Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 322
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322: [Capítulo bônus] Se eu estou indo para o fundo, você vai junto comigo. 322: [Capítulo bônus] Se eu estou indo para o fundo, você vai junto comigo. Heaven já suspeitava que Paula estava prestes a dizer um monte de bobagens, mas a deixou falar. Assistindo-a ajoelhar-se diante si enquanto esfregava as palmas das mãos, Paula disse tudo para se salvar do seu destino iminente.
— Foi um acidente, tá bem? O doutor disse que ele não deveria ter outro ataque cardíaco porque isso o mataria, mas ele queria discutir! Eu tentei impedi-lo de discutir, mas ele só continuava dizendo coisas dolorosas! — Paula estava quase gritando e chorando. — Heaven, você tem que acreditar em mim! Eu não queria discutir com ele, mas ele continuava! Não é como se eu tivesse planejado —
— Então, o que você fez para calá-lo? — Heaven perguntou, interrompendo Paula, pois já tinha ouvido o suficiente das bobagens dela. — Como você o silenciou?
Sua pergunta direta quase engasgou Paula, fazendo-a prender a respiração de surpresa. Seus lábios tremiam, tentando dizer alguma coisa, mas sua voz estava presa na garganta.
— Se você quer perdão, ser honesta é o primeiro passo, Paula — Heaven demorou, olhando para o rosto pálido de Paula. — Então, me diga. O que o matou?
— Ele… ele teve uma parada cardíaca.
As pálpebras de Heaven abaixaram enquanto ela avaliava os olhos de Paula. — Parece que você não quer o perdão — disse ela, dando um passo, apenas para parar quando Paula bloqueou seus pés.
— Eu coloquei o cobertor sobre ele! — Paula quase mordeu a língua ao confessar, segurando os pés de Heaven com as mãos trêmulas e frias. — Eu… eu queria que ele parasse, mas ele não queria parar. Então, eu fiz o que pude para impedi-lo de dizer qualquer coisa.
Lágrimas turvaram sua visão enquanto olhava para cima, em direção a Heaven. — Heaven, eu não sei o que me deu naquela noite. Você sabe como eu amo e respeitava o Papai e eu nunca faria isso com ele! É só que… é a droga e o álcool! Eles me enlouqueceram, tá bem? Eu não queria, mas eu estava assustada!
— Você o sufocou… — Heaven não pôde deixar de rir em ridicularização, passando os dedos pelos cabelos.
— Heaven, por favor… — Paula chorou, agarrando os pés de Heaven com força. — Por favor, acredite em mim. Eu não quis. Foi um erro.
— Um erro? Paula, você está ouvindo a si mesma? — Heaven fixou os olhos nela, não mostrando nenhum traço de piedade. Tudo o que ela tinha por Paula era nojo. Nada mais.
— Você sufocou alguém até a morte, e essa pessoa não é qualquer uma, e você chama isso de erro? — ela repetiu em falso desânimo. — Se fosse um erro, você teria pago por isso. Mas, infelizmente, não só você encobriu o crime, você já estava atrás da sua próxima vítima, eu.
O lado direito de seus lábios se curvou para cima. — Você disse que eu deveria agradecer? Bem, agora, eu acho que tenho um motivo para isso. Obrigada por ter adulterado minha bebida naquela noite porque, agora, eu tenho todos os recursos para garantir que você viverá o resto da sua vida atrás das grades. O lugar onde você e eu pertencemos.
Heaven chutou Paula com agressividade, sem se importar se a última se machucaria.
— Ah! — Paula caiu para o lado, olhando para a figura que se afastava de Heaven. — Heaven, por favor!
Mais uma vez, Paula cerrou os dentes enquanto ignorava a dor leve na mão para correr atrás dela. Enquanto fazia isso, ela continuou implorando até que estivessem na área de estar.
— Heaven! — dessa vez, Paula pegou os braços de Heaven mais uma vez. — Por favor!
Ela balançou a cabeça, lágrimas inundando seu rosto. — Por favor, não faça isso comigo! Por favor… Heaven. Eu vou me ajoelhar de novo se você quiser. Eu serei sua escrava! Eu vou ouvir tudo o que você disser —
— Mas você nunca pode trazê-lo de volta. — Paula quase engasgou com a resposta sem emoção de Heaven. — Paula, eu disse isso antes e vou dizer novamente. Não é que eu não possa te matar. Você ficaria surpresa quanto tempo eu posso te manter viva enquanto lentamente te mato da maneira mais dolorosa que você possa imaginar. No entanto, a morte é muito fácil para você. Eu não vou fazer você sofrer por dias. Não.
Heaven sacudiu a cabeça, tirando os dedos de Paula de seu braço um por um. — Eu vou fazer você sofrer pelo resto da sua vida. — e o que mais poderia despedaçar Paula além de tirar tudo dela: a carreira, o fruto do seu trabalho árduo e a sua liberdade.
— Você pode se esconder ou correr o quanto quiser, mas não há lugar no mundo que eu não possa encontrar você da noite para o dia — ela acrescentou em tom de aviso. — Se eu fosse você, me entregaria essa noite. Isso pode diminuir sua sentença.
Heaven não lhe poupou misericórdia já que estava decidida a fazer Paula pagar pelo crime. Pode ser hipócrita da parte de Heaven pedir que Paula pague pelo crime quando ela mesma não era inocente. No entanto, esta era a questão de Heaven e não da Hera.
Portanto, ela queria fazer isso legalmente. Não era tão ruim assim, sendo presa por um crime muito pior para Paula do que morrer.
— A próxima vez que nos virmos, será no tribunal — ela comentou, fazendo Paula recuar antes de retomar o passo sem nenhum sinal de parar. No entanto, assim que Heaven estava na entrada, seu corpo inteiro repentinamente congelou.
‘Hã?’ Suas sobrancelhas se franziram enquanto ela tentava mover os pés, mas sem sucesso. Era como se seus pés estivessem presos no chão, fazendo-a olhar para baixo. ‘O que está acontecendo? Eu não consigo me mover.’
Enquanto Heaven estava parada na entrada, Paula manteve sua cabeça baixa.
‘Eu disse que estou arrependida e até me ajoelhei’, ela sussurrou no coração, virando a cabeça para onde Heaven tinha ido, apenas para ver a última parada. — Não, eu não vou deixar você me arruinar.
Paula arrastou os pés em direção a Heaven, apenas para parar quando viu um troféu perto do suporte. Seus olhos brilharam malevolentemente, estendendo a mão para pegá-lo, e então caminhou em direção a Heaven.
— Se eu vou cair… — Paula disse, levantando o troféu para golpear a pessoa que poderia arruinar sua vida.
Ao sentir o perigo por trás dela, Heaven olhou para trás. No entanto, apesar de seu instinto de impedir Paula, seu corpo não se movia. Tudo o que Heaven podia fazer era prender a respiração com os olhos arregalados, ouvindo Paula dizer;
— … você vai cair comigo.
THUD!