isso não parece ser o caso…

Os olhos da mãe de Mirai começaram a brilhar, seu manto levantando-se como se ventos girassem ao seu redor.

“Vou levar minha filha em breve. Mas antes disso… vou garantir que você sofra.”

“Espere!” Qiao Jun gritou, dando um passo à frente.

Mas era tarde demais.

Um círculo escuro brilhou sob seus pés, cintilando com runas e luz vermelha.

Yu Holea engasgou. “Ela está se teleportando!”

A bruxa sorriu malvadamente. “Você perdeu muito tempo falando.”

Qiao Jun bateu a mão no chão novamente, tentando bloqueá-la, mas o feitiço brilhou intensamente.

“Você vai se arrepender de ficar no meu caminho,” ela disse, sua voz já desaparecendo. “Você vai se lembrar deste dia… quando perder tudo.”

E com um forte estalo, ela desapareceu em fumaça e faíscas.

Ela ficou olhando para o espaço vazio onde a bruxa estava.

“…Ela estava comprando tempo,” ela sussurrou.

Qiao Jun xingou baixinho. “Ela nos enganou.”

Mas Yu Holea não se mexeu.

Ela respirou fundo e disse suavemente, “Ainda há… muitas peças faltando. Eu sinto que… eu não sei algo realmente, realmente importante. Algo que eu preciso saber.”

Qiao Jun caminhou até ela e colocou a mão gentilmente em seu ombro. Sua voz era calma, firme, como um cobertor quente em uma noite fria.

“Você está certa,” ele disse. “Mas está tudo bem. Você não precisa descobrir tudo agora. A verdade… seja lá o que estiver escondido de você… vai chegar até você. Um pedaço de cada vez.”

Yu Holea olhou para ele, seus olhos ainda um pouco abalados, mas ela assentiu.

“Obrigada…”

Seu olhar vagou lentamente para a garrafa de vidro pendurada em seu cinto — aquela que brilhava levemente em roxo.

Dentro dela, a alma de Mirai flutuava — uma forma suave e cintilante, com olhos grandes e piscantes e uma expressão de pura frustração em seu rostinho fantasmagórico. Ela estava os observando. Escutando.

Yu Holea quase podia sentir o que Mirai estava pensando.

Se até minha mãe não pôde me salvar… quem irá?

Yu Holea bufou. Então ela sacudiu levemente a garrafa.

“Olá~? Ainda flutuando por aí?” ela perguntou, com a voz zombeteira, mas calma.

A alma de Mirai girou furiosamente e a encarou, seu rosto se retorcendo em uma expressão cheia de ódio.

“Não aja com tanto orgulho,” Mirai rosnou, sua voz ecoando fracamente dentro da garrafa. “Você acha que isso acabou?”

Yu Holea ergueu uma sobrancelha.

“Oh, não acabou,” ela disse com um sorriso frio. “Está apenas começando. É hora de você pagar por tudo que fez.”

A alma de Mirai estreitou seus olhos brilhantes. “Então me mostre. Vamos ver do que a princesinha é capaz.”

Os olhos de Yu Holea brilharam.

Nos dias seguintes, Yu Holea começou a usar magia da alma.

Ela levantou um espelho de prata e sussurrou um velho feitiço. O vidro cintilou… então mostrou a Mirai todas as pessoas que ela machucou — chorando, sangrando, implorando.

Ou Xiaoxiao. Os irmãos de Yu Holea. Até mesmo estranhos — intimidados, culpados e punidos.

Mirai gritou.

“Desliga isso! Eu não quero ver isso!”

Mas Yu Holea não hesitou.

“Você nos forçou a nos sentir impotentes. Agora você também sentirá isso.”

Com isso, ela estalou o dedo, e a alma de Mirai entrou no espelho. Agora Mirai começou a viver toda a dor que havia infligido aos outros.

Dentro do espelho brilhante, a alma de Mirai flutuava — leve e fina como uma névoa. Mas logo, a névoa ficou pesada. Uma nova cena começou a se formar ao seu redor.

Ela piscou.

Ela estava… em casa?

Tudo parecia exatamente como ela se lembrava — o grande salão, o piso polido, as pinturas. Mas algo parecia errado. Frio.

Ela se virou rapidamente, seu coração pulando em seu peito.

“Yu Sicong!” ela chamou, avistando seu irmão descendo as escadas.

Mas Yu Sicong nem parou. Ele passou direto por ela, seus olhos cheios de frieza, sem calor, sem bondade. Como se ela fosse uma estranha. Ou pior… algo sujo.

“Yu Sicong!” ela gritou, correndo em direção ao seu outro irmão. “Sou eu! É a Mirai!”

Mas Sicong também não disse uma palavra. Ele apenas deu a ela um rápido olhar, cheio de desgosto, e afastou-se.

“Yu Sile!” ela gritou, desesperada. “Não me deixe!”

Mas Sile mal olhou para ela antes de virar as costas, balançando a cabeça como se ela o enojasse.

“Não! Espera!” Mirai tentou correr atrás deles, sua voz quebrando. “Por que vocês estão fazendo isso?! Sou eu! Sua irmã!”

Mas ninguém ouviu.

A cena ao seu redor tremulava como uma tela quebrada — com falhas e cinza — e então mudou novamente.

Agora ela estava no corredor. Uma toalha quente estava enrolada em torno dela. Ela estava usando um roupão, seu cabelo ainda molhado do banho.

E assim que saiu do banheiro, Yu Shuchang entrou.

Ele parou. Seu rosto torcido em uma mistura de vergonha e nojo.

“Você realmente é… nojenta,” ele disse friamente. “Eu não consigo nem olhar para você.”

E então… ele se virou e saiu.

“Espera!” ela gritou, correndo atrás dele. “Eu não fiz nada! Eu só—!”

Mas o corredor se estendeu, e ele desapareceu nas sombras.

Então a cena se desfez novamente como uma bolha estourando.

Agora ela estava sentada no sofá, nervosamente apertando as mãos juntas. Yu Sicong estava à sua frente, de braços cruzados.

“O que você quer agora?” ele perguntou, a voz fria e entediada.

“Eu… eu só preciso de algum dinheiro,” ela disse em voz baixa, olhando para cima.

Sicong revirou os olhos. “Gananciosa. É tudo o que você é.”

Ele virou as costas e saiu.

As mãos de Mirai começaram a tremer.

“Não, isso não é verdade… Eu… eu só…”

Mas antes que pudesse terminar, o mundo mudou novamente.

Agora ela estava na escola. Todos sussurravam pelas suas costas. Apontavam dedos. Alguém jogou um papel amassado nela.

“Ela roubou.”

Vozes espetavam em seus ouvidos repetidamente. Ela olhou ao redor, tentando encontrar ajuda, tentando explicar.

Mas toda vez que abria a boca, alguém gritava mais alto — acusando-a, culpando-a, ignorando-a.

O ciclo continuava.

Cena após cena.

Ela era sempre a vilã.

Sempre sozinha.

Ela caiu de joelhos, apertando a cabeça.

“Parem… por favor… Eu não queria… Eu não sabia…”

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