Escolhida pelo Destino, Rejeitada pelo Alfa - Capítulo 376
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376: Trindade – Primeira Manhã Como Mãe (VOLUME 3) 376: Trindade – Primeira Manhã Como Mãe (VOLUME 3) ~~
Trindade
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O Reece me levou para a cama tarde da noite passada. Ele estava certo de que eu estava exausta, mas eu não queria tirar meus olhos de nossos filhos. Eu só queria estar ali para eles e segurá-los. Eles eram tão pequenos e tão preciosos que eu sabia que eles precisavam de mim.
Mas eu o escutei. Fui dormir. Foi um sono interrompido porque tive que acordar para alimentá-los a cada duas horas mais ou menos. Reece estava lá para me ajudar. Ele levava os bebês até mim, e quando eu terminava de alimentar um deles, ele suavemente segurava o bebê contra seu peito e batia neles até que eles arrotassem e caíssem no sono.
As enfermeiras também estavam ali para nos ajudar, mas elas passaram a maior parte do tempo nos observando em vez de fazer algo por mim. Eu vi que elas estavam sorrindo felizes enquanto faziam o pouco que podiam. Acho que elas estavam bem orgulhosas do Reece. Eu não poderia culpá-las, eu também estava orgulhosa dele.
Tinham se passado pouco mais de oito horas desde que os bebês tinham entrado neste mundo e Reece já estava se mostrando um papai maravilhoso. Eu estava tão feliz agora, mesmo ainda cansada. Eu não conseguia imaginar uma vida melhor neste momento. Eu tinha dois lindos bebês, eu tinha o marido perfeito, e eu tinha amigos e família que me amavam muito. O que mais eu poderia querer?
Por agora, quase às nove da manhã, eu estava começando a alimentar os bebês novamente. Eles ainda não comiam muito, mas eu sabia que eles precisavam comer com frequência. E como eram dois, isso significava que levaria um tempo cada vez. Estava tudo bem, sinceramente, eu estava só aliviada de não ter trigêmeos como a Acácia. E logo, eu posso até me acostumar a alimentar ambos ao mesmo tempo para reduzir o tempo.
Eu estava aproveitando minha primeira manhã como mãe. Foi muito melhor do que eu imaginei que seria. Até a dor não era tão ruim quanto eu achei que seria. Sei que provavelmente tem a ver com o fato de eu ser uma metamorfo e me curar mais rápido que um humano, mas ainda assim, já estava quase desaparecendo.
Se alguém me perguntasse o que senti na noite anterior, como era empurrar os bebês para fora do meu corpo, eu contaria sobre a dor. Mas, até isso parecia difícil de lembrar. Eu sei que tinha doído, e que eu tinha ficado aterrorizada, mas com a alegria de ter os bebês aqui comigo finalmente, é como se essas recordações já estivessem se apagando. Me pergunto se é assim para todos.
“Então, Trindade, está pronta para levantar e se movimentar? Tomar um banho ou algo assim?” Griffin entrou no quarto e essas foram suas primeiras palavras. “Quanto mais cedo você se movimentar, mais cedo podemos levar todos para casa e se adaptar à vida como uma nova família.”
“Eu não diria não para um banho.” Eu sorri para ele. “Mas, quem vai cuidar dos bebês enquanto estou lá dentro.”
“Para que você acha que serve um papai?” Reece me olhou como se eu tivesse acabado de insultá-lo, fazendo um ar falso de indignação. “Você não acha que eu consigo.” Eu o vi fazer de conta que desabava como se estivesse machucado ou algo assim. “Ah! Você me fere com suas palavras.”
“E você é muito dramático.” Eu ri dele. “Eu só não pensei que fosse apropriado deixar um filhote vigiando um bebê.” Eu ri dele, um pouco forte demais pelo que parece, pois o esforço causou uma leve pontada em mim.
“Levante e se limpe, vou cuidar dos meus bebês.” Reece me ignorou e caminhou até os dois pequenos moisés que os bebês estavam. Eles estavam sentados lado a lado dormindo profundamente. Eu gostava de vê-los, mas Reece e Griffin estavam certos ao me oferecer um banho, eu definitivamente queria um.
