Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 1021
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Capítulo 1021: Proteja-a
“O que diabos eles estão fazendo?” Primo resmungou, sentado na poltrona com os braços apoiados nas pernas abertas. Sua expressão escureceu, pensando nas notícias que acabou de ouvir. “Eles não deveriam estar protegendo-o?”
Ele levantou a cabeça, apenas para ver Débora e Caçador olhando na direção de Lobo. Quando Primo seguiu o olhar deles, viu Lobo olhando para o segundo andar enquanto permanecia imóvel no mesmo lugar.
“Ei,” chamou Primo. “O que diabos há de errado com aquela mulher? Ela é maluca?”
Lobo não respondeu.
“Tsc. Você teve notícias daqueles caras?” ele perguntou apesar da falta de resposta de Lobo. “Eu estava tentando falar com Moose, mas não consigo. Você pode entrar em contato com eles e ver se o Paraíso está bem?”
“De onde você acha que Lobo veio?” Débora entrou na conversa, ganhando um olhar de Primo. “O homem estava na delegacia todo esse tempo e o pessoal de Hera mal conseguiu tirá-lo de lá.”
“E daí?” Primo inclinou a cabeça para o lado. “Isso não significa que ele não deveria saber. Ele faz parte de todo esse fiasco.”
“Você também,” Caçador interveio, dando a Primo um olhar significativo. “Você fazia parte desse fiasco.”
“E agora, Dominic está morto.” Um brilho surgiu nos olhos de Primo. “Eu saí porque tinha certeza de que aqueles caras garantiriam a segurança dele. Eu estava tão certo de que eles protegeriam eles e o Paraíso. Mas olha o que aconteceu.”
Sua expressão ficou ainda mais amarga ao lembrar das notícias sobre Dominic. Ele fechou as mãos em punhos apertados até tremerem, dividido sobre o que deveria sentir no momento. Não era a situação de Dominic que o perturbava, mas o fato de que a segurança do Paraíso poderia estar comprometida. Sem Dominic, o Paraíso estaria vulnerável.
“Essa mulher…” Primo resmungou, rangendo os dentes para se conter de fazer uma grande cena. “O Paraíso arriscou a própria vida tentando salvar ela, e todo esse tempo, ela estava bem.”
Parecia que os esforços do Paraíso, e de todos, foram em vão. Se Hera era capaz de fazer o que fez, só os fazia parecer uma piada. Era um insulto à parte do Paraíso.
“Enquanto ela tem toda a energia para massacrar todo mundo, o Paraíso está em coma,” ele sibilou, ficando mais frustrado com o pensamento que ainda não conseguia analisar. “E agora, Dominic está morto.”
“Ele não está morto,” Débora corrigiu. “Ainda não. Você viu as mesmas notícias que eu? Ele está ferido, não morto.”
“Ele ficará,” Primo garantiu, travando o olhar com o dela. “Se eu fosse o inimigo, mesmo que eu falhasse em matá-lo, mandaria alguém para terminar o trabalho.”
Ele se levantou lentamente. “Hera está bem — até demais, é insultante.”
Depois de dizer o que queria, ele se virou nos calcanhares para sair.
“Para onde você está indo?” Débora franziu a testa. “Você não pode simplesmente passear por aí.”
“Estou indo embora.” Primo olhou para trás para eles. “Talvez vocês dois tenham mais negócios aqui porque é a Hera que vocês querem ajudar, mas não eu. Eu entrei nessa missão com vocês dois por causa do Paraíso. Agora que todos sabemos que Hera está bem e Dominic estragou tudo, eu tenho que ir.”
“E aí?” Débora levantou do assento. “O que você vai fazer?”
“Protegê-la,” ele respondeu sem hesitar um segundo. “O Paraíso pode ser maluca, mas eu devo muito a ela. Se aqueles caras falharam em proteger Dominic, eu não posso confiar neles para mantê-la segura. Considerando que ela está em um estado vulnerável, eu não sei o que diabos está se passando na mente doentia de Dimitri. Mas do que tenho certeza é que ele não vai deixá-la em paz.”
Primo respirou fundo, olhando Débora e Caçador. “Não me impeçam. Digam isso para Hera. Embora eu duvide que ela sequer precise da minha ajuda.”
“Deixe ele ir.” Desta vez, Lobo respondeu. Ele ainda tinha os olhos no segundo andar, onde Hera foi depois de quebrar a televisão. “Ele está certo.”
“Não estou dizendo que ele está errado.” Débora clicou a língua. “Tudo que estou dizendo é que já aconteceu. Não sei como ou por que Hera se importaria com Dominic Zhu. Até onde eu sei, eles não se conhecem. No entanto, sair daqui é perigoso demais.”
Ela lentamente voltou o olhar para Primo. “Tenho certeza de que estão nos observando, Alexandre. E com certeza, viram você com ela. Neste ponto, acredito que você já tenha ideia da posição de Hera. O massacre? Entrar no território da Interpol e sair ileso? Nem mesmo o Paraíso consegue fazer isso.”
“Não há motivo para a Interpol colocar um alvo na cabeça do Paraíso,” Primo argumentou com um escárnio. “Diga o que quiser, mas eu vou fazer o que diabos eu quiser. Nem mesmo Moose poderia me impedir. Que mais, você?”
“Você só vai colocar eles em mais perigo,” Caçador entrou na discussão. “Neste momento, a única pessoa que quer Dominic é Dimitri. Dragão já está incapacitado. Mas chegar aqui com uma marca nas costas só trará mais perigo para o Paraíso e sua família. É como um convite para mais desgraçados como Dimitri os visarem, pensando que Hera é associada a eles.”
Primo cerrou os dentes e fechou as mãos em um punho apertado.
“Proteger ela não significa que eu tenha que ficar ao lado dela,” ele expirou. “Vou ficar à distância.”
Dito isso, Primo se virou nos calcanhares para sair. Ele não queria deixar que o convencessem do contrário. Mesmo que fizessem sentido, o desejo de proteger o Paraíso superava tudo. Ele devia muito a ela e, pela primeira vez, queria proteger alguém a quem tinha dado sua palavra.
Primo já falhou em proteger seus irmãos. Ele foi impotente quando a doença ceifou a vida do seu salvador. Ele pode até ter aceitado que tirar a vida de outras pessoas era o que ele deveria fazer e não proteger. Mas, por uma última vez, ele queria tentar; fazer o seu melhor para poder dizer a si mesmo que não se arrependia de nada.
Primo marchou para fora do hall sem olhar para trás. Seus olhos ardiam de determinação, pronto para deixar esse inferno por uma missão mais produtiva em vez de ser arrastado por Hera. Mas, assim que Primo saiu pela entrada principal, ele parou.
“Que diabos?” ele murmurou, percebendo um helicóptero descendo lentamente sobre o gramado e uma pessoa saltando de lá antes mesmo de tocar o chão. “Ah, droga. O que diabos o Tigre está fazendo aqui?”