Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 184
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184: Quando o amor e o ódio colidem 184: Quando o amor e o ódio colidem [RETROSPECTIVA]
“Ai…” a jovem Paula sussurrou enquanto soprava o ferimento em seu joelho. Ela estava à beira das lágrimas, mas crescendo, ela aprendeu que chorar não ajudaria em nada. “Eu vou me vingar daqueles garotos.”
Seu rosto se contraiu com o pensamento daqueles garotos que a empurraram para o chão onde ela havia conseguido aquele machucado. Esses garotos sempre pegavam no seu pé sem que ela pudesse entender o motivo. Tudo que ela sabia era que estava sendo intimidada. Não que ela nunca revidasse.
Paula era uma garota de ensino fundamental determinada e, sendo assim, se fosse levada ao limite, ela mostraria suas garras. Mas, infelizmente, aquela vez em que ela revidou não acabou bem. Não só os pais das crianças a repreenderam, mas sua mãe também a bateu por se comportar mal.
Paula era vítima de bullying, e ainda assim, até sua própria mãe tomava partido daqueles valentões. Assim, ela aprendeu a guardar as coisas para si e suportar a intimidação. De qualquer maneira, ninguém acreditaria nela.
“Você deveria lavar isso.”
De repente, a voz de uma garota fez cócegas nos ouvidos de Paula, fazendo com que esta última levantasse a cabeça. Diante dela estava uma menina fofa olhando-a com preocupação.
“Você deveria lavar esse machucado ou os vermes vão sair dele.” A menininha apontou para os joelhos de Paula. “É o que meu papai diz sempre que eu me machuco.”
Paula observou a menininha com cautela. Era a primeira vez que ela via essa garota por aqui, mas o que deixava a jovem Paula confusa era o porquê dessa menina estar falando com ela.
“Você quer que eu ajude?” A menina se agachou, piscando seus olhos de cervo. “Eu tenho um band-aid, então podemos colocar em seguida.”
“Ãh… não.”
“Mas os vermes vão sair se você não lavar,” a menininha argumentou, franzindo a testa. “Será rápido. Vem.”
A menina pegou o braço de Paula e a puxou para cima. Em seguida, arrastou Paula para o banheiro do parquinho, ajudando a lavar seu joelho e depois colocando um band-aid. Paula não resistiu ou se mostrou teimosa, apenas deixou essa nova garota cuidar de seu ferimento.
Tudo que Paula podia fazer era assistir a criança fazer o que bem entendia até que ela terminasse de colocar o band-aid.
“Pronto!” A garota bateu palmas, ficando na frente de Paula. “Agora os vermes não sairão mais.”
“Quem te disse que um verme pode sair do seu joelho?”
“Meu papai!” A menininha exclamou. “É por isso que mesmo que seja dolorido lavar meus machucados, eu tenho que fazer porque tenho medo de vermes. Mas você nem chorou quando lavei seu joelho — você é incrível!”
Incrível… um elogio tão estranho que Paula nunca ouviu, nem mesmo de seus pais.
“Meu nome é Heaven.” A garota ofereceu sua mão, sorrindo brilhante e lindamente que quase cegava. “Vamos ser amigas a partir de agora!”
Paula só conseguia encarar a menininha, sem entender por que essa garota estava pedindo para ser sua amiga. Ela era nova na cidade? Não sabia que os outros garotos odiavam Paula sem motivo? Ela não fazia ideia de que os outros garotos também poderiam intimidá-la?
Naquela época, Paula lembrou de tê-la ignorado. Ela não disse uma palavra sequer enquanto se virava e ia embora, ouvindo Heaven gritar por trás, dizendo coisas para vê-la amanhã ou coisas assim.
Na mente jovem de Paula, ela acreditava que essa nova garota chamada Heaven não apareceria na próxima vez. Assim que Heaven soubesse que outros garotos estavam intimidando-a, ela se afastaria dela. Portanto, para se proteger de outra decepção, Paula descartou a amizade que lhe foi oferecida.
Contudo, ela estava enganada.
Uma semana depois, Heaven de repente apareceu no parquinho enquanto outros garotos estavam pegando no pé de Paula mais uma vez.
“Hey!!” Heaven jogou uma pedrinha na direção das crianças para chamar a atenção delas. Ela estava furiosa, avançando na direção das crianças e ficou na frente de Paula com os braços abertos protetoramente.
Paula estava no chão, abraçando seus joelhos para se proteger dos chutes. Espiando por cima de seus braços, tudo que ela viu foi as costas de Heaven protegendo-a das outras crianças.
“Você…” seus olhos se encheram de lágrimas por um motivo que ela não conseguia entender. Era só que ver as costas de Heaven trouxe um sentimento que ela nunca havia sentido antes.
“Quem é esse pirralho?” o menino murmurou, olhando para a menina pequena que os encarava com olhos ardentes.
“Vocês são todos covardes? Como podem se juntar contra uma pessoa, hein?!” a pequena Heaven rangia os dentes. “Sumam daqui se não querem que eu bata em todos vocês!”
“Ha!” Os meninos se olharam antes de rirem em ridicularização. O que aquela garotinha pequena poderia fazer?
“Vocês estão rindo, é?” Heaven cerrou os dentes e, sem pensar duas vezes, seu pé voou na direção do menino, o que marcou uma briga terrível entre eles.
Enquanto isso, Paula só podia assistir aquela garotinha lutar com o menino que continuava a provocá-la. Era surpreendente como uma garotinha tão pequena podia lutar com um menino com igual força, e ela nem mesmo o deixava ir embora, mesmo quando o menino começou a chorar.
A luta não parou até que um adulto intervisse. Claro, por causa da gravidade da luta, os pais das crianças se envolveram. Todos os pais vieram, exceto os de Paula, mas bem, não havia necessidade dos pais de Paula já que ela não estava envolvida na luta.
“Ei, vovós, o que — como podem culpar minha filha quando seus filhos são meninos!?” A voz de um homem trovejou, dando uma lição nas três senhoras que eram as mães dos meninos. “Não dêem lição na minha filha sem ensinar seus filhos a serem bons meninos. Vocês estão criando criminosos? Como seus filhos podem machucar garotas e culpar as vítimas só porque estas garotas revidaram?!”
Paula sentou-se no canto, levantando os olhos para o homem de pé na frente de Heaven, discutindo ferozmente com as senhoras. Paula conhecia aquelas senhoras, e na última vez que se encontrou nessa situação, ela lembrou que sua mãe pediu desculpas a elas profusamente. Apenas para a mãe de Paula bater nela assim que chegaram em casa.
Mas esse homem… Paula podia ver a frustração dele e até mesmo repreendeu as mães até o silêncio.
Quando Paula voltou sua atenção para a jovem Heaven, sentada atrás de seu pai, tudo que ela viu foi Heaven sorrindo para ela de forma tranquilizadora.
E isso marcou a amizade aparentemente inquebrável entre as duas.