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Escravo das Sombras - Capítulo 226

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226: O Tolo 226: O Tolo Na noite do primeiro dos dois dias que eles tinham à disposição, Sunny escalou todo o caminho até o ponto mais alto da estátua e lá se sentou sozinho, a observar o pôr do sol.

Ele sentiu como se tivesse que encontrar um senso de equilíbrio que havia sido perdido em algum momento do caminho. Não porque ele sentisse falta dele, mas porque ia precisar desse equilíbrio para permanecer firme e estável quando o momento da verdade chegasse.

Se ele estivesse certo sobre o futuro, então o provável é que este era o último dia de paz que passaria até que tudo isso acabasse. Não apenas a expedição…

Mas tudo isso.

Olhando para trás, o seu comportamento nesses últimos meses foi extremamente errático. Onde estavam a racionalidade fria e a impiedade que o salvaram tantas vezes no passado? A cautela e a astúcia ardilosa que lhe permitiram sobreviver ao Primeiro Pesadelo? Ele não vinha agindo como ele mesmo há algum tempo.

Sim, seu estado mental sofreu muito por causa de tudo que aconteceu. Mas seria essa a única razão?

Parando para pensar…

O primeiro golpe desferido a ele foi a amarga revelação de que não havia Portal no Castelo Brilhante. Depois de tudo o que Sunny suportou para chegar à Cidade Escura, a intensidade esmagadora de sua jornada pelo Labirinto, a armadilha diabólica do Devorador de Almas e a fuga dele, a fria e angustiante noite atravessando o mar escuro… tudo isso foi em vão.

Não apenas eles não receberam retorno por seus esforços, mas suas esperanças foram implacavelmente destruídas e obliteradas.

Isso sozinho foi o suficiente para enlouquecer uma pessoa.

Depois veio o sentimento de alienação que sentiu enquanto vivia com Nephis, Cassie e todos os recém-chegados no assentamento externo. Em vez de encontrar apoio e consolo na companhia de seus amigos, Sunny caiu no seu velho hábito. Inconscientemente, ele se transformou em um pária para evitar que alguém fizesse isso com ele.

Esse foi o mais notável, mas não o único exemplo de sua regressão ao seu antigo eu. Depois de lutar tanto para mudar e crescer, Sunny acabou abandonando a maior parte das lições que aprendeu depois que foi infectado pela Magia do Pesadelo.

Era quase como um viciado em recaída após alguns dias de sobriedade e desistindo completamente por causa desse pequeno erro.

Mas quem poderia culpá-lo?

Sunny já estava tremendo pela pressão da situação. Um pequeno empurrão e ele cairia sob seu peso.

No final, não foram um, mas três golpes que o destruíram por completo. Talvez o mundo quisesse ter certeza de que ele estava realmente quebrado!

O primeiro foi a terrível epifania do que a visão de Cassie realmente significava. Quase instantaneamente depois disso, enquanto Sunny ainda estava atordoado, veio o erro fatal na conversa com Harper e o brutal assassinato que se seguiu. E como se isso não bastasse, a pessoa em quem ele mais confiava para manter a sua sanidade neste lugar amaldiçoado, Nephis, tornou impossível para ele confiar nela novamente.

Qualquer um teria desmoronado sob esse peso. E mesmo assim, Sunny conseguiu manter o equilíbrio, mesmo que apenas por um triz.

A gota d’água que finalmente o quebrou foi o excruciante e interminável mar de tortura e dor que sofreu após ser mortalmente ferido pelo Cavaleiro Negro.

Depois disso, Sunny abandonou toda a pretensão de ter controle.

E agora, aqui estava ele. Fingindo ser um tolo, agindo como um tolo e brincando com Kai e Effie. Não era divertido? Não era fácil?

Sim, seu estado mental não estava ótimo.

Mas também era muito conveniente culpar tudo sobre essa condição. A verdade…

A verdade era que Sunny não tentou se controlar de maneira alguma. Na verdade, ele acolheu essa loucura. Ser um pouco louco era reconfortante, simples e seguro.

Isso o protegeu de ter que encarar a verdade dilacerante e lembrar dela. Sunny precisava do escudo da loucura para salvar-se do desespero sem fim que ameaçava destruí-lo completamente.

E daí se ele estava propenso a agir imprudentemente nesse estado? E daí se ele cometia alguns erros aqui e ali e assumia riscos desnecessários? Qualquer coisa seria melhor do que ter que enfrentar esse desespero.

Assim como Nephis havia dito, era preciso ficar um pouco insano para sobreviver em um mundo que enlouqueceu.

…Mas ainda assim, Sunny sabia que o que estava fazendo era apenas esconder a cabeça na areia.

E agora que o fim estava se aproximando, ele tinha que parar de se esconder da verdade. Ele tinha que admitir e enfrentar isso.

Este era o único caminho para ele sobreviver.

…Enquanto o sol desaparecia no horizonte e a escuridão absoluta afogava a Costa Esquecida, ele suspirou profundamente e sussurrou:
“Está bem. Está bem. É hora de acordar.”

***
No dia seguinte, seis humanos estavam de pé à beira do vasto cânion enquanto o crepúsculo do anoitecer afogava o mundo em sombras. Bem abaixo deles, as águas negras do mar amaldiçoado se enfureciam, subindo das profundezas em uma onda aterrorizante e obliteradora.

Em alguns minutos, toda a luz iria desaparecer por completo. E então, a enchente de escuridão varreria o mundo, destruindo qualquer um que ficasse em seu caminho.

…Mas os humanos não se apressavam para fugir. Em vez disso, eles apenas ficavam ali e esperavam.

Olhando para baixo, para o cânion, Sunny cerrava os dentes e tremia. Então, olhou para Nephis e lambeu os lábios ressecados.

“Você tem certeza disso?”

A Estrela Mutável não o olhou e simplesmente acenou com a cabeça. Apesar de as águas negras estarem se aproximando rapidamente, seu rosto estava calmo e composto.

Um momento depois, os últimos resquícios de luz solar desapareceram, deixando-os na escuridão total. O silêncio que os cercava era quebrado apenas pelo som das ondas batendo nas paredes do cânion.

Aproximando-se cada vez mais.

“Preparem-se.”

Sunny suspirou.

‘Aqui vamos nós.’
De repente, um estouro cegante de luz branca atravessou a escuridão. Segurando a espada incandescente em sua mão, Nephis fechou seus olhos brilhantes por um segundo…

E então levantou a espada bem alto acima de sua cabeça, como se chamasse os monstros das profundezas para virem pegá-la.

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