Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 328
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328: Não vá em direção à luz! 328: Não vá em direção à luz! [Para: Gerente Chu
Gerente Chu, você tem que voltar. Por favor. Me ajude.]
Paula mordeu os lábios ao ver que seu gerente imediatamente viu a mensagem dela, perguntando o que aconteceu. Paula não entrou em mais detalhes e apenas disse ao Gerente Chu que era urgente.
[De: Gerente Chu
Tudo bem. Ainda bem que eu acabei de virar, pois esqueci de te falar sobre o soro.]
Paula comprimiu os lábios numa linha inescrutável, sentada no canto da sala de estar onde podia ver o corpo da amiga, mas com distância suficiente para não sentir o cheiro do sangue. Seu rosto se contorceu de medo, assustada com a situação. Ficar num lugar com um corpo aparentemente sem vida não era uma experiência que alguém quisesse ter. Para piorar, Paula foi quem matou Heaven.
Sim.
Para Paula, Heaven já estava morta. A garota afinal não se mexia. Considerando todo o sangue que ela teve que limpar, Paula já assumia que tinha matado sua amiga.
“Ela não tinha que agir toda imaculada,” ela murmurou, ainda culpando Heaven por suas ações. “Se ao menos ela tivesse me ouvido e não me ameaçado, ela estaria viva.”
Paula agarrou o peito enquanto seu coração batia freneticamente, deixando-a quase sem fôlego. Tentar arrastar uma mulher adulta para dentro de uma mala não ajudava a estabilizar a respiração.
“É tudo culpa sua, Heaven.” A amargura brilhou em seus olhos, olhando para o corpo com profundo ódio. “Você deveria ter me perdoado quando eu disse que não quis o que aconteceu com o Papai.”
Ela lentamente pressionou os lábios, sussurrando, “Você é igual a ele. Você me julga muito rápido.”
O que Paula não sabia era que duas mulheres estavam escutando ela em descrença, batendo palmas por sua habilidade de torcer a verdade para se sentir melhor. Claro, Paula não assumiria nenhuma responsabilidade. Tudo que acontecia com ela, era frequentemente culpa de outras pessoas. Suas falhas, seus problemas e até sua miséria.
Nunca era culpa da Paula. Pelo menos, no seu próprio mundo distorcido, ela era inocente.
“Eu não posso cair dessa maneira.” Paula balançou a cabeça suavemente, mordendo a ponta do polegar enquanto pensava em maneiras de salvar sua situação. “Com certeza, as pessoas sabem que estamos juntas essa noite e Dominic Zhu não vai ficar parado.”
Ao pensar no que Dominic poderia fazer uma vez que soubesse que sua esposa estava desaparecida, o pânico inchava em seu peito mais uma vez. Descartar o corpo da Heaven não era o única coisa estressante, mas o que aconteceria no dia seguinte? Quem pensaria que matar uma pessoa era tão problemático e estressante?
“Ah, Deus. Me ajude.” Paula agarrou seu cabelo em angústia, conquistando outro nível de descrença das almas flutuantes à sua frente.
Por que ela pedia ajuda a Deus depois de ter matado alguém?
Que blasfêmia.
“O que eu vou fazer? Dominic me mataria com certeza se descobrisse que eu a matei.” Paula continuou mordendo o polegar até a ponta sangrar e o gosto de ferro encher seu paladar. “Eu preciso fazer alguma coisa. Algo. Eu não posso cair assim… ah.”
“O quê? O quê?” Enquanto isso, Heaven se animou, curiosa quando os olhos de Paula se iluminaram. “Que pensamento maligno a atravessou agora?”
Hera, que agora estava deitada no meio do ar, manteve o olhar no teto. Seus braços e pernas estavam abertos como se ela estivesse deitada no colchão mais confortável e macio do mundo.
“Ei, Heaven Liu,” ela chamou preguiçosamente, fazendo Heaven virar a cabeça para ela.
