Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 1105
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Capítulo 1105: Espero que você saiba xingar bem.
Elliot sobressaltou-se, sentando-se ereto por instinto quando um chute súbito irrompeu em seu lado durante o sono. Sua mente, em estado de semi-alerta, apenas percebeu o perigo. Por isso, ele agarrou a ‘arma’ mais próxima ao seu alcance, que era um livro. Quando olhou para cima e percebeu a pessoa em pé ao seu lado, ele suspirou e colocou o livro de lado.
“Você pode matar com um livro?” indagou Hera, admirada. “Isso seria incrível.”
“Existem outras maneiras de acordar as pessoas além de infringir-lhes violência?” ele perguntou, tocando levemente o lado. “Te vendo aqui, presumo que sua missão foi um sucesso?”
“Foi moleza,” Hera comentou sem emoção, fitando-o. “Cadê o seu telefone?”
“Hã?”
“Seu telefone.”
“Você o pegou de mim dias atrás,” Elliot deixou escapar firmemente, apenas para vê-la erguer uma sobrancelha. Ele praguejou mentalmente, sabendo que ela já sabia. “Você instalou câmeras por aqui?”
Hera não respondeu, mas Elliot ainda olhou em volta do quarto em que estava preso. Se Hera tinha colocado câmeras ali, então isso não seria surpreendente. Com esse pensamento em mente, Elliot cedeu.
“Eu coloquei de volta na sua gaveta,” ele disse, e ela não perdeu mais nenhum segundo se entretendo com ele.
Hera marchou em direção à escrivaninha enquanto Elliot a seguia com o olhar.
“Estou sem opções,” disse ele. “Notei os detalhes que tinha perdido quando você me deu aqueles arquivos. Então, eu tenho que fazer uma ligação. Eu tive que fazer o que devia fazer.”
“Bom para você,” ela respondeu sem olhar para ele.
“Você tem ideia se tem alguém na Assembleia Geral que não faça parte dessa corrupção?”
“Pareço que trabalho lá?”
“Hera, estou do seu lado,” Elliot frisou, levantando do chão e voltando a ficar de pé. “Pelo menos, por enquanto, estamos no mesmo barco. Se há algo mais que você não me disse, acho que deveria me informar. Não quero morrer só porque você omitiu informações.”
Hera não o olhou até encontrar o telefone. “Aqueles arquivos são todas as informações que tenho.”
“Você não sabe por quem eles estão trabalhando?”
“Por que você acha que dei um jeito de salvar você, Sr. Dunkell?” Hera levantou o telefone calmamente. “Qual o sentido de trazê-lo até aqui se tudo o que você espera é que eu te alimente com colher? Aliás, você fez alguma ligação para alguém?”
Elliot balançou a cabeça negativamente. “Não.”
“E você está mentindo porque…?”
“Não estou — tá bom. Fiz uma ligação para alguém.”
“Quem?”
“Alguém que conheço.”
“Alguém… que nós dois conhecemos?”
A expressão de Elliot se tornou séria enquanto mantinha o olhar nela. “Eu contatei meu advogado,” ele ‘confessou’. “Ele também é um amigo de muitos anos. Já que estou voltando para a Interpol para assistir ao meu próprio funeral, quero fazer isso legalmente. Não sou como você, Senhorita Cruel. Mesmo que meus inimigos sejam meu próprio povo, eles ainda são meu povo. Se eu desconsiderar a justiça e as leis, qual a diferença entre nós dois?”
Uma onda de silêncio desceu sobre os ombros deles após os comentários de Elliot. Ambos Elliot e Hera se olharam como se estivessem se analisando.
“Se você não acredita em mim —”
“Eu não acredito em você,” Hera observou. “Se eu acreditasse, eu não seria a Hera Cruel.”
“Eu sei.” Elliot balançou a cabeça. “Mas mesmo que você não acredite ou confie em mim, você é minha melhor aposta para vencer essa guerra. Eu não vou fazer nada para te machucar.”
“E quantos já disseram isso antes de tentarem me matar.” Hera jogou o celular para o alto casualmente e o pegou no ar. “Continue dormindo. Estou ocupada.”
