Exorcista de Fantasmas: É Amada por Todos - Capítulo 668
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668: Capítulo 668: Fantasma da Água 668: Capítulo 668: Fantasma da Água Yu Holea encarava a mensagem em seu telefone, o brilho intenso da tela cortando a escuridão matinal de seu quarto.
Xin Zhi estava morta.
Era uma notícia tão inesperada que Yu Holea não conseguia acreditar.
Afinal, de acordo com a linha do tempo, Xin Zhi deveria ter vivido mais 5 meses.
Então… por que Xin Zhi morreu?
Foi por causa do fantasma com que ela se deparou ontem?
Yu Holea não sabia. Mas ela sabia de uma coisa. Ela tinha que relatar à força especial.
Como ela era a oficial, que havia relatado a notícia ontem e o incidente aconteceu hoje, ela teria que liderar o caso.
Quanto à aprovação? Bem… ela não era mais necessária.
Deslizando para fora da cama, ela se vestiu rapidamente.
Ela ligou para a sede das forças especiais, sua voz calma, mas firme. “Yu Holea, relatando. Preciso de todos os dados disponíveis sobre a morte de Xin Zhi. Local, hora e quaisquer anormalidades na cena.”
A resposta do operador foi rápida. “Entendido, Oficial Yu. Enviando as informações agora.”
Em instantes, seu telefone vibrou com o relatório recebido. Examinando o conteúdo, Yu Holea anotou a causa da morte: parada cardíaca súbita, uma anomalia para uma atriz na casa dos vinte anos.
A hora da morte estava perturbadoramente próxima ao ato de desaparecimento do fantasma em sua casa.
“Coincidência? Improvável,” ela murmurou para si mesma. Ela tocou nas coordenadas do local fornecidas, a casa de Xin Zhi.
A casa de Xin Zhi ficava em uma parte nobre da cidade, sua fachada moderna contrastando com o pano de fundo de árvores de jacarandá florescendo.
Uma linha de fita policial isolava a entrada, e alguns policiais estavam por perto, com expressões sombrias.
“Oficial Yu,” um deles a cumprimentou, levantando a fita. “A cena está intacta. A forense acabou de concluir seu exame preliminar.”
Yu Holea assentiu e entrou.
A casa estava estranhamente silenciosa, como se o próprio ar lamentasse sua ocupante.
Ela passou pela ampla sala de estar, seus olhos vasculhando por algo fora do lugar.
Não demorou muito até ela chegar ao quarto onde Xin Zhi havia sido encontrada.
O corpo já havia sido removido, mas a pesada impressão da morte permanecia.
Os lençóis da cama estavam amarrotados, um leve aroma de lavanda pairando no ar.
Na mesa de cabeceira havia um copo pela metade cheio de água e um frasco de pílulas rotulado Melatonina.
Os olhos de Yu Holea se estreitaram ao notar leves marcas de queimadura no carpete perto do pé da cama—traços de energia espiritual.
Ela se ajoelhou, passando os dedos levemente sobre as marcas, sentindo o calor residual.
Seu telefone zumbiu, interrompendo sua concentração.
“Yu Holea falando,” ela atendeu.
“Oficial Yu, aqui é Zhang Wei da Forense. Encontramos algo estranho na autópsia de Xin Zhi. Sem sinais físicos de trauma, mas o coração dela mostrou sinais de estresse severo, como se ela tivesse corrido por horas antes de morrer.”
O aperto de Yu Holea no telefone se intensificou.
“E quanto ao espírito dela? Algum sinal de manipulação?”
“É aí que está,” continuou Zhang Wei.
“O resíduo espiritual em seu corpo estava anormalmente forte. Ele corresponde ao padrão de uma tentativa de possessão, mas não há evidências de que tenha sido bem-sucedida.”
Yu Holea agradeceu a ele e encerrou a ligação, seu maxilar cerrado.
Uma possessão falhada?
Isso explicaria a aparição do fantasma na noite anterior—mas não explicava o cronograma acelerado da morte de Xin Zhi.
Além disso, por que o fantasma veio assombrá-la, em primeiro lugar?
Ela se levantou e caminhou até a janela, olhando para a rua silenciosa lá embaixo.
Algo sobre esse caso não estava se encaixando. Seus instintos diziam que ela estava lidando com algo mais do que apenas um espírito rebelde.
Ela começou a examinar as fotos de como Xin Zhi foi encontrada.
Uma das razões pelas quais o caso foi transferido para a força especial em vez da polícia normal foi como Xin Zhi foi encontrada.
Uma paciente com parada cardíaca normal deveria ter sido encontrada espalhada na cama ou no chão, no entanto, Xin Zhi foi encontrada em uma posição estranha.
Sua coluna arqueada para trás em um ângulo impossível, sua cabeça inclinada como se congelada em meio a um grito. Suas mãos estavam cerradas, dedos arranhando o ar como se afastando um agressor invisível.
Ainda mais perturbador era o traço fraco, mas inegável, de uma impressão de mão sombria envolvendo seu pescoço—uma marca que brilhava fracamente sob a luz UV.
Yu Holea estudou as fotos atentamente, franzindo a testa.
Ela deu zoom na impressão da mão, sua mente passando por possíveis explicações.
Foi o fantasma? Ou algo mais sombrio? Fantasmas raramente deixavam marcas tão distintas, a menos que fossem invocados por meio de rituais poderosos.