Assim que os olhos da Heaven pousaram nela, o corpo deitado de Hera começou a ascender lentamente. Heaven abriu e fechou a boca, mas a voz ficou presa em sua garganta.
Por que Hera estava fazendo isso?
Parecia que Hera estava sendo sacrificada para agradar ao paraíso. O nível de ridículo que ela estava presenciando era quase engraçado, mas sabendo que era Hera, Heaven estava preocupada.
“Senhorita Hera? Você pirou?” perguntou Heaven preocupada.
“Sim.” Hera respondeu monotonamente, vendo o teto se aproximar cada vez mais. “Heaven, essa luz que estou vendo… parece muito convidativa.”
O medo instantaneamente surgiu em Heaven, flutuando para alcançar Hera ascendente. “Hera, se acalme! Não vá em direção à luz, por favor! Você não disse que queria viver?! Não siga a luz!”
Heaven agarrou o vestido vermelho de Hera, impedindo a última de ir para onde queria ir. Seu rosto quase empalideceu com o pensamento, só para ver Hera inclinar a cabeça para olhar para ela.
“Sério?” Hera piscou, seus olhos cheios de desinteresse. “Você realmente acreditou que eu iria para o paraíso quando morresse?”
“Hã?”
“Em vez de luz, seria a escuridão que vai me consumir.”
Houve um momento de silêncio entre as duas mulheres, se olhando. Após mais um minuto, Heaven soltou o vestido de Hera enquanto a realização penetrava em sua mente.
“Certo,” disse Heaven. “Bobagem minha. Como eu pensava que você iria para o paraíso quando morresse?”
“Mesmo sendo um fantasma, você ainda é um pouco lenta.”
“Eu não sou um fantasma. Sou uma alma com assuntos inacabados.”
“Certo, certo.” Hera desviou o olhar de Heaven, voltando-o para o teto que estava a apenas uma palma de distância do seu rosto e corpo. “Você é uma alma… assim como eu. Somos pessoas vazias, que não têm corpo e, portanto, podemos flutuar assim. Estou quase impressionada e quase acho interessante, se não fosse pelo fato de que eu talvez não tenha um corpo para retornar.”
Hera soltou um sopro silencioso, fechando os olhos. Seu corpo lentamente desceu, pousando no corpo inconsciente da Heaven enquanto ela tentava se fundir a ele. Enquanto isso, Heaven observava Hera. Ela ainda podia ver Hera sobreposta ao corpo, já que Hera era mais alta que ela.
“É assim que você desiste da vida?” Heaven exclamou, mas Hera simplesmente a ignorou. “Paula parece que estava planejando algo, Hera.”
“Ela vai usar um bode expiatório.”
“Hã?” Heaven foi imediatamente para o lado de Hera. “O que você quer dizer com isso?”
Hera lentamente reabriu os olhos, vendo Heaven flutuar sobre ela. “Para se salvar, ela precisará de alguém para assumir a culpa pelo seu crime. Se ela fizer bem, há uma chance de dois por cento de ela ter sucesso.”
“Você quer dizer…?”
“Esse gerente será o sacrifício.” Hera fechou os olhos novamente, já adivinhando o que estava acontecendo na mente distorcida da Paula.
“Como ela fará isso? Incriminá-lo? O Gerente Chu não é bobo para assumir o lugar dela.” Heaven gaspou, olhando de volta para Paula Shen, apenas para ver Paula correndo em direção ao corpo. “Além disso, como você sabia o que ela está planejando?”
“Quando você está cercado por pessoas distorcidas a vida toda – ou melhor, se você mesmo é distorcido, você vai entender a mente de outro monstro.” Hera deu de ombros, ficando confortável na posição dela. “Pare de me incomodar.”
Enquanto isso, Heaven observava Paula mexer na bolsa de Hera. Para seu desânimo, Paula acessou facilmente o celular de Hera já que ele não tinha senha!