Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 291
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291: Foi divertido enquanto durou 291: Foi divertido enquanto durou “O que… vocês dois estão fazendo?”
Paula podia sentir seu coração afundando lentamente, observando Primo olhar para ela. Ela prendeu a respiração, desviando o olhar entre Primo e a mulher com ele.
Heaven.
Claro. Heaven.
Heaven sempre rouba o que era dela ou pelo menos, o que deveria ser dela.
“Senhorita Shen.” Surpresa surgiu no rosto de Primo antes dele se aproximar nervosamente de Paula. “Senhorita Shen, não é o que você está pensando.”
“E o que você acha que eu penso que está acontecendo?” Paula se afastou do toque dele.
“Hah…” Heaven soltou uma risada seca, observando os dois incrédula. Ela não pôde deixar de balançar a cabeça, sabendo que Primo estava descaradamente fazendo o ato de sua vida enquanto Paula estava tola o suficiente para acreditar.
“Primo.” Paula apertou os dentes, mas a fúria em seus olhos brilhou mais forte ao concentrar sua atenção nela. “Heaven, qual o significado disso?”
Sua mão lentamente se fechou em um punho apertado até tremerem. “Não me diga que está seduzindo meu homem? Heaven, quão gananciosa você é para roubar o homem de outras pessoas? Você nem vai poupar o namorado da sua melhor amiga agora, hah?!”
“Paula.” Heaven fez uma pausa enquanto soltava outro suspiro profundo. Ela piscou devagar, avaliando a fúria dominando o rosto de Paula antes de lançar um olhar rápido ao astuto Primo.
‘Claro,’ ela se disse. ‘Neste tipo de situação, a outra mulher é sempre a culpada enquanto o homem que estava em um relacionamento comprometido recebe uma sentença mais leve. As pessoas sempre esquecem que são necessários dois para dançar tango, mas neste caso… deixa pra lá.’
“O quê?” Paula deu uma risada de escárnio, erguendo o queixo. “Que tipo de desculpa você vai dar agora, hah? Eu te peguei seduzindo meu homem! Como você vai explicar isso?!”
Quanto mais Paula falava, mais histérica ela ficava. Somando todos os rancores que ela guardava contra Heaven, as veias em sua esclera ficaram vermelhas. Mais um empurrão e ela com certeza agarraria o cabelo de Heaven por tudo que a última roubou dela.
“Paula Shen.” A voz de Heaven estava baixa, mas firme, mantendo uma expressão estoica apesar das calúnias lançadas contra ela. Ela caminhou em direção a Paula, sem medo de se Paula a atacaria ou enlouqueceria.
Parada em frente a Paula, Heaven endireitou as costas e ergueu o queixo, olhando ligeiramente para baixo em sua direção.
“Você disse que era minha melhor amiga e mesmo assim você me acusou facilmente de seduzir seu homem. Você nem sequer considerou que poderia ser o oposto.” Heaven lançou um olhar para Primo, apenas para ver um sorriso irritante surgir em seu rosto por um segundo. “Me explicar é perda de tempo, já que você acreditou no que queria acreditar.”
She voltou seu olhar para Paula, segurando o olhar desta friamente. “No entanto, deixe-me dizer uma coisa. Não há nada que você tenha que eu queira, Paula. Seja riqueza, fama ou esse palhaço aqui. Nada.”
Heaven observou como o rosto de Paula ficou vermelho enquanto uma fina camada de lágrimas cobria os olhos da última.
“Você!” Paula prendeu a respiração enquanto sua emoção a superava e antes que soubesse, ela já havia erguido a mão para atacar Heaven.
Mas, infelizmente…
Heaven pegou rapidamente o pulso de Paula no meio do ar, apenas para levantar a mão esquerda e dar um tapa na bochecha de Paula.
TAPA!
O som estrondoso do tapa ecoou pelo salão privado enquanto o rosto de Paula era jogado para o lado. A última ficou com os olhos arregalados, surpresa com a dor pungente em sua bochecha que começava a inchar.
“Você!” Paula rosnou enquanto olhava de volta para Heaven. “Como ousa!”
“Me acerte com essa mão e será a última vez que você terá uma.” Heaven estava imperturbável enquanto a outra mão de Paula parou no meio do caminho. Seus olhos não mostravam traço de emoção, e apenas seu olhar já era o suficiente para paralisar Paula no lugar.
