Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 1087
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Capítulo 1087: Adeus
Em algum lugar do mundo…
Um homem em uma blusa floral aberta limpou o pózinho na mesa. Depois, esfregou nos dentes, ignorando a outra pessoa que falava com ele no idioma dela.
“Droga, Dragão,” o homem sibilou com um sotaque carregado. “Ligue para nossos homens na Humba e diga-lhes para queimar o lugar.”
“Chefe —”
“Hera Cruel.” O homem vacilou, apontando um dedo para o homem. “Aquela vadia vai roubar tudo. Queime.”
O homem, um pouco mais jovem do que o homem a quem chamava de chefe, acenou com a cabeça. “Certo. Eu vou dar a eles um telefonema para mover os cristais —”
“Queime os cristais e depois os traga de volta aqui para me proteger.” O homem ordenou casualmente, fazendo o outro homem franzir a testa. “Milhões de dólares, sem problema. Mas aquela bruxa vai me matar. Escute-me, Fernando. Hera Cruel virá, então antes que ela chegue, nós vamos. Caçar a bruxa.”
Fernando, o que recebia as ordens, não achou que desperdiçar recursos era inteligente. Por que eles desperdiçariam milhões em drogas quando poderiam movê-las primeiro antes de queimar a cozinha? Não era como se eles não conhecessem Hera, mas eles ouviram que a Interpol e a Organização Sol estavam mantendo ela ocupada.
“Vá!” o homem apontou para a porta. “Uma hora e depois eu saio daqui —”
BOOM!
Os dois homens instintivamente se abaixaram quando uma explosão soou em seus ouvidos. Pó do teto caiu sobre eles enquanto o chão tremia. Seus olhos se arregalaram e o coração deles bateu nervosamente. Quando perceberam que ainda estavam vivos, viraram a cabeça para a janela estilhaçada.
“Ahh…!” o chefe zombou, pulando do sofá enquanto pegava fogo em algum lugar de sua mansão de cinquenta milhões. Ele então avistou alguns helicópteros voando na direção deles, fazendo-o pular de seu lugar. “Esqueça! Nós partimos agora!”
“Sim,” o outro homem não discutiu mais, finalmente entendendo as preocupações do chefe.
Cada milissegundo contava. Os poucos minutos que gastariam movendo os bens não eram nada além de desperdício de tempo. Os Ceifadores estavam em movimento — a Interpol e a Organização Sol não compraram muito tempo para eles.
Dito e feito, ambos os homens correram para a saída secreta. Mas antes que pudessem chegar ao lugar, uma saraivada de tiros começou a ecoar no espaço. Eles se abaixaram novamente, escondendo-se enquanto as balas vinham de todas as direções.
“Maldição!” o chefe gritou, sacando uma arma para atirar aleatoriamente.
O outro homem com o chefe só podia se esconder, pois sabia que atirar de volta era um absurdo. “Chefe,” ele gritou, apontando para uma direção. “Eu te cubro, vá!”
“Hera ‘vadia’ Cruel,” o chefe resmungou enquanto se arrastava para sair. “Sempre me dando dor de cabeça!”
O tiroteio continuou, quase atingindo a mão do chefe quando ele cautelosamente alcançou o trinco. Com seu subordinado o cobrindo, ele alcançou o trinco e guinchou quando sua mão foi atingida. No entanto, ele conseguiu abrir a porta.
“Droga!” o chefe gritou, olhando para seu subordinado, que se contorcia de dor. “Pare de gritar como uma vadia. Vamos!”
O chefe abriu a porta e se arrastou para fora. O outro homem gemeu de dor. Segurando sua mão sangrando e pressionando contra ela, ele se arrastou com grande dificuldade. Quando eles entraram, o homem ferido chutou a porta para fechá-la.
“Meu telefone!” o chefe gritou, revistando seus bolsos, apenas para perceber que o havia deixado na mesa. “Droga! Está lá atrás!”
“É perigoso voltar lá,” disse o subordinado, respirando com dificuldade e suando em bicas.
O chefe olhou para ele sem um traço de piedade ou culpa. “Vá pegar para mim.”
“O quê?”
“É importante!” o chefe enfatizou. “Vá pegar para mim. Preciso ligar para a Senhora.”
O subordinado esperava por um segundo que seu chefe estivesse brincando. Mal saíram vivos da sala! Mas, infelizmente, o chefe não estava brincando. Ele queria que Fernando voltasse lá e recuperasse seu estúpido telefone.
“Pegue, ou eu te mato aqui.” O chefe apontou o rifle para a cabeça dele. “Vá!”
Fernando estremeceu enquanto olhava para a porta atrás dele. “Tá bom,” ele deixou escapar, forçando-se a levantar. Quando enfrentou a porta, ele fechou os olhos e respirou fundo. Quando reabriu os olhos, seus olhos se aguçaram enquanto um brilho malicioso cintilava neles.
