Eu transmigrei e ganhei um marido e um filho! - Capítulo 1002
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Capítulo 1002: Quanto mais você vai chatear a sua querida mãe?
Hera não acordou antes da Céu, nem estava fingindo que estava dormindo. Quando Dragão saiu, foi só aí que ela recuperou a consciência. No entanto, mesmo antes de abrir os olhos, memórias que não eram dela inundaram sua mente.
Ela queria negá-las.
A experiência foi a mesma da vez que ela acordou pela primeira vez no Corpo da Céu. Antes de confirmar, ela já imaginava o que estava acontecendo. Ver Débora e ouvir todas as palavras, essa mulher falando ‘aquela’ Hera simplesmente confirmou seu palpite.
Hera estava de volta em seu corpo original.
“Que jeito de acordar, de fato,” Hera sussurrou, dividida entre rir ou chorar. “Não sei o que sentir.”
“Hera,” Débora chamou, sentando na beirada da cama. Ela segurou a mão de Hera, oferecendo um sorriso forçado. “Não é hora pra isso. Temos que ir.”
“Pra onde?”
“Você vai saber depois. Sei que você não confia em mim, mas por favor.” O desespero brilhava nos olhos de Débora, quase implorando. “Não temos muito tempo.”
Hera observou o par de olhos sinceros de Débora, entendendo por que a verdadeira Céu não conseguia odiar essa mulher. Parcialmente, a verdadeira Céu havia visto horizontes diferentes estando no corpo de Hera. Outra parte era que Débora não era difícil de gostar.
Havia muitas pessoas no subterrâneo, como Débora.
Elas poderiam ser criminosos e inimigas da lei, mas ao mesmo tempo, também eram vítimas dos que estão no poder. Era uma situação complicada; muito mais complicada que a história de fundo de Hera. Embora não justificável, era compreensível.
“Deb,” Hera apertou a mão de Débora suavemente. “Você deveria ter me matado quando teve a chance.”
“Hera, eu —”
“Não.” Hera balançou a cabeça. “Não diga que se arrepende. Se há algo que você deve se arrepender, é de não ter terminado o trabalho. Eu ficaria mais feliz se tivesse morrido naquela hora. Porque agora, só estou em dor e essa palavra nem sequer é suficiente para justificar.”
Débora apertou os lábios, mantendo os olhos presos nos de Hera, que estavam rodopiando com emoções inexplicáveis. No entanto, antes que ela pudesse sequer pensar em mais nada, ela ouviu passos. Débora ficou alerta em pânico, olhando para a porta com os olhos arregalados.
“É ele,” Hera disse antes mesmo de Débora poder se questionar. “Depois de tudo que aconteceu, você acha que Dragão é tão estúpido a ponto de baixar a guarda?”
“Temos que ir!” Débora sussurrou e gritou, agarrando a mão de Hera. “Vou te levantar, está bem?”
Débora imediatamente puxou a mão de Hera para levantá-la, mas Hera de repente puxou para trás para arrancar sua mão. Surpresa, Débora franzir a testa para Hera.
“Hera, por que você…”
“Não adianta, Débora.”
“Não me diga…” O coração de Débora martelou contra seu peito, incapaz de ignorar os passos que se aproximavam. “… você está desistindo?”
“Não.”
“Então por que você não me escuta?” Débora olhou para a porta mais uma vez, sentindo todo o seu corpo tremer como uma reação natural. Ela foi torturada quase à beira da morte e não pôde deixar de se lembrar de cada dor que lhe infligiram quando a pegaram da primeira vez.
Eles não seriam lenientes se a pegassem novamente.
“Vamos!” Sem pensar, Débora agarrou a mão de Hera mais uma vez. “Por favor! Não desista de si mesma.”
Para surpresa de Débora, Hera simplesmente sorriu. Foi um sorriso curto, mas de alguma forma, parecia em paz e confiante.