“Paula Shen, você acha que sou tão burra?” O aperto firme de Heaven no pulso de Paula se apertou. “Eu sei de tudo, mas escolhi virar a cara para o outro lado porque você era minha amiga. Ainda assim, você me acusou antes mesmo de ouvir o meu lado. Se há alguém que está ofendido aqui e tem o direito de estar com raiva, sou eu.”
She jogou o pulso de Paula de volta para ela enquanto a última segurava seu pulso por instinto. “Não me mostre seu rosto novamente.” Ela então lançou um olhar de desprezo para Primo.
“Vocês dois se merecem. Um pervertido e uma tola.” Heaven deu um sorriso de escárnio, pegando sua bolsa do chão. “Não acredito que perdi meu tempo pensando que estava fazendo um favor a vocês dois.”
Heaven não demorou ali, esbarrando o ombro contra o de Paula enquanto se afastava. A raiva ardia em seus olhos enquanto ela deixava os dois para trás, saindo do estabelecimento sem olhar para trás.
Enquanto isso, assim que Heaven saiu, Paula segurou o pulso que Heaven havia apertado antes. A marca dela ainda estava lá, mostrando a força de seu aperto.
“Querida,” Primo falou enquanto o silêncio lentamente os envolvia. “Sinto muito, mas você está enganada. A senhorita Liu não estava me seduzindo.”
Paula manteve o olhar no pulso, à beira de um colapso.
Vendo isso, Primo arrastou seus pés em direção a ela. Ele segurou os ombros dela com cuidado, suspirando profundamente.
“Senhorita Shen… Paula, você pode por favor olhar para mim, querida?” Primo inclinou a cabeça para o lado, pacientemente esperando que ela levantasse a cabeça. “Por favor?”
Paula apertou os lábios em uma linha fina antes de lentamente levantar a cabeça para ele. Uma lágrima rolou imediatamente pela sua bochecha no momento que seus olhos se encontraram.
“Oh, querida. Isso é culpa minha.” Primo enxugou as lágrimas dela com o polegar, tocando sua bochecha levemente inchada logo em seguida. “A senhorita Liu não teria te dado um tapa se eu tivesse explicado direito.”
“Primo.” Sua voz estava quieta e trêmula, recebendo um mmmm dele. “Você… seduziu a Heaven?”
“O quê?”
A dor cintilou em seus olhos enquanto ela momentaneamente apertou os dentes. “Você gosta dela?”
“Querida —”
“Me diga a verdade, Primo!” Outra onda de lágrimas cobriu os olhos de Paula enquanto eles inundavam seu rosto sem hesitar. “Você se aproximou de mim só porque queria se aproximar dela? Você me usou, Primo?!”
Paula afastou agressivamente os braços dele antes de agarrar firmemente seu terno. “Por favor… Primo, me diga. Me diga que estou errada. Durante esses curtos momentos juntos… me diga que você se apaixonou por mim.”
Primo e Paula se olharam em silêncio, com a última olhando para ele com esperança e desespero. Paula pode ser tola, mas ela conhecia Heaven como ninguém. Mesmo assim, ela não se importava. Mesmo que Primo tentasse seduzir Heaven, ela tentaria esquecer isso. Se pelo menos Primo dissesse que a amava. Ou que estava desenvolvendo sentimentos genuínos por ela.
No entanto, no momento em que o canto de seus lábios se curvou em um sorriso astuto, o fio tênue em que ela estava pendurada se rompeu sem misericórdia.
“Você não está errada, senhorita Shen.” Os olhos de Primo se arquearam, sorrindo em diversão. “Eu me aproximei de você por causa da Heaven Liu. Eu a queria, mas era difícil me aproximar sem uma ponte.”
Primo segurou seu rosto enquanto os lábios dela empalideciam. “Você se compara com a senhorita Liu todo dia. Por isso, você tem consciência de que, entre as duas, você fica devendo em todos os aspectos.”
“Foi divertido, porém, enquanto durou.” Ele deu uma bicada com os lábios, enxugando as lágrimas dela com o polegar. “Me desculpe, senhorita Shen. Mas é até aqui que podemos ir.”
Primo se inclinou lentamente, dando um beijo suave na testa dela. “Pobre coisinha inocente,” ele sussurrou, antes de soltá-la e deixá-la sozinha para cuidar de seu coração partido.