Olhando para o chefe, Fernando rapidamente o desarmou e arrancou a arma. Em questão de dois segundos, ele apontou a arma para o chefe.
“O que você está fazendo, Fernando?!” o chefe exclamou, congelado no local.
“Vá buscar o telefone, chefe.” Fernando inclinou a cabeça ligeiramente para a porta. “Pegue o telefone para mim. Eu preciso.”
“Se você não quer pegá-lo, então esqueça!”
BANG!
O chefe gritou e caiu de joelhos quando seu subordinado abriu fogo em sua perna. Os olhos deste último permaneceram frios, assistindo seu chefe se contorcendo de dor.
“Eu já levei um tiro na mão,” disse o subordinado. “Pegue o maldito telefone. Rasteje para dentro, assim como você rastejou para fora.”
Fernando marchou até o chefe, arrastando-o de volta para a porta. Ele a abriu, ficando atrás da porta à prova de balas um pouco.
“Estou com dor!” o chefe gritou, apenas para prender a respiração quando seu subordinado apontou a arma para ele. Ele rangeu os dentes. “Não deveria ter confiado em você. Sei que você é um garoto esquisito! Cadê o seu sotaque agora?!”
O chefe resmungou continuamente, mas no fim, ele ainda se arrastou para dentro. Ele tinha que pegar o telefone, de qualquer forma. Afinal, havia apenas uma pessoa que poderia salvá-lo neste momento. Matar seu subordinado poderia ser resolvido mais tarde.
Quando o chefe retornou à sala, as balas já haviam parado de vir. Mesmo assim, o chefe rastejou até a mesa caso seus inimigos estivessem apenas esperando por qualquer movimento. Ao fazer isso, ele viu um telefone deitado longe da mesa. Então, ele virou um pouco para pegar seu telefone.
“Tch,” ele sibilou, olhando de volta para a porta.
Mantendo-se no chão, o chefe não perdeu tempo e discou um número secreto. Quanto mais tocava, mais ansioso e impaciente ele ficava. Mas quando a linha finalmente se conectou, ele sentiu alívio.
“Oi, senhora!” o chefe gritou. “Hera Cruel está atacando minha base! Preciso de alguma —”
“Hera Cruel está aí e mesmo assim você me ligou?” A mulher falou calmamente, interrompendo o chefe no meio da frase. “Tínhamos um acordo, e aquele acordo é se você errasse, não nos conhecemos. Não posso ajudar, lo siento.”
Depois de dar seu recado, a mulher do outro lado da linha desligou. Mas o chefe continuou a gritar no telefone.
“Ei!” ele gritou no telefone, mesmo que já estivesse desconectado. “Que acordo!? Ei! Ela ainda não me pegou! Foda-se, vadia!”
O chefe rosnou com raiva, lançando olhares furiosos para o telefone. Sem que ele soubesse, Fernando, a quem ele pensava estar esperando por ele, o seguiu.
“Vadia estúpida!” o chefe gritou. “Você não pode simplesmente me deixar na mão só porque —”
“Você fez um acordo.” De repente, a voz familiar de seu subordinado acariciou os ouvidos do chefe. “Enquanto você não fizesse uma conexão com ela, ela te ajudaria. Mas você quebrou esse acordo ao ligar para ela enquanto Os Ceifadores estão aqui.”
O chefe olhou para trás devagar, apenas para ver o par de olhos assassinos e um cano apontado para ele.
“Adios, Chefe.”
BANG!
Fernando atirou na cabeça do chefe sem uma segunda hesitação. Enquanto o sangue se espalhava por baixo do corpo, ele se agachou e pegou o telefone. Ele não perdeu um segundo e o desligou, o esmagando em pedaços com o cabo do rifle, e recolhendo um chip de dentro dele.
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[MANSÃO DO CEIFADOR]
Elliot fez uma pausa enquanto olhava silenciosamente para o perfil à sua frente. Suas sobrancelhas estavam franzidas, quase se tornando uma só. Sua mão tremia um pouco, relendo o nome para ter certeza de que não estava vendo coisas.
“Gabriel Alvarez,” ele murmurou, lendo o nome com sobrancelhas franzidas. “Conheço ele, mas seu nome é Fernando.”
Elliot vasculhou o perfil, já que ele dizia tudo sobre o homem. Haviam partes que Elliot já sabia, como o homem ser parte de um cartel de drogas. Era o motivo pelo qual esse homem também estava na lista dos criminosos mais procurados da Interpol. Mas, ao que parecia…
“Ele é… um agente infiltrado da Inteligência Central?” Ele soltou um gás leve. “Como essa informação não chegou à Interpol?”