Um toque suave interrompeu seus pensamentos.
“Entre,” ela chamou.
Um oficial entrou, seu rosto grave.
“Oficial Yu, reunimos informações sobre as atividades recentes de Xin Zhi. Você vai querer ver isso.”
Ele lhe entregou um tablet. Nele estavam registros das chamadas, mensagens e locais de Xin Zhi.
Uma entrada se destacou: sua última visita registrada foi a um templo taoísta remoto três noites antes de sua morte.
Os olhos de Yu Holea se estreitaram. “Ela foi sozinha?”
O oficial balançou a cabeça. “Não. Ela estava acompanhada de seu empresário Coco. Ele afirmou que era para uma ‘limpeza espiritual’ para prepará-la para um papel vindouro.”
“Li Wei novamente,” Yu murmurou. “Onde ele está agora?”
“Ele está sob vigilância em seu apartamento. Sem sinais de atividade incomum até agora.”
Yu Holea pediu a todos que saíssem, tocou no local onde Xin Zhi havia morrido, e fechou os olhos.
O quarto brilhou, e Yu Holea se viu como uma observadora na cena.
Ela viu Xin Zhi entrar no quarto, seus movimentos apressados.
A atriz fechou a porta atrás de si, trancando-a com mãos trêmulas antes de andar em círculos apertados.
Seus lábios se moviam rapidamente, murmurando para si mesma, mas Yu só podia assistir em silêncio, lendo seus lábios com precisão prática.
“Isso não pode acontecer… Eu não vou deixar ela arruinar tudo,” Xin Zhi murmurou, seus olhos se voltando para uma pequena gaveta ao lado da cama.
Ela pegou um pedaço de giz e um frasco de líquido escuro, suas mãos tremendo enquanto trabalhava rapidamente.
Ela se ajoelhou e começou a desenhar um círculo de invocação no chão, o giz raspando em linhas irregulares contra a madeira.
Símbolos e runas tomaram forma, intrincados e precisos, brilhando suavemente enquanto ela derramava o conteúdo do frasco sobre o círculo.
Uma vez que o círculo estava completo, Xin Zhi recuou sobre os calcanhares e fechou os olhos, seus lábios se movendo em um cântico. Em instantes, o quarto ficou mais frio, o ar denso com um frio antinatural.
O círculo de invocação brilhou intensamente, e uma figura sombria começou a materializar-se dentro de seus limites.
O fantasma era grotesco, sua forma translúcida oscilando entre humana e monstruosa. Seus olhos vazios se fixaram em Xin Zhi, e ele inclinou a cabeça em uma paródia de reverência.
Os lábios de Xin Zhi se moveram novamente, e Yu concentrou-se em decifrar suas palavras.
“Eu preciso que você elimine Yu Holea. Ela sabe demais. Se ela continuar sua investigação, tudo pelo que trabalhei se desmoronará.”
O fantasma a encarou com uma quietude assustadora antes de acenar com a cabeça. Com um lampejo, ele desapareceu, deixando o quarto na escuridão mais uma vez.
Yu Holea assistiu enquanto Xin Zhi desmoronava contra a cama, sua respiração irregular. Ela murmurava para si mesma, seus dedos agarrando a beira do colchão.
“Isso tem que funcionar. Tem que…”
Cerca de meia hora depois, o fantasma reapareceu, sua forma piscando erraticamente, sua presença mais opressiva do que antes. Xin Zhi se sentou ereta, seus olhos arregalados de alarme.
“Por que você voltou tão cedo?”
Os lábios do fantasma se moveram, mas Yu não conseguia ouvir suas palavras. Ela focou na resposta de Xin Zhi, seus olhos escaneando cada movimento da boca da atriz.
“Como assim você falhou? Ela ainda está viva?” Xin Zhi exigiu, sua voz se elevando.
O fantasma se aproximou, sua expressão se tornando mais ameaçadora.
Yu Holea podia ler sua intenção mesmo sem som — ele não estava acostumado a falhar, e exigia pagamento por seus esforços.
“Eu te disse, não tenho muita força vital para dar!” Xin Zhi estalou, suas mãos cerradas ao lado do corpo.
“É por isso que eu te invoquei! Você é suposto trazer mais, não pegar o pouco que eu tenho!”
A forma do fantasma pulsou, o ar ao redor distorcendo como se estivesse se preparando para atacar.
“Espere! Fantasma da água! Você me disse que me ajudaria enquanto eu não entrasse em contato com água mais de duas vezes por dia, e fizéssemos um 50-50 pela força vital que você suga. Em troca, eu te forneceria humanos! Você não pode arruinar tudo agora!”
O fantasma se aproximou, seus dedos translúcidos estendidos em direção a Xin Zhi. A atriz recuou, seus lábios tremendo enquanto falava.
“Você não pode pegar! Você já falhou uma vez. Me deixe em paz!”
Mas o fantasma não tinha intenção de sair. Ele avançou, sua mão espectral envolvendo o pescoço de Xin Zhi.
Ela lutou, seu corpo se debatendo enquanto arranhava o ar vazio, sua boca formando pedidos desesperados e silenciosos.
A resistência de Xin Zhi foi inútil; o aperto do fantasma apertou, sugando os últimos resquícios de vida de seu corpo.
Seus movimentos enfraqueceram até que finalmente, seu corpo desabou, sem vida e contorcido em um arco grotesco no chão.