Depois de dizer isso, Hera estava pronta para deixá-lo sozinho. Mas justo quando ela deu alguns passos, Elliot falou novamente.
“Onde você está levando meu celular?” ele perguntou, com o cenho franzido. “Não vai encontrar nada lá dentro.”
“Eu não vou recuperar suas ligações.”
“Não é isso que eu —” Elliot parou quando Hera de repente jogou o celular no chão e pisou em cima. “O que você está fazendo?!”
Hera deu de ombros e então pisou novamente. Ela pisou várias vezes até que peças e partes do celular se soltassem.
“Viu? Não estou tentando olhar suas mensagens para saber se você está tendo um caso ou uma crise existencial,” ela agachou lentamente, varrendo as partes para o lado antes de um sorriso irônico surgir em seu rosto. Hera pegou um microchip, erguendo seus olhos para ele enquanto mostrava o microchip.
“Se fosse você, ligaria para seu advogado de novo,” ela comentou. “Quem quer que esteja te ouvindo não quer que você saiba que eles estavam bisbilhotando. Vamos apenas torcer para não ser sua esposa achando que você está tendo um caso.”
“Eu pedirei que Coringa te dê um novo celular com todos os seus contatos,” ela acrescentou enquanto se levantava. “Espere uma hora ou duas. Alguém vai te entregar seu novo celular e não se preocupe. Eu não vou grampeá-lo.”
“Não é!” Elliot soltou, abrindo e fechando a boca. “A pessoa para quem eu liguei, não é meu advogado.”
Elliot foi até onde ela estava enquanto Hera inclinava a cabeça para o lado. “Eu não posso te dizer quem era, mas mesmo que você não confie em mim, eu te dou minha palavra. Eu não vou fazer nada para te machucar. Como eu disse, você é minha melhor aposta para colocar as coisas em ordem. Estamos no mesmo barco.”
“Elliot, tenha cuidado,” Hera alertou baixinho e calmamente. “Há um motivo pelo qual isso nunca chamou minha atenção completamente inicialmente. Além do fato de ser um banho de sangue infinitamente entediante, é perda de tempo.”
“E agora?” ele retrucou. “Você ainda acha que é perda de tempo?”
“Sim.”
“Então por que —”
“Porque está começando a afetar minha vida.” Hera ficou em pé, encarando-o diretamente. “Ainda é pouco interessante, mas me irrita como nada mais.”
Ela fez uma pausa e deu um passo mais perto. “Você e eu não estamos no mesmo barco. Eu sou o navio em que você está viajando para chegar aonde quer ir. Pule fora e nade por conta própria ou continue navegando até chegar ao seu destino. Faça sua escolha.”
Depois de dizer isso, Hera virou as costas para ele e se afastou. Mas justo quando ela chegou à porta, Elliot falou novamente.
“Você está certa. Você é o navio e eu sou apenas um passageiro,” ele enfatizou. “Hera, até um passageiro pode fazer algo para parar o navio ou afundá-lo.”
“Eu naufrago, e você naufraga.” Hera olhou por cima do ombro. “A menos que você ache que há um bote salva-vidas esperando por você. Caso contrário, você está apenas sendo tolo.”
Desta vez, Elliot não a impediu de sair. Assim que ela fechou a porta atrás de si, um suspiro profundo escapou de sua boca.
‘Ela é tão difícil de agradar,’ Elliot balançou a cabeça, prestes a ir até o sofá para sentar. Mas antes que pudesse, ele viu um pedaço de papel adesivo amarelo na mesa dela.
Linhas profundas imediatamente reapareceram em sua testa, se aproximando da mesa. Ele pegou o papel adesivo, franzindo os olhos.
[Minha casa está grampeada. Não vamos nos dar bem por agora. ^_^ Espero que você saiba xingar bem.]
“Isso… va — vaca,” Elliot disse baixinho, olhando em volta do quarto com cautela. “Não adianta ser gentil com ela. Assim que eu voltar, vou preparar a menor cela para ela.”