“Tá bom.” Eu revirei meus olhos ao balançar minha cabeça. “Irei, mas quando voltar quero comida.” Eu sorri para ele. “Eu não sei o que quero mais, café da manhã ou um banho. Então, quero os dois.”
“Essa seria minha próxima sugestão. E eu sei que o Reece tem algo contra comida de hospital, e não o culpo de verdade, mas ainda assim.” Griffin balançou a cabeça tentando segurar o riso. “Eu pedi um café da manhã para você, deve chegar na hora que você sair do banho e voltar para o seu quarto. Todos podem comer algo antes que os visitantes começarem a aparecer.”
“Sabe de uma coisa, Griffin.” Eu olhei para ele sorrindo. “Você é incrível!”
“Pois é, eu sei.” Ele riu. “Agora vamos lá, levante-se.”
Griffin começou a tirar os fios e tubos de mim. Supostamente eu não precisava mais deles. A IV, monitores cardíacos, manguito de pressão arterial, tudo saiu. Foi bom ficar livre de todo o equipamento médico. Eu tinha me acostumado com eles desde a noite passada, mas estava feliz por terem ido embora agora.
Depois de me livrar dos fios desnecessários, fui conduzida a um banheiro onde eu poderia tomar banho. O quarto era diferente do que eu estava acostumada, mas é claro que isso era verdade para praticamente qualquer lugar que eu fosse. O vaso sanitário estava no lado mais distante do quarto e o chuveiro mais perto da porta. O chuveiro era bem grande porque era um canto inteiro do quarto, mas era assim para que pessoas com deficiência física pudessem ter ajuda para tomar banho. Havia uma cortina que fechava a grande área, mas era só isso.
Pode ter sido diferente de casa, mas eu não ligava. Tinha água quente e sabão e era tudo que eu precisava no momento. Deixei a água ficar tão quente quanto pude tolerar e deixei derreter a tensão dos meus músculos enquanto lavava os vestígios remanescentes da noite passada.
As enfermeiras tinham me limpado, e eu me senti bem o suficiente para descansar ontem à noite, mas nada se comparava a estar completamente limpa e vestida com suas próprias roupas. Essa era outra vantagem que esse quarto me proporcionava. Estava vestindo minhas próprias roupas e não um vestido de hospital.
Uma vez limpa, mantive simples, não precisava de algo complexo para vestir enquanto estava aqui. Simplesmente coloquei uma camisola solta e um par de meias fofas. Quando fui arrumar isso imaginei que as pessoas ririam de mim, mas eu não ligava. Estava aqui para empurrar bebês para fora da minha pepeca; se dissessem algo, poderiam beijar a minha bunda. Eu ia estar confortável agora.
Quando voltei para o meu quarto, limpa, seca e vestida, eu podia sentir o cheiro da comida que tinha sido pedida. Griffin aparentemente se empenhou muito ao pedir comida para nós. Agradeci silenciosamente a ele já que ele não estava lá agora e prometi convida-lo e a Lana para um jantar agradável na casa em breve.
Eu gostava de sentar lá com o Reece e nossos bebês enquanto comíamos nossa comida. Era uma coisa tão normal a fazer que me fazia sentir que éramos realmente uma família agora. Era como se eu não estivesse apenas sentada com meu companheiro ou meu marido. De alguma forma ele era mais do que isso agora. Reece era diferente agora e eu também era.
Não me importava que fôssemos diferentes. Aceitei de braços abertos. Isso era o que eu queria. Este era o próximo passo lógico a ser tomado, mesmo que fosse considerado um pouco cedo para seguirmos para essa etapa.
Depois de tomar nosso café da manhã, pareceu que era hora de alimentar nossos bebês novamente. Reece sentou na cama comigo enquanto eu alimentava a Reagan e depois a Rika. Nós conversamos sobre coisas que achávamos importantes naquele momento. Nós sorrimos e rimos, aproveitando nossa primeira manhã com nossos pequeninos.
Logo, porém, os bebês voltaram a dormir e em breve seria visita de nossos familiares e amigos. Algumas pessoas, como nossos familiares diretos, viram os bebês ontem à noite, mas não puderam me ver depois que eles nasceram. Agora, todos estavam planejando vir me ver durante o dia. Eu sabia que ia ser um dia agitado, mas também seria cheio de amor.