“Eu nunca desisti de mim mesma, Deb,” Hera assegurou suavemente. “Não sou o tipo de pessoa que desiste. Sabe por quê? Porque eu sou Hera, a porra da Cruel.”
Débora franzir a testa, quase apertando os olhos diante da expressão estampada em Hera. Era diferente. Muito diferente do que ela tinha se acostumado. Era estranho dizer, mas agora, essa Hera parecia diferente. Era o mesmo rosto, porém a estranheza era palpável.
Como se fosse uma pessoa totalmente diferente.
Será que Hera lembrava de tudo agora? Mas… ela não sabia de tudo desde o início? Anteriormente, Débora se lembrava claramente de Hera alegando saber de tudo e não perder suas memórias. No entanto, mesmo que ela parecesse uma lutadora naquela época, não era tão intimidadora quanto agora.
“Hera…” Débora sussurrou, olhos fixos em Hera, parando em seus planos de fuga antes que as pessoas do Dragão chegassem.
“Está tudo bem, Débora.” Hera assentiu, adivinhando a confusão na qual Débora estava. “Está tudo bem porque agora eu estou aqui.”
Subitamente, um estrondo alto ressoou no quarto quando alguém chutou a porta aberta. Homens armados levantaram suas armas assim que pegaram uma pessoa de pé ao lado da cama. Eles entraram com cautela, gritando com Débora como se fosse uma batida policial.
“Você pode confiar em mim?” Hera continuou, ignorando os invasores que enchiam o quarto. “Débora?”
Os lábios de Débora tremiam, olhos em Hera. “Me desculpe.” Assim que disse isso, Débora levantou sua pistola e a apontou para Hera.
“Atire em mim e ela está morta,” os olhos de Débora brilharam, observando Dragão entrar no quarto depois dos incontáveis homens invadindo. “Dragão.”
“Débora.” Dragão sorriu e riu. “Você certamente tem uma vida de sorte. Primeiro, você conseguiu viver mesmo depois de eu ter mandado aqueles caras te matarem. E ainda, em vez de fugir, você voltou. Eu te peguei de novo, e de alguma forma, você escapou da casa de tortura.”
Sua risada ficou mais alta, divertido. “E aqui está você, de volta a este mesmo inferno. Não sei se você é estúpida ou admirável.”
“Estou levando ela comigo,” Débora sibilou, engatilhando sua pistola, só para ouvir todo mundo posicionando suas armas, prontos para atirar. “Não importa se eu a levo para o inferno ou para longe daqui.”
Dragão balançou a cabeça, olhando para Hera. Mesmo que ele pudesse ver apenas seu perfil lateral, ele podia ver seus olhos abertos enquanto ela olhava para Débora. A pessoa a segurando sob a mira de uma arma.
“Claro.” Dragão assentiu. “Atire nela, Deb.”
“Você acha que eu não vou?”
“Não. Eu acho que você vai.” Dragão sorriu. “Mas não me importo mais. Eu não preciso dela completamente viva.”
Suas palavras fizeram com que as pessoas na sala lançussem olhares rápidos, mas não fizeram nada fora do comum. Não havia maneira de Dragão querer Hera morta. Provavelmente, ele estava provocando Débora.
“Você acha que eu acredito em você?” Débora riu, rangendo os dentes. “Vamos ver quão longe essa fachada aguenta, Dragão.”
“Ele falou sério.” Antes que Débora pudesse fazer qualquer coisa e se encontrar morta, a voz de Hera acariciou os ouvidos de todos. “Ele não precisava mais de mim viva.”
Hera lentamente se impulsionou para sentar, dobrando o joelho para descansar o braço sobre ele. Ela virou lentamente a cabeça na direção de Dragão, sorrindo ironicamente.
“Abaixe isso, Débora. Manter uma pessoa como refém nunca foi o meu estilo. É patético. Não se rebaixe tanto quanto eles,” ela observou, com os olhos baixando perigosamente. “Oh, meus pequenos filhotes de diabos. Quanto mais vocês vão chatear a vossa querida mãe?”