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Escravo das Sombras - Capítulo 181

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  3. Capítulo 181 - 181 Regras da Hospitalidade 181 Regras da Hospitalidade Effie
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181: Regras da Hospitalidade 181: Regras da Hospitalidade Effie olhou para a catedral por algum tempo, depois olhou para Sunny com dúvida.

“Eu sei, com toda a certeza, que nada sai vivo desse templo. Você tem certeza que é aqui que você mora?”

Com um sorriso despreocupado, Sunny deu de ombros. O fato de Effie saber sobre o perigo escondido dentro da igreja em ruínas não o surpreendeu. Mesmo que estivesse situada fora das áreas de caça habituais dela, ela tinha um conhecimento extenso da Cidade Escura, parte vindo de sua própria exploração, parte de compartilhar informações com outros caçadores.

Morto de cansaço e querendo voltar ao silêncio pacífico de sua casa, ele não perdeu tempo e contou a ela sobre o Cavaleiro Negro que protegia a catedral.

A caçadora indisciplinada coçou a nuca.

“Então… tem um Demônio Caído lá dentro? É o colega de quarto que você tava falando?”

Sunny confirmou com a cabeça.

“O bastardo patrulha incansavelmente o térreo e mata qualquer coisa que passe pelas portas. No entanto, se entrarmos pelo teto e ficarmos escondidos, podemos chegar ao meu quarto sem problemas. Mais do que isso, nada vai nos incomodar quando estivermos lá, porque o bastardo nunca vai por aquele caminho e destrói tudo que tenta.”

Effie ficou em silêncio por um tempo, então sorriu.

“Então, basicamente, você tem um diabo como mordomo. Bem inteligente …”
Sunny riu.

‘Foi um elogio?’
“…para um bobão feito você.”

‘Ah, aí está.’
Quando eles subiram no telhado, houve um pequeno problema. Sunny não considerou que o buraco nas telhas que ele usava para entrar na catedral, embora largo o suficiente para seu corpo pequeno, seria muito apertado para a caçadora alta e forte passar. Olhando para a estreita abertura entre as placas maciças de mármore escuro, Effie lançou-lhe um olhar sombrio.

Mas, antes que Sunny pudesse pensar em um plano alternativo, ela simplesmente se abaixou, pegou uma das placas, incrivelmente pesadas, e a colocou de lado. As palavras morreram em seus lábios.

‘F—forte. Muito forte. Eu me pergunto quem é mais forte, ela ou o Santo de Pedra.’
Honestamente, ele não tinha certeza.

Antes de prosseguir, Sunny instruiu Effie sobre como eles iriam levá-la para dentro da câmara escondida e observou enquanto a caçadora relutantemente se desfazia da armadura de bronze. Apenas uma curta túnica branca cobrindo sua pele oliva e figura abundante, ela estava muito… ahn… atraente. Por um momento, seu desconforto em ter alguém invadindo a tranquilidade isolada do seu esconderijo se dissipou.

…Mas só por um momento.

“Não pense besteira. Sua armadura é um risco demais. Não podemos fazer barulho, só isso.”

Effie sorriu.

“Ideias estranhas? Por que você está falando em ter ideias estranhas de repente, huh Sunny?”

Ele cerrou os dentes, virou-se para esconder seu rosto corado e se esgueirou para dentro do buraco entre as telhas.

‘Maldita mulher!’
Uma vez que pousaram sobre a viga de suporte da catedral, Sunny guiou as mãos de Effie para repousar em seus ombros. Embora o sol estivesse alto no céu, não havia luz do sol ao redor deles. Apenas o chão do templo antigo abaixo deles estava banhado nele.

Mas mesmo assim, grandes áreas do grande salão estavam cobertas por sombras profundas.

Só que não era realmente uma sombra. Era escuridão. Não uma nascida da ausência de luz, mas a verdadeira escuridão, que mesmo sua visão não conseguia penetrar. Sunny não sabia se foi invocada ali pelo Cavaleiro Negro ou se simplesmente lhe obedeceu, mas foi assim que o bastardo conseguiu se aproximar dele sem ser notado quando se encontraram pela primeira vez.

De qualquer forma, ele teve que guiar Effie pelos feixes da catedral. Um passo em falso, e eles cairiam até a morte.

