Eu Virei o Bebê Chefe da Máfia - Capítulo 124
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- Capítulo 124 - 124 A Dor no Coração da Eliana 124 A Dor no Coração da Eliana
124: A Dor no Coração da Eliana 124: A Dor no Coração da Eliana Acalmando a mente, Eliana endireitou as costas e pôs a caneta de lado.
O monte de papéis ao seu redor agia como uma barreira natural para aqueles que desejassem provocá-la no meio do seu tempo de trabalho.
Ela poderia simplesmente bater no outro com esses papéis. Claro, Eliana deixou de lado esses pensamentos e acenou com a cabeça para a empregada.
“Eu. Olhar. Ain.” Eliana soltou outra fala enquanto acenava com a mão, indicando que a empregada se retirasse.
Ela iria apenas visitar Ainsley antes do café da manhã e cuidar do bebê.
Não haveria nada de errado com isso.
Como se recebesse um indulto da morte, a empregada se curvou rapidamente.
“Obrigada, vossa excelência! Eu me retirarei!” A empregada de meia-idade disparou para longe da biblioteca, sem ousar sequer voltar.
A biblioteca recuperou seu silêncio, e o único som que se podia ouvir era o virar das páginas e o arrastar da caneta nos documentos.
Eliana continuou seus estudos e seu trabalho como chefe da família temporária. A senhora estava imersa em seu trabalho até as 8 da manhã. Finalmente, era hora do café da manhã.
Creak…
Eliana empurrou a cadeira de madeira para trás conforme se levantava. A mulher alongou o corpo levemente com o rosto ainda desprovido de qualquer emoção. Só se podia ver um lampejo de gentileza em seus olhos quando pensava em Ainsley, sua mestra.
“Chefe…” Eliana murmurou enquanto saía levemente da biblioteca, deixando sua mesa de trabalho por um tempo.
A mulher aplicou sua habilidade de velocidade nas pernas e, em apenas alguns segundos, com passos simples, a mulher chegou em frente ao quarto de Ainsley.
Ao ver a familiar porta cremosa, Eliana pausou seus passos. Seus cílios tremularam enquanto a mulher estendia a mão em direção à porta. Seus longos dedos levemente roçaram a superfície da porta de mármore.
A sensação de frio enviou um ligeiro arrepio aos ossos da mulher, mas ela ignorou. Com olhos complicados, Eliana abriu a porta com o máximo cuidado possível.
Ela não fez nenhum som ao abrir a porta, temendo acordar a jovem senhorita ou perturbá-la.
O familiar quarto infantil feminino surgiu diante dos olhos de Eliana, trazendo memórias sobre memórias à sua mente.
Este quarto…
Eliana respirou fundo. O aroma de flores no ar invadiu seus pulmões, acalmando sua mente.
A mulher então fechou os olhos por alguns segundos antes de suas pálpebras tremerem e sua pupila carmesim se dilatar.
Chefe… este quarto…
Só agora Eliana percebeu que o quarto do bebê era excepcionalmente pequeno para um chefe de família. Mesmo que ela seja apenas uma marionete, deveria ter conseguido um quarto melhor com melhores medidas de segurança.
Mas… ela não tinha nada disso.
Dor passou pelos olhos de Eliana. Ela apertou o peito e sentiu seu coração doer pelo bebê, que dormia silenciosamente em seu berço.
Ela nem sequer se queixou quando recebeu um quarto tão inadequado… e agora as empregadas não cuidavam dela por ‘várias razões’.
A respiração de Eliana parou. Era como se algo arranhasse seu coração, enviando sensações de dormência aos seus ossos.
Minha chefe… por que ela é tão lamentável?
Os olhos de Eliana oscilaram. Suas pálpebras esquentaram por um segundo e lágrimas quase turvaram sua visão. Eliana não pôde deixar de se sentir emotiva desde que aquela empregada disse que as empregadas não podiam cuidar de Ainsley por um momento.
Como ela poderia não saber que a empregada apenas mentiu para ela? Ela sabia que aquela mulher estava mentindo, mas… o que ela poderia fazer?
Se ela obrigasse as empregadas a continuar cuidando de Ainsley quando disseram que tinham outra coisa a fazer, não descarregariam sua frustração sobre o bebê?
E se elas intimidassem Ain por trás dela? Ela está ocupada com os negócios da chefe da família temporária, então… ela não pode ficar com Ain a cada minuto.
Se o bebê não lhe dissesse que estava sendo intimidado, ninguém saberia. Talvez se o espírito do Padrinho descesse, ninguém se atrevesse a intimidá-la, mas se ele não o fizesse?
A mente de Eliana vagava por todos os lugares. Ela pensava na pior situação possível que poderia acontecer com sua mestra, sem saber que Ain não era tão fraca quanto ela pensava.
No fundo, Eliana sabia que Ain estava longe de ser fraca. Ela sabia que sua mestra era alguém incrível, não condizente com sua idade.
Porém, com seu coração terno, Eliana ainda via Ainsley como alguém que ela tinha que proteger. Quando o bebê disse que a protegeria com seu frágil corpo, ela já havia jurado proteger o bebê em troca.
De jeito nenhum eu preciso de um bebê para me proteger! Eu tenho que ser quem a protege.
Eliana respirou fundo, e sua mente se acalmou. Seus olhos carmesins não vacilaram desta vez, e a mulher caminhou orgulhosamente em direção ao berço.
Com um leve sorriso rígido no rosto, Eliana reuniu sua coragem para acordar Ainsley.
“Chefe! Acorda!” A mulher tocou o rosto tenro de Ainsley e apertou suas bochechas, na esperança de acordá-la. Em sua mente, o bebê bateria em seus dedos e a encararia com um par adorável de olhos safira.
Porém, ao contrário de sua imaginação, Ainsley não reagiu de forma alguma. O bebê continuava dormindo enquanto respirava pacificamente. Até mesmo o guardião sagrado deitado ao seu lado também parecia não notar a presença de Eliana.
As sobrancelhas de Eliana se franziram sem que ela percebesse.
“Chefe?” Eliana beliscou as bochechas de Ainsley mais uma vez antes de tentar todo tipo de truque para acordá-la, começando por fazer cócegas no bebê, persuadi-la com comida e assim por diante.
Eliana até sacudiu o corpo de Ainsley com toda sua força, mas o bebê apenas inspirou e expirou, aparentemente inconsciente do que Eliana fazia com ela.
Nesse instante, o rosto de Eliana se desfez.
Algo… algo está errado com a jovem senhorita!
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“Vocês devem dedicar todas as suas pedras de poder ao grande eu, Ainswo– Ainsley Sloan!” – Bebê Ain.
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