Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 315
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315: Sim, Paula. Estou muito decepcionado com você. 315: Sim, Paula. Estou muito decepcionado com você. [Heaven, minha melhor amiga, você se lembra daquela vez que colocamos aquelas estrelas que brilham no escuro no seu quarto? Naquela época, você prometeu que, se chegasse o dia em que eu me sentisse sem valor por causa de um cara que me fez sentir que eu não era suficiente, eu poderia ir ao seu quarto.]
Refletir sobre isso agora me faz sentir um calor por dentro. Obrigada por ser uma boa amiga para mim. Eu sei que não fui perfeita, mas ainda sou grata por você sempre estar lá por mim. Eu não digo isso sempre, mas eu realmente te amo, Heaven. Se você soubesse o quanto…
E me desculpe pelo que estou prestes a fazer. É que… todo mundo é tão cruel. Eu não fiz nada de errado além de perseguir meu sonho, mas por que todos são tão duros comigo? Eu não aguento mais.
Desculpe.]
Heaven marchou pelo corredor de um prédio de condomínio com uma expressão estoica. A mensagem de Paula esteve em sua mente repetidamente, fazendo-a se perguntar se era verdade ou apenas mais um esquema que sua amiga estava tramando.
— Bear, você não precisa vir comigo — ela falou assim que chegou ao elevador, virando sua cabeça para o lado. — É só a Paula.
— Tem certeza?
— Mhm. — Heaven balançou a cabeça, fixando seus olhos na porta do elevador fechada, esperando que se abrisse. — Só se certifique de que não haja evidências de minha presença neste prédio esta noite.
Rugas profundas apareceram entre suas sobrancelhas, encarando o perfil imutável dela. — Você não pretende…
— Não — ela respondeu antes mesmo que ele terminasse a frase. — Eu não vim porque estava preocupada com ela, mas porque quero estar lá quando ela der seu último suspiro.
A expressão de Heaven era fria e sem emoção. — Como amiga dela, é o correto dar-lhe uma despedida adequada.
— Ah. — Bear assentiu em compreensão, já entendendo as intenções dela. — Certo então.
— Aliás, os resultados daquele saquinho de chá saíram, não é? — ela perguntou, ainda com uma expressão impassível.
— Sim. Está confirmado — ele disse. — Minha suspeita estava certa.
— Entendo.
— Por que está perguntando isso agora, chefe?
— Nada. Estava apenas curiosa — ela respondeu monotonamente antes de o elevador produzir um curto ruído.
DING!
O elevador se abriu, e sem hesitar, Heaven entrou. Enquanto isso, Bear permaneceu do lado de fora, acenando para ela enquanto a porta se fechava lentamente entre eles. Bear olhou para o número digital acima do elevador, acompanhando até que chegasse ao décimo andar, antes de virar-se nos calcanhares para executar as ordens dela. Algo que ele geralmente fazia no passado para ocultar os rastros de Hera.
Dentro do elevador, Heaven permaneceu imóvel, não mostrando sinais de impaciência ou algo do tipo. Era como se sua agenda nada tivesse a ver com a importância.
PING!
Ouvindo o som de seu telefone, ela o tirou de sua pequena bolsa.
[De: Papai
Está tudo bem? Me conta se algo aconteceu. Talvez eu possa ajudar.]
[Para: Papai
Ainda não cheguei ao apartamento dela, mas não se preocupe. Bear está comigo. Obrigada por me deixar aqui, meu amor.]
Heaven e Dominic trocaram mensagens, mostrando sua preocupação por ela. Embora Dominic estivesse ciente de que a relação entre Heaven e Paula estava estremecida, sua esposa ainda considerava aquela mulher sua amiga. Nesta situação, quaisquer problemas que Heaven tivesse com Paula seriam deixados de lado por enquanto.
Se ele soubesse por que sua esposa correu para Paula após receber a mensagem desta última, ele não estaria tão preocupado.
[De: Papai.
Tudo bem. Então cuide-se. Se perceber algum perigo, fique calma e me ligue.]
Um sorriso sutil apareceu no rosto dela ao ler sua última mensagem. Ele realmente estava preocupado, e ela de alguma forma se sentiu mal por isso. Mas, novamente, Paula estava enlouquecendo. Era hora de assistir Paula rolar para o túmulo que ela mesma cavou.
Ou era o que ela pensava.
DING!
Heaven voltou a focar quando chegou ao seu destino, observando a porta se abrir lentamente. Ela saiu do elevador, indo direto para a unidade de Paula. Não demorou muito para que ela chegasse a porta de Paula, prestes a tocar a campainha quando parou.
— Hmm? — Sua sobrancelha se ergueu enquanto sua mão desviou da campainha para a maçaneta.
— Está destrancada.
O canto da boca dela se ergueu brevemente, os olhos brilhando aguçadamente. Muitas pessoas no círculo do entretenimento podem não gostar de Paula, mas ela ainda era uma celebridade. Paula nunca deixava sua porta destrancada, pois as pessoas (Gerente Chu e Assistente Lyn) que podiam entrar e sair deste lugar tinham chaves reservas.
A menos que ela tenha deixado destrancada, sabendo que Heaven viria correndo para ela após ler uma mensagem como essa.
‘O que está acontecendo com a mente drogada dela agora?’ Heaven se perguntou enquanto girava lentamente a maçaneta, abrindo a porta com cautela. ‘Acho que não vou saber até ver por mim mesma.’
Heaven entrou cuidadosamente na unidade de Paula, chamando o nome dela em um tom gentil. — Paula?
O local estava mal iluminado, fazendo parecer aconchegante e acolhedor. Heaven olhou ao redor do lugar, quase em admiração pela estética agradável aos olhos. No entanto, o silêncio trazia consigo uma sensação tão inquietante no coração dela.
Estranho.
Uma sensação maravilhosa e nostálgica. Sentia-se como se estivesse em casa.
— Paula? — Desta vez, ela elevou sua voz até que ecoasse de volta para ela. — Paula, onde você está?
Heaven foi em busca, conferindo todos os quartos disponíveis ao seu alcance. Primeiro foi levada para a cozinha, depois para uma sala de entretenimento e, em seguida, para outros quartos de hóspedes antes de chegar ao quarto principal.
— Paula, o que você está fazendo… — Heaven parou de falar assim que abriu a porta, seus olhos caíram sobre a pessoa sentada na beira da cama.
— Heaven, você veio? — Paula estava sentada na borda da cama, parecendo uma bagunça. Ela segurava um frasco de pílulas na mão esquerda enquanto algumas pílulas estavam espalhadas perto de seus pés.
Paula colocou uma fachada feliz, mas não conseguia esconder a tristeza por trás de seu sorriso.
— Heaven, me desculpe. — Paula olhou para baixo, respirando pesadamente. — Por favor, vá embora. Eu já tomei algumas pílulas para dormir e só quero descansar.
Quando ela olhou para cima novamente, seus olhos brilhavam com uma fina camada de lágrimas. — Você provavelmente está decepcionada comigo, certo?
— Uh… — Heaven avaliou a expressão no rosto de Paula antes de apoiar-se no umbral, com os braços cruzados sob o peito. — Sim, Paula. Estou muito decepcionada com você.