Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 150
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150: Uma noite ominosa 150: Uma noite ominosa Olhando para trás, Bear lembrou-se de que precisava verificar a adega. Embora ele tivesse dito a Heaven que queria checar se havia algum acúmulo de pragas, o que ele realmente queria era ver se havia uma maneira de uma pessoa usar o espaço para esconder coisas. A adega ficava na mesma área que a estufa, afinal.
‘Ela veio aqui três vezes hoje,’ ele pensou, girando sobre os calcanhares enquanto encarava a porta. ‘As duas primeiras, eu entendo. Mas a terceira… parecia que ela nem sequer deu um gole.’
Ele tentou lembrar o horário em que Heaven visitou a adega pela terceira vez. Se a memória estava correta, foi alguns minutos antes de Sebastian chegar às quatro horas.
‘Será que ela… realmente estava bebendo lá embaixo?’ Bear apertou os olhos, sentindo uma leve inquietude no coração.
Bear tinha trabalhado no submundo por mais da metade de sua vida. Parte do seu trabalho era se disfarçar para infiltrar em fortalezas aparentemente impenetráveis de alguns poderosos chefões. Ele até trabalhou para alguns políticos corruptos a pedido de Hera.
Se havia uma coisa que Bear não esqueceria dessas missões era… pessoas como eles tinham certos fetiches. A lista era bem longa, mas se ele tivesse que pensar em um agora, não se surpreenderia se Heaven fosse uma sádica em segredo.
Ele conheceu inúmeras pessoas assim.
Pessoas que tinham uma boa imagem pública, mas por trás das portas fechadas, não passavam de monstros.
Com esse pensamento subitamente preenchendo sua cabeça, Bear sentiu um forte impulso de verificar a adega.
‘Não é que eu vá dedurá-la,’ ele pensou, alcançando a maçaneta enquanto já tinha se decidido. ‘No entanto, seria melhor conhecer seu segredo e que tipo de pessoa ela era. Eu não quero me envolver com alguém assim… essa não é a vida que ela queria para mim.’
Bear fez uma pausa proposital, segurando o puxador enquanto pensava em sua ex-chefe pela enésima vez hoje.
Certo.
Associar-se a uma louca não era o último desejo de Hera. A vida que ela queria para ele era algo que ela sempre desejou mas nunca alcançou, mesmo em suas últimas horas. A última coisa que ele poderia fazer por ela era manter sua promessa e viver o resto de sua vida longe do submundo.
Um suspiro profundo escapou pelas narinas de Bear enquanto ele fechava os olhos, balançando a cabeça para se livrar da saudade em seu coração. Quando reabriu os olhos, ele bufou e girou a maçaneta. Suas sobrancelhas se ergueram enquanto olhava para a maçaneta.
‘Está aberta?’ Linhas profundas apareceram entre suas sobrancelhas, lembrando-se de Heaven trancando a porta com segurança.
Ele não disse nada sobre isso, mas observar como ela se certificava de que estava trancada era um pouco suspeito. Mas, novamente, ele entenderia porque a coleção de vinhos desta casa valia mais do que um lar padrão na cidade. Se alguma coisa, deixá-la destrancada era ainda mais suspeito.
‘Um ladrão?’ Seus olhos se aguçaram com o pensamento, empurrando a porta cuidadosamente sem fazer barulho.
Bear abriu os olhos suavemente enquanto seu olhar caía sobre as escadas que desciam. Estava escuro e mal conseguia ver os primeiros degraus do seu ponto de vista. Havia um interruptor logo ali na parede, mas ele não ligou as luzes para não alertar ninguém, caso houvesse alguém lá dentro.
Ele considerou a possibilidade de um ladrão estar roubando vinho também.
Que sensação sinistra.
Ainda assim, a mera incerteza que cresceu em seu peito elevou sua guarda a outro nível. Bear desceu o primeiro degrau com o máximo cuidado possível, mal fazendo um som. Sua mão sentiu a parede, deixando seus olhos se ajustarem lentamente à escuridão.
À medida que descia as escadas para a adega, Bear colocou sua outra mão no quadril por hábito. Ele não tinha uma arma consigo. Sua expressão se tornou sombria, sabendo que teria que lutar mano a mano.
Sem problema.
Seus olhos prateados brilharam intensa e perigosamente, quase no último degrau da escada. Nesse ponto, sua visão se ajustou à escuridão.
O escuro… onde ele originalmente pertencia.
Bear olhou ao redor. Ainda estava escuro, mas estando acostumado com tais situações, ele conseguia ver os suportes de vinho, prateleiras e até um balcão. Ele deu um passo cuidadoso, em alerta máximo, ouvindo o silêncio penetrante na adega com respirações contidas. Considerando que foi colocada no subsolo, era especialmente silencioso e escuro.
CLINK!
Bear saltou de surpresa quando um barulho súbito cortou o ar silencioso, virando a cabeça, apenas para ver um rato correndo para o canto. Um suspiro profundo escapou de seus lábios.
‘Minha idade realmente está chegando para mim.’ Seus ombros relaxaram, batendo no peito para acalmá-lo. Bear checou a adega e, em pouco tempo, já tinha visto tudo.
Não havia nada. Não havia ninguém.
Bear alcançou o interruptor na parede perto dele, observando a lâmpada acesa no balcão. Ele não se preocupou em ligar todas as luzes porque isso machucaria seus olhos. Uma lâmpada era suficiente. Olhando ao redor mais uma vez, outro suspiro profundo escapou de seus lábios finos.
‘Acho que eu estava apenas… pensando demais.’ Bear não conseguia determinar se estava aliviado ou decepcionado. Já fazia um tempo desde que se envolveu em alguma ação, afinal. A vida era entediante sem Hera, mas ele imediatamente se livrou do pensamento.
‘Eu só volto aqui amanhã para lidar com os ratos.’ Ele desligou as luzes, se afastando da adega.
Sem que ele soubesse, no momento em que levantou o pé, algumas manchas de sangue apareceram sob seus pés. Se ele tivesse olhado mais atentamente, teria encontrado as cordas cortadas que estavam cobertas de sangue escondidas embaixo da prateleira.
Assim que Bear chegou à superfície, ele fechou a porta da adega. Mas, assim que a fechou, ouviu um grito abafado ecoando pela mansão.
‘Ai!!!’
Seu coração pulsou enquanto sua respiração engasgava, virando a cabeça enquanto reconhecia o grito.
‘Senhora,’ ele sussurrou antes de correr para ver o que estava acontecendo.