Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 142
- Home
- Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho!
- Capítulo 142 - 142 Capítulo bônusO que você não sabe não pode te machucar
142: [Capítulo bônus]O que você não sabe não pode te machucar. 142: [Capítulo bônus]O que você não sabe não pode te machucar. A noite passou como qualquer outra. Heaven, Dominic e Sebastian assistiram a alguns filmes até que Sebastian finalmente adormeceu. Depois de levá-lo de volta para o quarto, Dominic nunca se esqueceu de mostrar à sua esposa o quanto ele apreciava por ela tornar cada minuto do fim de semana deles valioso.
Com certeza, tudo parecia normal, tirando um empregado desaparecido e as chaves da adega de vinho também desaparecidas.
“Você tem certeza de que vai deixar o Basti na escola?” Heaven perguntou, parada em frente a Dominic e Sebastian na entrada da mansão.
“Descanse um pouco mais.” Dominic sorriu, lançando um olhar para Sebastian, que apenas estava em pé ao seu lado. “Não se preocupe. Eu cuido disso.”
“Mamãe, não fique triste enquanto o Papai e o Basti estão no trabalho.”
Heaven riu enquanto agachava, abraçando o robe de dormir em seu corpo. “Aproveite a escola, tá? Vem. Dá um beijo na mamãe.”
Sebastian apertou os lábios num traço fino, corando. Ainda assim, deu um passo rápido e deu um beijo rápido na bochecha de sua mãe. Dominic movia seus olhos entre a mãe e o filho, se segurando para não pedir um beijo de despedida também.
Agora que ele pensava nisso, Heaven normalmente apenas se despedia dele. Essa era a primeira vez que Heaven despedia tanto de Sebastian quanto de Dominic, mas por que Sebastian ganhou um beijo? E ele?
“Se alguém te incomodar, é só falar com a mamãe, tá?” Heaven mexeu no cabelo de Sebastian, um pouquinho relutante em deixar seu filho ir. Contudo, ela não podia simplesmente pedir para ele ficar em casa.
Quando Heaven se ergueu, ela levantou as sobrancelhas para a expressão séria estampada no rosto de Dominic. ‘O que… o que eu fiz para ele?’ ela se perguntou, interpretando errado sua expressão como de raiva.
‘Bem.’ Heaven passou a língua pela parte interna da bochecha, escondendo sua curiosidade com um sorriso. “Você também se cuida, tá?”
Heaven deu um passo, ficando na ponta dos pés ao depositar um beijo rápido na bochecha de Dominic. Quando ela recuou a cabeça, ela sacudiu o terno dele.
“Meu marido é tão bonito. Sorte a minha!” O canto dos seus lábios estendeu de orelha a orelha, observando como a expressão dele se suavizou. ‘Então, ele só queria um beijo, né?’
“Vou chegar um pouco tarde.” Dominic se inclinou para frente, depositando um beijo na bochecha dela sem aviso prévio. “Mas chegarei em casa o mais cedo possível.”
“Sem preocupações.” Heaven sorriu. “Eu busco o Basti mais tarde.”
Dessa vez, Sebastian era o que trazia tal expressão séria. Não havia dúvida de que ele era filho de Dominic.
“Certo. Vamos lá!” Heaven bateu palmas ou então os dois se atrasariam pedindo por mais beijos.
“Mhm.” Dominic balançou a cabeça, inclinando a cabeça para indicar a Sebastian para entrar no carro.
Sebastian lançou um último olhar para Heaven antes de entrar no veículo. Enquanto isso, Dominic ofereceu a Heaven um sorriso sutil antes de embarcar. A janela se abriu assim que Dominic fechou a porta, só para ela ver Sebastian sorrindo enquanto acenava.
Tão fofo.
“Tchau-tchau.” Heaven acenava enquanto o veículo se afastava devagar. Ela continuou acenando, observando o para-choque do carro enquanto eles ganhavam velocidade.
‘Acho que é bom que eles não estarão em casa hoje,’ ela pensou enquanto seu sorriso desaparecia, observando os enormes portões se abrindo para o veículo que partia.
Quando Heaven se virou sobre os calcanhares para enfrentar a mansão, a suavidade restante em seu rosto desapareceu sem deixar vestígios. Tudo o que restou foi uma camada espessa de gelo com olhos brilhando perigosamente.
*
*
*
Com sua discrição, Heaven entrou sorrateiramente na adega de vinho. Ela conseguiu evitar os empregados, trazendo uma bandeja de café da manhã leve.
“Ugh…” Assim que Heaven trancou a porta da adega, ela ouviu um gemido fraco. Ela arqueou as sobrancelhas, caminhando para dentro e virando a esquina.
Lá, amarrada no canto da adega, estava Andrea. Havia sangue seco nas roupas da empregada e o sangue no braço ferido dela coagulado. Um suspiro profundo escapou dos lábios de Heaven enquanto Andrea lentamente olhava para cima na direção da pessoa parada a alguns passos dela.
“Hah…” Andrea desdenhou ao ver Heaven. “… você voltou?”
“Eu te disse que viria te visitar.” Heaven deu alguns passos, agachando-se enquanto colocava a bandeja na frente da empregada. “Como foi a noite passada? Você dormiu bem?”
Andrea não pôde evitar apertar os dentes, seus olhos queimando em direção a Heaven. Heaven estava zombando dela? Depois de colocá-la em tanta dor, amarrando-a de modo que apertava cada vez que Andrea se mexia, ela teve a audácia de perguntar se ela teve uma boa noite de descanso. Mas, novamente, Andrea desmaiou depois que Heaven a golpeou no chão na noite passada, acordando apenas horas depois.
“Quem é você?” Andrea respirou, entendendo seu erro de subestimar Heaven. Foi um erro pensar que Heaven estava apenas atuando na noite passada, que ela simplesmente teve sorte de pegá-la desprevenida.
Não era esse o caso.
Heaven já havia feito isso antes, isso era certo. Essa corda amarrando Andrea era prova suficiente. Esse método de amarração era o mais perigoso de todos porque quanto mais ela se movia, mais apertado ficava. Então, Andrea tinha que limitar sua respiração para sobreviver.
Andrea estava atormentada com perguntas desde a noite passada e não conseguia encontrar soluções. Heaven Liu era apenas uma atriz — uma que já tinha passado. Considerando quão desesperada ela estava ‘naquela’ noite, não tinha como essa ser a mesma pessoa.
Ridículo como possa soar, essa era a única resposta que Andrea conseguia pensar. Que essa Heaven… não era a mesma Heaven.
“Eu devo ter perdido a mente,” Andrea murmurou de repente, rindo sarcástica. ‘Provavelmente estou só desesperada e não pensei que esta mulher aprendeu autodefesa. Considerando que ela planejava tirar a própria vida naquela noite, ela provavelmente não reagiu, esperando morrer. Estou perdendo a mente.’
Heaven segurou o rosto dela, ainda agachada à distância de um braço de Andrea. “Você está pálida. Quer um pouco de água?”
“Hah!” Andrea riu da pergunta ridícula. “Água? Você acha que eu sou louca? Quem sabe o que você colocou ali?”
“O que você não sabe não pode te machucar.” Heaven piscou, mantendo seu rosto impassível. “Você deveria corrigir sua atitude porque agora, sua vida está à minha mercê. Ser orgulhosa não é uma característica de assassina, sabia? Você deveria tentar sobreviver o quanto puder porque você não terá a chance de terminar o trabalho se morrer.”