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Exorcista de Fantasmas: É Amada por Todos - Capítulo 808

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Capítulo 808: Capítulo 808: Meia Alma

Seus punhos se cerraram contra as restrições brilhantes.

“Então ela disse… ela poderia consertar isso. Se eu a escutasse, apenas fizesse o que ela disse, minha vida seria incrível.

Melhor do que eu jamais imaginei. Eu seria alguém importante. Respeitada. Admirada. Amada. Tudo o que eu tinha que fazer… era abrir mão do meu corpo.”

As sobrancelhas de Yu Holea se franziram abruptamente.

“Então ela mencionou troca de almas.”

Yu Mei congelou.

Por um segundo, parecia que seus lábios se recusavam a se mover.

Então ela deu um pequeno aceno relutante.

“…Sim.”

Holea deu um passo mais perto.

“O que exatamente ela disse?”

Yu Mei olhou para baixo, sua voz baixa de arrependimento.

“Ela disse… ‘Sua alma está desperdiçada nesse corpo. Eu vou te colocar em algum lugar melhor. Em algum lugar poderoso. Você renascerá, com um novo nome, nova vida… como alguém que já tem tudo o que você sempre sonhou.”

“E essa pessoa,” Yu Holea disse lentamente, “era Ou Xiaoxiao.”

Yu Mei fechou os olhos com força, como se a verdade fosse dolorosa demais para admitir — mas ela ainda assentiu.

“Ela me prometeu que eu acordaria no corpo de uma herdeira rica. Com fama. Luxo. Amigos. Um noivo. Um lugar onde eu nunca me sentiria indesejada novamente.”

“E você concordou?” A voz de Holea estava agora afiada. “Você concordou em tomar o corpo de outra pessoa?”

“Eu não sabia que seria assim!” Yu Mei chorou.

Holea não falou por um momento. Seu silêncio foi mais alto que a raiva.

Então, com uma voz que parecia capaz de cortar vidro, ela disse:

“Você se deixou ser usada. Você deixou alguém mexer com almas. Você escolheu isso.”

Yu Mei olhou para cima, a culpa em seus olhos. No entanto, logo recuperou o sentido e gritou,

“De qualquer forma… eu… eu não machuquei ninguém.”

O olhar de Yu Holea se afiou como uma lâmina.

“Você não machucou ninguém?” ela repetiu, cada palavra cortando a tensão.

Yu Mei estremeceu, mas então levantou o queixo, tentando parecer confiante — até orgulhosa.

“Eu não machuquei!” ela disse, mais alto desta vez. “Eu lidei com a Família Ou muito bem! Eles gostam de mim! Eu sorrio, me arrumo, participo dos eventos deles. Não estraguei nada.”

Os olhos de Holea escureceram, e por um momento, ela apenas encarou — fria e constante.

Então ela deu um passo à frente, e sua voz caiu baixa, quase um rosnado.

“Você está mentindo. Para você mesma. Você trouxe desastre para a Família Ou.”

Os olhos de Yu Mei piscaram, pega de surpresa.

Holea não a deixou falar.

“Você acha que fingir ser doce e usar roupas de grife faz tudo ficar bem? Você acha que é só isso que é preciso para manter uma família unida?”

Ela zombou, balançando a cabeça.

“Você não vê, não é? O dano que você causou à reputação deles, ao futuro deles. Ou Xiaoxiao era difícil, claro, mas ela tinha dignidade. Ela sabia como se portar.

Ela não gritava em festas nem fazia birra em eventos públicos. Ela não perseguia homens no meio de negócios. Você transformou o nome dela em uma piada.”

O rosto de Yu Mei ficou vermelho.

“Isso não é verdade!” ela rebateu. “Estou dando o meu melhor! E nada disso é culpa minha! Eu não pedi para nascer no lugar errado!”

Holea não respondeu imediatamente. Ela olhou para Yu Mei, desapontada, como assistindo alguém jogar fora uma mão vencedora.

As mãos de Yu Mei tremiam levemente.

“Eu apenas… Eu aproveitei uma chance, certo? Eu pensei… se eu estava sendo dada um corpo melhor, então… então ela também devia ter recebido um melhor!”

Holea estreitou os olhos.

“O quê?”

Yu Mei repetiu, mais firme agora, agarrando-se à lógica que havia convencido a si mesma.

“Se eu consegui essa vida, então com certeza Ou Xiaoxiao foi movida para algum lugar melhor também! Certo? Aquela mulher me prometeu uma troca justa. Não era como se eu estivesse roubando — era uma troca. Eu consegui algo bom, e ela também.”

Holea a encarou, atônita por um segundo.

Então ela riu. Realmente riu — mas não havia calor nisso. Apenas descrença.

“Você realmente tem a cabeça de porco,” ela disse, balançando a cabeça lentamente.

A boca de Yu Mei caiu aberta.

“O quê… você acabou de dizer?”

Holea cruzou os braços e inclinou-se ligeiramente, sua voz afiada como uma navalha.

“Você sequer se escuta? Você confiou em um estranho que disse que você não pertencia ao seu corpo e prometeu ‘consertar’ sua vida com magia de almas — e você nem uma vez parou para pensar sobre para onde a outra alma iria?”

A confiança de Yu Mei vacilou.

“Ela… ela disse que era justo…”

O olhar de Holea se intensificou.

“Justo? E se ela estiver morta agora, Yu Mei? E se a alma de Ou Xiaoxiao estiver presa em um coma, gritando em silêncio? Ou e se ela estiver em um corpo quebrado em algum lugar, sozinha, confusa, sem nome, sem família e sem voz?”

