Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 287
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287: Tirando a carta curinga 287: Tirando a carta curinga Enquanto isso…
BUM!
As pessoas dentro de um escritório paralisaram, olhos fixos no homem sentado atrás da mesa. Primo tinha o fundo de seu punho na superfície da mesa após tê-la golpeado com força.
“O que você disse?” A voz de Primo rugiu de seu peito, fitando as pessoas em pé do outro lado da mesa. “Você não consegue desligar isso?”
“Chefe, o artigo se espalhou tão rápido que muitos veículos de mídia já cobriram o assunto.”
“E daí?” Os olhos de Primo brilharam ameaçadoramente. “Você está dizendo que eu devo deixar meu rosto lá fora? E deixar eles fuçarem sobre minha empresa? Minha vida? E minha história?”
O braço direito de Primo baixou a cabeça, fechando os olhos enquanto respirava fundo. Após um segundo, tudo o que ouviram foi a risada ameaçadora de seu chefe. Não havia nada que pudessem fazer, mesmo sabendo o quão ruim era. Ter o rosto de Primo sob os olhares do público era ainda mais problemático do que tê-lo nos registros das autoridades.
Todos os anos de esforço para manter limpo o registro de Primo foram por água abaixo, e tudo por culpa de Paula Shen.
“Chefe…” O braço direito de Primo lentamente levantou a cabeça. “É isso que eu sempre te disse. Você não deveria ter se envolvido com Paula Shen. Ela é uma celebridade, então não é surpresa que paparazzi estivessem seguindo ela.”
“Todos vocês sabiam disso e ainda assim, vacilaram,” Primo trovejou. “Como é que esse artigo foi publicado debaixo do nariz de todo mundo?!”
Primo socou a mesa mais uma vez, levantando-se da cadeira giratória de couro. Sua voz ecoou por todos os cantos do escritório.
“Elmo, isso não é minha culpa. Eu tomei o risco, sabendo que vocês não permitiriam que nenhum paparazzo publicasse um artigo sobre nós,” ele sussurrou, escaneando as pessoas dentro do escritório. “O que você vai dizer, hein?”
O silêncio seguiu sua pergunta porque seu chefe tinha um ponto. Primo se atreveu a se envolver com Paula porque todos eles estavam atentos. Mesmo antes que um artigo sobre o namoro de Paula fosse feito, seus homens o comprariam ou impediriam por meios lícitos ou ilícitos. Afinal, não era a primeira vez que pegavam Paula e Primo juntos. No entanto, essa foi a primeira vez que um artigo assim veio a público sem o conhecimento da equipe de tecnologia de Primo.
“Quem é?” após minutos de puro silêncio, Primo falou novamente em voz baixa. “Hmm?”
Primo passou os olhos sobre seus rostos, sobrancelhas erguidas. Mas todos eles mantiveram as cabeças baixas, fazendo-o rir em ridicularização.
“Vocês não sabem?” ele perguntou em pura incredulidade.
“Chefe, tentamos rastrear o IP do editor, mas algo estava protegendo o endereço da pessoa,” Elmo (o braço direito de Primo) explicou em tom sombrio. “Nossa equipe já está trabalhando nisso, mas vai levar um tempo.”
“Hah…” Primo afastou-se da mesa, passando as mãos pelos cabelos em irritação. “Inúteis desgraçados!”
Num ataque de raiva, Primo chutou o suporte mais próximo do seu ponto de vantagem. Alguns vasos caíram e se estilhaçaram no chão, mas Primo não se abalou. Ele andava de um lado para o outro, mãos nos quadris.
“Estou dando a vocês todos um dia para encontrar esse desgraçado.” Primo respirou fundo tentando se acalmar sem pegar sua arma para aumentar o número de corpos em seu currículo. Ele levantou um dedo, apontando-o para todos e os seguindo com o olhar.
“Um dia,” ele repetiu em voz baixa, mantendo o dedo erguido. “Elmo, entre em contato com Bobo da Corte. Não me importa quanto ele precisa. Eu quero a cabeça do editor hoje à noite.”
“Entendido, Chefe.” Elmo se curvou sem discutir com Primo.
Normalmente, ele se oporia à ideia de contatar Bobo da Corte, mas independente de sua impressão dessa pessoa, tinha que respeitar as loucas habilidades de Coringa. Sua equipe não conseguiu localizar a pessoa que carregou o primeiro artigo que expôs a identidade de Primo, então eles precisavam de ajuda.
“Vão e não mostrem suas caras a menos que tenham um progresso concreto.” Primo bufou, virando-se enquanto acenava de forma displicente.
Com isso dito, todos partiram do escritório para fazer seu trabalho. Todos tinham apenas um dia, e eles já sabiam que o relógio estava correndo. Conheciam Primo e sua natureza tirânica, então estavam cientes de que as ameaças de Primo não eram apenas palavras vazias.
Eles eram todos descartáveis para ele.
“Droga.” Primo exalou enquanto se servia de um copo de bourbon, arqueando uma sobrancelha ao sentir a presença de outra pessoa no escritório. Olhando por cima do ombro, ele lentamente virou-se para seu braço direito.
“Por que você ainda está aqui, Elmo?”
“Sobre a Senhorita Shen, o que vamos fazer com ela, Chefe?” perguntou Elmo sem rodeios. “Ela tem ligado para o escritório porque seu telefone estava desligado. A empresa dela está pressionando e em breve, ela precisará fazer um comunicado para confirmar essa questão.”
“Ahh…” Primo passou a língua pela parte interna da bochecha, levando o copo de bourbon aos lábios. Ele não respondeu imediatamente, bebendo um gole enquanto mantinha os olhos em Elmo.
“Considerando que ela foi uma cobaia para os novos medicamentos que irão lançar no mercado, eu não acho que você deva manter contato com ela,” continuou Elmo seriamente. “Você pode ter a Senhorita Liu e Dominic Zhu sem ela, chefe. Ela é inútil. Um mau caminho.”
“Paula Shen…” Primo entoou uma longa melodia, caminhando até a janela do chão ao teto até estar diante dela. Ele girava a bebida na mão, olhos na cidade agitada.
“Essa inútil.”
Um brilho cintilou em seus olhos que poderia dar calafrios a qualquer um. Ele esticou o pescoço de um lado para o outro, respirando fundo até que seu coração voltasse ao ritmo normal.
“Nossa prioridade é saber onde está esse desgraçado que lançou esse artigo. Não se preocupe com a Paula.” Seus olhos caíram perigosamente à medida que o canto de seus lábios se curvava para cima. “Acabei de pensar em algo para virar isso a meu favor.”
Elmo estudou as costas de seu chefe, franzindo a testa. Conhecendo Primo, o último sempre pensava em coisas para obter alguma vantagem, mesmo em tempos de crise. No entanto, desta vez, ele não sabia o que seu chefe tinha em mente.
Como Primo viraria isso a seu favor quando o pior já havia acontecido? Nada era pior do que ter seu rosto exposto em público e ter todas essas pessoas da mídia tentando obter informações sobre ele.
Era mais como uma investigação pública neste ponto.
“Ligue para a Senhorita Shen e diga que eu quero encontrá-la,” Primo ordenou, girando o corpo para facear Elmo. “Além disso, me dê o número da Senhorita Liu.”
“Senhorita Liu?” Elmo franziu a testa, apenas para ver um sorriso astuto dominar o rosto de Primo.
“Sim, Heaven Liu. A esposa de Dominic Zhu.”