‘Que incômodo.’
Sentindo-se meio envergonhado por causa de como seus corpos estavam próximos um do outro, Sunny suspirou silenciosamente e deu um passo à frente. Era difícil se concentrar…
‘Ideias estranhas… quem está tendo ideias estranhas? Não sou eu!’
Alguns minutos depois, eles chegaram à varanda escondida atrás da estátua da deusa desconhecida. Apesar de nada fora do comum ter acontecido, Sunny estava bastante tenso.

Algo lhe dizia que esta seria uma semana muito longa.

Depois de entrarem em sua câmara oculta, Sunny informou a Effie que estava livre para criar luz e falar. Sem perder tempo, a caçadora indisciplinada invocou uma Memória radiante e olhou ao redor com curiosidade.

O quarto bonito e espaçoso, que outrora pertencia à sacerdotiza deste templo antigo, foi repentinamente inundado por uma luz suave. As gravuras intrincadas nas paredes criavam uma atmosfera de santidade e elegância. Aqui e ali, havia várias peças de mobiliário, na maioria feitas de madeira opulenta e clara, com algumas peças que não combinavam que Sunny conseguira encontrar nas ruínas.

Effie assobiou.

“Tenho que te dar o crédito, Sunny. Você realmente sabe viver em grande estilo. Quem diria, ein?”

Ele sorriu.

“Com inveja?”

Ela suspirou.

“O importante é que mesmo que Gunlaug nos rastreie até aqui, nenhum dos capangas dele será capaz de entrar. Então estamos realmente seguros.”

Meio decepcionado, Sunny deu de ombros.

“Bem, sinta-se em casa. Depois eu te mostro a saída dos fundos e outras coisas.”

Dito isso, ele lançou um olhar furtivo ao redor e tentou esconder rapidamente algumas coisas à vista para deixar sua casa mais apresentável. Se soubesse que haveria um convidado aqui, teria arrumado um pouco a bagunça com antecedência.

Não que Effie tenha prestado muita atenção. Ela andava com curiosidade, estudando as gravuras nas paredes e os móveis antigos.

…Mas então, de repente, Sunny ouviu uma risada alta vindo de trás.

Ao se virar, ele viu Effie parada em frente ao guarda-roupa escondido atrás de um painel de pedra. O guarda-roupa estava atualmente aberto, mostrando as roupas deixadas para trás pela sacerdotiza.

A caçadora olhou para ele com um sorriso estranho.

‘Por que… por que ela está me encarando?’
“O que foi?”

Effie sacudiu a cabeça.

“Não, nada. É só que… você sabe, Sunny, quando te vi pela primeira vez, pensei — olha só esse garoto pequeno! É como um brinquedo! Dá vontade de vesti-lo como uma boneca e brincar com ele…”
Sunny piscou algumas vezes e franziu a testa, irritado.

“Quem você tá chamando de pequeno? Eu não sou pequeno… de jeito nenhum, sua vara de feijão!”

Não dando atenção a ele, a caçadora olhou para o guarda-roupa e riu novamente.

Então, reprimindo o riso, ela disse:
“Quem diria que você gosta de… brincar de outro tipo de se vestir, ein?”

Demorou alguns segundos para Sunny perceber o que ela estava insinuando. Quando percebeu, ficou vermelho de indignação.

A audácia! A ousadia! Como ela pôde?!

“Do que você está falando?! Essas roupas não são minhas! A sacerdotiza que morava aqui antes deixou-as!”

Effie assentiu algumas vezes.

“Certo, certo. Você só acontece de ter um guarda-roupa cheio de vestidos bonitos. Por acaso…”
“É a verdade! Eu nunca minto!”

Ela o encarou com um largo sorriso.

“Mas é claro! Deve ser a verdade. Eu acredito totalmente em você. Definitivamente.”

Sunny a encarou com a boca aberta, sem saber o que dizer.

Enquanto isso, Effie olhou em volta e piscou, inocentemente, os cílios.

“Mas, Sunny… temos outro problema.”

Cerrando os dentes de irritação, ele respondeu:
“Qual é?!”

Ela hesitou por alguns momentos, então disse, provocando:
“Só tem uma cama. Ah, que dilema! O que devemos fazer?”

Sunny a encarou por um longo tempo e então cuspiu:
“Fique com a maldita cama! Eu durmo no chão!”

Com isso, ele se virou e tentou respirar fundo.

‘Por que eu concordei com isso?! Mulheres… malditas mulheres… elas são o verdadeiro terror!’
…De fato, seria uma semana muito longa.

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