A respiração de Yu Mei se prendeu.

O quarto de repente pareceu mais frio, como se a verdade tivesse sugado o calor do ar.

Ela tentou falar, mas nenhuma palavra saiu.

Holea deu mais um passo à frente, erguendo-se alta acima da garota restrita.

“Você acha que fez um bom negócio?” ela disse. “Você não fez. Você fez o pior tipo. Porque sua alma… não foi transferida inteira.”

Yu Mei piscou, confusa. “O quê…?”

Holea deu um passo lento para trás e cruzou os braços.

“Sua alma foi cortada pela metade,” ela disse secamente. “Partida ao meio. E uma dessas metades foi provavelmente usada—queimada—no ritual que trouxe você aqui.”

Os lábios de Yu Mei se entreabriram em descrença.

“Não… não, isso não pode ser verdade.”

“Pense,” disse Holea, a voz se afiando.

“Você não percebeu isso? A maneira como você age? A forma como você pensa? Você tem agido como uma criança de quatro anos presa no corpo de uma adolescente—fazendo birras, buscando atenção, tomando decisões sem nenhuma previsão.”

A boca de Yu Mei se contorceu em uma careta.

“Você está mentindo,” ela cuspiu. “Você está apenas tentando me assustar para que eu implore por sua ajuda. Isso faz parte do seu plano, não é?”

Os olhos de Holea estreitaram… e então, ela sorriu.

Um sorriso lento e perigoso.

“Será?” ela disse friamente. “Então pergunte às pessoas ao seu redor. Pergunte à Família Ou como você tem se comportado ultimamente. Pergunte aos seus amigos—se você ainda tiver algum. Pergunte se você tem agido como um adulto racional… ou como uma criança mimada e sem noção.”

Yu Mei abriu a boca para protestar, mas parou.

Algo passou por seu rosto.

Uma memória.

Várias memórias.

A vez que ela gritou com um alfaiate por estragar um vestido.

A vez que saiu furiosa de uma reunião só porque alguém a interrompeu. A vez que chorou por horas porque seu maquiador atrasou dez minutos. A maneira como as pessoas a olhavam ultimamente—com confusão, ou pior, pena.

Seu rosto perdeu a cor.

“Eu…” Sua voz falhou. “Não. Não, não, não—”

Ela caiu de joelhos, as restrições cintilantes vibrando levemente ao redor de seus pulsos, e de repente se esticou para frente, agarrando a perna de Holea como uma pessoa se afogando agarrando a madeira à deriva.

“Por favor,” ela sussurrou, sua voz tremendo. “Por favor, me ajude. Você tem que me ajudar.”

Holea olhou para ela, imóvel.

Yu Mei agarrou-se mais apertado. “Você e eu—nós estamos conectadas, certo? Você não pode simplesmente me deixar assim!”

A sobrancelha de Holea se ergueu, cautelosa. “…Conectada como?”

Os olhos de Yu Mei se encheram de esperança frenética.

“Se eu estou no corpo de Ou Xiaoxiao, então isso significa que somos primas! E se eu estivesse no meu corpo original, eu poderia ter sido sua… sua meia-irmã ou algo assim, certo?! Nossas famílias estão entrelaçadas! Você tem que se importar!”

O olhar de Holea se aguçou.

Algo torceu em seu coração.

Então ela sabe, Holea pensou sombriamente. Ela soube de tudo o tempo todo. Ainda assim, continuou fingindo que era uma vítima sem noção. Uma pobre, indefesa garota que não entendia o que havia feito. Que mentirosa. Que garota viciosa e manipuladora.

Ela não disse nada por um momento, apenas observando Yu Mei se contorcer a seus pés, os olhos molhados de desespero.

Finalmente, ela falou, sua voz fria e suave.

“Engraçado como você de repente se lembra das laços familiares quando precisa ser salva.”

Yu Mei engoliu em seco, suas lágrimas transbordando.

O olhar de Holea não suavizou.

“Você quer ajuda?” ela perguntou. “Então pare de mentir. Pare de fingir. Porque a partir de agora… eu só ajudo pessoas que param de fingir serem inocentes.”

Yu Mei assentiu rapidamente, ainda agarrada a ela.

“Eu vou. Eu prometo. Eu farei qualquer coisa.”

Yu Holea ficou em silêncio por um momento, observando Yu Mei com olhos indecifráveis. Então, lentamente, ela se agachou para que ficassem quase olho no olho.

“Conte-me tudo,” ela disse, seu tom calmo mas autoritário. “Comece pela mulher que lhe deu essa chamada ‘oportunidade.’ Como ela era?”

Yu Mei piscou, pega de surpresa pela pergunta. Ela franziu a testa, as sobrancelhas se unindo fortemente enquanto tentava vasculhar suas memórias fragmentadas.

“Eu… eu não sei,” ela disse a princípio, frustração na voz. “Eu nunca realmente vi o rosto dela.”

O olhar de Holea se estreitou. “O que você quer dizer?”

“Ela o mantinha coberto,” Yu Mei murmurou, olhando para o chão. “Ela usava uma longa… capa escura. E o capuz estava sempre levantado. Como se não quisesse ser vista.”

“Ela tinha alguma característica distintiva?” Holea pressionou.

Yu Mei ficou quieta por um longo momento, visivelmente se esforçando para se lembrar. Então, lentamente, ela falou.

“A pele dela,” ela disse. “Isso é tudo que posso lembrar. Era muito pálida. Não pálida normal—como… papel. Ou neve. Como se não houvesse sangue algum nela.”

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