Escolhida pelo Destino, Rejeitada pelo Alfa - Capítulo 104
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104: Reece – Todos Descobrem Sobre a Marca do Companheiro 104: Reece – Todos Descobrem Sobre a Marca do Companheiro ~~
Reece
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Encontrei-me novamente do lado de fora da fazenda. Não precisava me aproximar, nem precisava revirar a casa. Porém, notei muito mais pegadas e marcas de arrastões do que da última vez, algo definitivamente digno de nota.
Disparei até as portas do porão e as arremessei abertas. Desci as escadas o mais rápido que pude, não me importando se caísse, sonho ou não. Precisava ver a minha companheira, a minha Pequena Coelhinha.
Mais uma vez, quando cheguei ao fundo das escadas, apenas a vi e mais ninguém. Desta vez ela estava amarrada na cadeira, as mãos e os pés sem poder se mexer. Sua cabeça estava amarrada para trás de modo que ela só pudesse olhar para o teto. Estava vendada e seu nariz havia sido tapado com fita adesiva. Seu rosto estava rubro, mas sua tez parecia mais pálida do que o normal por baixo das bochechas coradas. Era uma cor cinza-ardósia e não o usual branco leitoso.
Observei como um pedaço de pano parecia surgir magicamente em sua boca enquanto alguém ria perto dela. Deduzi que alguém o havia enfiado na boca dela, mas como não consegui vê-los não vi o ato deles enfiando-o em sua boca. Então apareceu um pedaço de fita adesiva sobre a boca dela, prendendo o pano no lugar. Ela não conseguia se mover de forma alguma, nem os braços, pernas, cabeça, nada, então não conseguia resistir. No lugar disso, assisti seu rosto ficando cada vez mais vermelho.
Corri para o lado dela, tentando alcançá-la novamente, embora soubesse que não podia tocá-la nesse estado.
“Maldição, ajude-a, Deusa, ajude-a.” Eu gritei. Vi quando ela ofegou, como se tivesse chegado ao seu limite e estivesse tentando respirar a qualquer custo. Seu rosto estava ficando azul. “Pequena Coelhinha!” Eu gritei.” Todo o corpo dela parecia sacudir levemente quando eu disse o nome dela, e ela parou de tentar respirar por um momento. Eu temi o pior.
A fita adesiva desapareceu de sua boca e o pedaço de pano foi tirado, ela deu um ofego trêmulo. O som de sua respiração ofegante fez com que meu lobo rosnasse. Estavam machucando a nossa companheira, quem quer que fossem, já haviam assinado a própria sentença de morte.
“Você estava se acostumando com isso, o que aconteceu?” Uma voz feminina riu.
“Você simplesmente não pode confiar em um vira-lata para fazer nada.” Um homem respondeu.
“Vamos fazer mais uma vez.” A voz da mulher parecia estar cheia de alegria.
“Vocês não ousem.” Eu rosnava.
“Vão para o inferno.” A Minha Pequena Coelhinha esbravejou para eles.
“É assim que se faz.” Eu a incentivei.
“Você ainda não aprendeu nenhuma maneira, depois de todo esse tempo. Patético.” Um voz de um homem diferente falou desta vez. Ouvi o som da carne atingindo carne. Alguém a havia acertado, forte. Havia sangue fresco no canto esquerdo da boca dela.
“Quer tentar novamente?” A mulher perguntou.
“Vá se foder.” A Pequena Coelhinha disse através dos dentes cerrados.
“Você vai se arrepender disso.” O segundo homem gritou.
“Grantham.” Houve um aviso perto da porta. Qualquer golpe que eles tivessem pretendido alterou a direção e, em vez disso, acertou o lado da cabeça da minha Pequena Coelhinha. Vi a força tremenda com a qual eles a atingiram pelo fato de que isso havia desfeito as amarras que prendiam a sua cabeça.
“Vocês todos falharam em seus deveres. É meia-noite. E parece que ela está perdendo a consciência. Quando ela acordar desta vez, será a minha vez.” Eu poderia ouvir um sorriso na voz do novo homem. Quem quer que fosse, ele era o homem que ia torturá-la a seguir. A voz dele soava vagamente familiar, mas eu não conseguia me lembrar de onde.
“Trindade, eu vou te encontrar. Eu estou atrás de você. Eu estou procurando por você. Eu não te abandonei. Por favor, aguente um pouco mais e espere por mim. Estou indo atrás de você, prometo.” Eu não sabia se ela me ouviu. Apenas continuei repetindo para ela vez após vez que eu estava atrás dela até sentir a puxada atrás do meu umbigo novamente.
Fui puxado para cima através da pedra, das tábuas do chão, das paredes, então eu estava voando mais alto acima da casa. Vi um rio perto da cidade que estava próxima desta casa. Isso me ajudaria a limitar a busca. Eu a encontraria. Eu tinha que fazer isso. Continuei repetindo essas palavras várias vezes enquanto voava cada vez mais alto.
Acordei com um sobressalto. O ódio queimando dentro de mim e meu lobo rosnando nos meus ouvidos. Eu podia sentir os meus dentes furando os meus lábios e o meu coração acelerado. Em minha raiva, eu havia permitido que meu lobo começasse a assumir o controle. Respirei fundo várias vezes para me acalmar, e meu lobo, de volta. Depois de alguns minutos, meus dentes finalmente voltaram para a minha boca, e meu coração estava batendo normalmente.
“Nós vamos encontrá-la.” Tentei acalmar meu lobo, mas isso só o fez choramingar. “Eu sei, companheiro, eu também sinto falta dela.” Ele chorou por ela novamente em minhas palavras, senti ele se deitando em um canto da minha mente, acariciando minha orelha para me encorajar a seguir em frente.
