Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 1041
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Capítulo 1041: Livro-razão
“Verificamos os contêineres. Todos os quatro têm armas e drogas escondidas em uma montanha de bananas. São mais drogas do que armas, embora,” anunciou Primo assim que entrou no escritório — que também era um contêiner adaptado como escritório. “Tem um navio a caminho daqui, como ele disse.”
Primo ficou a vários pés de distância do sofá onde Hera estava ociosa. Ao lado dela estava o ‘intermediário’ amarrado no chão, esperando ser sentenciado. O intermediário lentamente desviou seus olhos trêmulos para Hera, que estava ocupada lendo os documentos que ela obteve do compartimento secreto do homem.
“E quanto ao quinto contêiner?” Hera ergueu os olhos rapidamente para Primo. “Vocês o encontraram?”
“Quinto contêiner?” Primo franzia a testa. “Esse cara só falou que havia quatro.”
Hera olhou para o homem amarrado, só para vê-lo acenar com a cabeça profusamente. “De acordo com o livro de contabilidade dele, sempre há cinco contêineres.” Ela então jogou o caderno na mesa à sua frente, inclinando-se até que seus braços ficassem em suas pernas. Ela manteve seus olhos no intermediário, estendendo a mão para ele remover a fita adesiva sobre a boca dele.
“Onde está o quinto contêiner?” ela perguntou, seu tom quase fez Primo saltar, mesmo que ela não estivesse falando com ele. Era só que sua voz soava tão intimidadora e sua presença era suficiente para fazê-lo esquecer dos seus conflitos emocionais.
“Onde está ele?” ela repetiu, enfatizando cada sílaba. “Não minta de novo. Ou da próxima vez, terá que usar seu próprio sangue para escrever suas respostas.”
O homem que se apresentou como o intermediário sentiu todo o seu corpo estremecer. “Está atracado do outro lado do porto,” ele confessou com uma voz trêmula. “Era pra ser enviado separadamente.”
“Tch.” Primo clicou a língua em irritação, tirando seu telefone para fazer uma ligação. “Tem um quinto contêiner do outro lado do porto. Confirme seu conteúdo e fique em prontidão.”
“Seu filho da puta,” ele resmungou, indo em direção ao intermediário e lançando um chute em seu peito. “Você acha que não descobriríamos o quinto contêiner?!”
“Ugh!” o homem caiu de costas, gemendo de dor que irrompeu em seu peito. Enquanto isso, Hera se inclinava para trás ociosa com as pernas cruzadas.
“O que tem no quinto contêiner?” Primo interrogou, ficando ao lado do homem com o pé em seu peito. “Fale agora ou vou esmagar suas costelas até arrancar a verdade de você.”
O intermediário lamentou, dentes cerrados. Ele olhou instintivamente para Hera, que não se incomodava em impedir Primo de suas ameaças. Ele mentiu para ela, e agora ela não se importaria com ele.
“Não vai falar?” Primo canalizou seu peso em seu pé, pressionando o peito do homem com força. “Eu dou um jeito no peito ou na garganta dele?”
“A garganta é melhor,” comentou Hera. “Pise nela, e talvez ache divertido como ela quebra tão facilmente.”
“Pessoas!” exclamou o intermediário em pânico, seu rosto tão branco quanto uma folha de papel. “A Organização Sol entrou no negócio das drogas há apenas alguns anos, mas sua principal fonte de renda era o comércio de órgãos!”
A já pálida tez do homem ficou ainda mais branca quando ele percebeu que tinha revelado o que mais sabia para salvar a si mesmo. “Eu juro que não fiz nada. Apenas os envio.”
“Seus desgraçados…” Os olhos de Primo ardiam com intenção assassina, apertando o punho até que tremessem. “Vocês estão mortos.”
“Não! Eu —”
“Se você os envia, como consegue eles?” Antes de Primo poder desferir socos no intermediário, a pergunta de Hera o parou.
Os lábios do homem tremeram, tentando seu melhor para manter a mente lúcida. Se ele respondesse às perguntas dela, poderia salvá-lo.
“Alguém os entrega para mim. Uma vez que chegam, eu os movo todos para o contêiner para serem enviados.”
“E quando foi essa entrega?”
“Noite passada!” ele exclamou. “Eles só são entregues aqui um dia antes dos envios. Eles morreriam se os deixássemos todos trancados no contêiner.”
“Haha… você quer dizer que não pode se dar ao luxo de quebrar suas mercadorias porque seria ruim para os negócios?” Primo sussurrou, esperando o sinal de Hera para dar uma surra no homem.
Primo tocou em todos os tipos de crimes no passado exceto tráfico de órgãos. Ele não tocaria no que o faria lembrar do trágico destino de seu irmão.
“Você sabe, o hobby favorito do meu pai era sabotar tais negócios no passado?” Hera compartilhou, batendo com as pontas dos dedos no livro em seu colo. “É por isso que ele conquistou inúmeros inimigos. Não é da sua conta, mas sempre que ele fica sabendo de tais operações em seus territórios ou onde ele está, ele fica selvagem.”
“Se tem uma coisa que ele me ensinou, é que uma pessoa só sabe o quão terríveis são seus atos até que eles se coloquem no lugar de suas vítimas.” O sutil sorriso que surgiu em seu rosto enviou um arrepio pela espinha do homem. “Curiosidade. Os Sapatos da Vítima servem em qualquer tamanho.”
O homem sentiu seu coração cair no estômago, compreendendo a mensagem óbvia que ela estava cuspinhando.
Foi então que Primo sentiu seu telefone vibrar. Quando ele atendeu a ligação e ouviu o relatório, ele virou os olhos para Hera.
“Você estava certa,” ele disse para Hera, terminando a ligação. “Há um quinto contêiner, e o conteúdo é principalmente crianças com idades de cinco a treze anos.”
Primo rangeu os dentes, encarando o intermediário. “Seu filho da puta. Você está morto.”
“Tudo bem.” Hera ponderou calmamente. “Não precisa gastar mais energia com ele.”
“Tch.”
“Ele logo descobrirá como é devastador estar naquele contêiner.” Um brilho cintilou em seus olhos, encarando o intermediário com intenção assassina. “Também estou curiosa se eles podem obter algum órgão útil de você.”
O intermediário estremeceu, lábios entreabertos. Sua expressão vazia, olhos fixos em Hera.
“Hah…” Primo riu com escárnio ao olhar para os joelhos do homem, percebendo fluidos encharcando a virilha dele e escorrendo pelo chão. “Ele se mijou.”
“E pelo cheiro disso, acho que seu rim não seria vendido por um bom preço,” ela brincou, olhando de volta para Primo. “Prepare tudo. Esse navio vai atracar em uma hora ou duas.”
“Certo.” Assim que Primo virou nos calcanhares para executar a ordem, ele parou quando ela o chamou mais uma vez. Olhando para trás, ele franziu a testa e perguntou, “O que foi? Tem algo mais?”
“De acordo com o livro de contabilidade, Dimitri envia um de seus capangas de confiança para garantir que a transação corra bem,” ela disse. “Você pode encontrar um rosto familiar.”
As sobrancelhas de Primo se ergueram quando os sinos de alarme em sua cabeça tocaram.
Hera fez uma pausa, inclinando levemente o queixo. “Ele é seu.”