Fui o primeiro a descer. Mais uma vez, senti como se não tivesse dormido, embora aparentemente tivesse passado oito horas na cama. Fiquei na janela da sala de visitas olhando para as rochas negras em volta da casa esperando pelos outros. ‘Onde está?’ Pensei comigo mesmo quando senti alguém entrar na sala.
“Acordou cedo, menino Alfa.” Bryce zombou de mim quando entrou na sala. Ele claramente não gostava de mim, mas contanto que ele trabalhasse comigo para encontrar a minha companheira, era tudo que importava. Se ele não o fizesse, bem, eu tinha mais de cem guerreiros aqui comigo se eu precisasse lutar contra ele também.
“Eu não conseguia mais dormir.” Respondi rapidamente e rispidamente. Eu não conseguia trazer em mim* muito emoção.
“Então, por que essas pessoas levaram a sua companheira?” Ele estava sendo intrometido e indo direto para as perguntas difíceis.
“Eu não sei o que eles querem com ela.” Respondi honestamente. “Gostaria de saber qual é a finalidade deles em levá-la. Por que eles a queriam, e o que eles tinham planejado. Eu poderia ficar mais preocupado se soubesse, porém. Mas eu não vou desistir de encontrá-la, não vou abandoná-la. Eu a encontrarei.”
“Parece que você ama a garota com toda a força.” Ele notou.
“Amo mesmo.”
“Sempre foi assim? Amor à primeira vista e tudo mais? Com a minha esposa e eu, eu fui um mula teimosa no começo.” Ele riu. “Eu não admiti nada por um longo tempo.”
“Tenho medo de ser um pouquinho mais como você do que gostaria de admitir.” Bryce gargalhou comigo.
“Menino Alfa, eu acho que todos nós, Alfas, somos assim. Chame isso de maldição do Alfas.” Ele estava rindo de sua própria piada. “Você me ajuda a me livrar dos invasores na minha terra, e eu vou te ajudar a trazer sua garota de volta.”
“Não tenho objeções.” Eu assegurei-lhe.
“É bom ouvir isso, garoto.” Ele concordou com um sorriso. “Só mais uma coisa que eu queria te perguntar. O que é essa tatuagem no seu pescoço? Parece uma marca de companheiro.”
“É uma marca de companheiro.”
“Você fez uma tatuagem de uma marca de companheiro.” Ele inclinou a sobrancelha.
“Não é uma tatuagem, é uma marca de companheiro. A minha companheira me marcou, e eu a marquei.” Vi a expressão dele mudar de confusão para percepção e voltar para a confusão.
“Como é que isso é possível?”
“Eu não sei como foi possível, mas aconteceu quando estávamos mordendo um ao outro simultaneamente durante um momento íntimo.”
“Por que você não pôde usar essa palavração quando tentava explicar isso para mim?” Noah reclamou quando entrou na sala. Eu ri dele.
“Do que ele está falando?” Carter perguntou.
“Sim, eu também gostaria de saber.” Wesley adicionou.
“Garoto, você está me dizendo que a minha neta te marcou?” Mr. Whitton me olhou com incredulidade. Isso estava ganhando mais atenção do que eu pretendia, mas não é como se estivesse tentando esconder isso.
“Sim, nós nos marcamos mutuamente. A marca que ela me deu é diferente da crista da alcateia, mas é uma marca da mesma forma, e está cercada por um símbolo da trindade. Não é apropriado para ela?” Sorri de novo ao pensar sobre o símbolo do nome dela.
“Poderia ser por isso que você tinha uma conexão tão forte com ela quando fizeram o vínculo de companheiros?” Wesley perguntou.
“Acredito que sim. Eu também a vi em um sonho duas vezes. Como um vínculo de companheiros, mas mais em profundidade.”
“Como ela pode te marcar se ela mesma não tem um lobo?” Mr. Whitton perguntou.
“O quê?” Bryce gritou. “Estamos passando por tudo isso por uma humana?”
“Ela não é uma humana. E ela tem um lobo, que está apenas preso dentro dela.” Eu encarei o avô dela.
“Menino alfa, você precisa explicar.” Bryce exigiu.
Respirei fundo e dei a eles uma explicação resumida do que estava acontecendo. Como ela sofria mudanças parciais. Como eu via o lobo agitado em seus olhos. E como não poderíamos ter marcas mútuas se ela não fosse, de fato, uma loba.
“Então, minha neta realmente tem um lobo?” Mr. Whitton pareceu muito feliz.
“Sim, mas não é por isso que estamos aqui.” Eu olhei para ele. “Estamos aqui porque ela está em perigo, e precisamos salvá-la.”
“Eu sei disso.” Ele me respondeu. “Eu estava aqui de qualquer forma porque ela é minha neta, e eu a amo.”
“Então comece a agir como tal.”
“Chega.” A voz de Bryce cortou a sala. “Não sei que tipo de merda de família está rolando aqui, mas não estou nem aí. Vocês estão aqui para me ajudar, e eu vou ajudar vocês. Não vou brincar de terapeuta de família com todos vocês.”
“Concordo.” Eu queria acabar com as discussões familiares agora mesmo. “Vamos arrumar logo onde minha companheira está.”
Dividimos nossos guerreiros em grupos para vasculhar o terreno. Tínhamos pessoas nos diferentes escritórios da cidade e do condado à procura de casas que pudessem se encaixar na descrição. E tínhamos meia dúzia de helicópteros a caminho para nos ajudar com as buscas aéreas. Eu queria que hoje fosse o dia em que a encontraríamos. Ela havia sumido há quase quarenta horas.