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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 99

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  3. Capítulo 99 - 99 Ava A vida em Westwood (IV) 99 Ava A vida em Westwood (IV)
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99: Ava: A vida em Westwood (IV) 99: Ava: A vida em Westwood (IV) Um baque de plástico me assusta e me acorda. Abro um olho preguiçosamente e vejo o despertador da Lisa deslizar pelo chão, o braço dela ainda estendido do arremesso.

“Não aguento mais isso,” ela geme no travesseiro. “Tudo dói. Acho que até meus cílios estão doloridos.”

Eu rio, mas acaba virando um gemido enquanto me arrasto para fora da cama, meus músculos berrando em protesto. Quatro dias do treinamento infernal do Jericó, e meu corpo ainda não se adaptou. Não tenho certeza se vai se adaptar algum dia.

“Será que os seguranças matariam o Jericó se a gente pedisse com educação?” A voz da Lisa é abafada, seu rosto ainda enterrado no travesseiro.

“Para de sonhar.” Eu manco até o banheiro, cada passo uma agonia. “E se arruma. Você sabe que ele só vai piorar as coisas se a gente se atrasar.”

O gemido da Lisa me segue enquanto fecho a porta, um sorriso aflorando nos meus lábios apesar da dor. Por mais que eu odeie as manhãs cedo e a dor constante nos músculos, tem uma parte de mim que se deleita no desafio. A cada dia me esforço mais, a cada dia fico mais forte.

Selene estaria orgulhosa.

O pensamento me deixa sóbrio enquanto encaro meu reflexo no espelho. Quatro dias, e ainda nenhum sinal dela. Começo a me perguntar se ela vai voltar. Se algum dia vou me sentir completo de novo.

Jogo água no rosto, o choque frio espantando os pensamentos melancólicos. Não posso me dar ao luxo de me prender ao que perdi. Não quando tenho tanto a ganhar.

Quando saio do banheiro, a Lisa já está de pé e vestida, com o cabelo preso num rabo de cavalo bagunçado. Ela me lança um olhar de sofrimento enquanto puxa seus tênis.

“Te odeio por ser uma pessoa matinal.”

“Não sou uma pessoa matinal,” eu protesto, pegando minha garrafa de água. “Apenas finjo melhor do que você.”

Lisa solta uma bufada, mas há um lampejo de diversão em seus olhos. “Faça de conta até conseguir, né?”

“É mais ou menos isso.” Eu respiro fundo, me preparando para mais um dia de tortura. “Pronta?”

“Não.” Lisa se levanta, fazendo careta ao esticar as pernas. “Mas vamos assim mesmo.”

Uma batida ressoa pelo apartamento, e Lisa e eu gememos em uníssono. Não precisamos verificar. Claro que é o Kellan. Aqui para nos buscar, como todas as manhãs malditas.

Lisa abre a porta de um puxão, encarando Kellan com exasperação. “Não tem nada melhor pra fazer?”

A expressão de Kellan permanece impassível. “Não tem nada na minha vida mais importante que você.”

Levanto uma sobrancelha para a Lisa enquanto um rubor sobe por suas bochechas. Ora, ora. O que temos aqui? Mas antes que eu possa provocá-la, ela passa por Kellan, me deixando segui-la.

A viagem até o local do treinamento é misericordiosamente curta, mas não o suficiente para evitar o medo que cresce no meu estômago. Jericó. Mais um dia de desaprovação e desprezo dele. Eu estou realmente começando a gostar dele, mas também o odeio mais que qualquer um neste mundo.

Como previsto, ele está nos esperando, com o rosto marcado numa carranca. “Vocês estão atrasadas.”

Lisa, sempre otimista, abre um sorriso para ele. “Vamos compensar. Que tal trazermos donuts amanhã? À vontade, só pra gente dar uma pausa hoje…”

A carranca de Jericó se aprofunda. “Querem brincar? Beleza. Corram mais uma milha. As duas. Agora.”

Eu seguro um gemido, lançando um olhar de irritação para Lisa. Ela dá de ombros, sem remorso, e começa a correr num trote. Eu sigo, minhas pernas reclamando a cada passo.

Esta é a minha vida agora. Manhãs cedo, músculos doloridos e um treinador que parece nos odiar. Mas por mais que eu queira reclamar, sei que preciso disso. Preciso ser mais forte, mais rápida, melhor.

Pela Selene. Por mim mesma. Pelo que vier a seguir.

Então aperto os dentes e continuo correndo, lutando contra a dor. Um pé na frente do outro. Uma milha. Duas. Três.

Quando finalmente conseguimos cinco milhas—lentas pra caralho, Jericó aponta, como ele faz todo maldito dia—meus pernas queimam. Ácido lático (algo que aprendi nos últimos dias) devora meus músculos, uma dor profunda e pulsante que acompanha cada respiração sofrida. Estou convencida de que meus membros liquefizeram, reduzidos a uma gelatina inútil e trêmula. Ao meu lado, o peito de Lisa sobe e desce, seu rosto vermelho escarlate pelo esforço.

“Cem abdominais. Agora.” O comando de Jericó corta a névoa de exaustão, seu tom não admitindo argumentos.

Lisa geme, o som um gemido lamentável. “Você tá de brincadeira.”

Eu balanço a cabeça, fazendo careta quando o movimento envia uma onda de agonia pelo meu corpo. “Desculpa, Jericó. Minhas pernas oficialmente morreram. Vou ter que passar nos abdominais.”

O lábio de Jericó se contrai, seu rosto marcado se torcendo num desprezo. “Vocês duas estão mesmo uma gracinha hoje, hein?”

Lisa e eu trocamos um olhar, um reconhecimento silencioso de que exageramos na sorte. A paciência de Jericó, pelo visto, chegou ao limite.

“Vocês têm duas opções,” ele rosna, seus olhos se estreitando em fendas geladas. “Treinar ou lutar. Vocês têm dois segundos para decidir.”

Meu coração afunda, um peso de chumbo no meu peito. Nenhuma das opções parece atraente, não com meu corpo implorando por misericórdia. Mas a alternativa—enfrentar a cólera de Jericó—é ainda pior. Ele gosta de inventar punições.

Engulo em seco, minha boca seca quando forço as palavras a saírem. “Treinar.”

Lisa acena com a cabeça, sua expressão sombria. “Treinar,” ela repete, sua voz um sussurro rouco.

O sorriso de Jericó é afiado como a lâmina de uma navalha, duro e implacável. “Boa escolha.”

Ele faz um gesto em direção aos tatames, seu significado claro. Com um gemido, me levanto, minhas pernas tremendo sob mim. Lisa faz o mesmo, seus movimentos rígidos e doloridos.

Abaixo-me no tatame, meus músculos abdominais berrando em protesto enquanto forço meu corpo numa posição sentada. As primeiras repetições são uma agonia, cada movimento tão forçado que me deixa ofegante. Ao meu lado, Lisa não se sai melhor, seu rosto torcido numa expressão dolorida.

“Mantenham os pés no chão,” Jericó ralha, sua voz um chicote na quietude da sala de treino. “Contraia o abdômen. Não deixe a coluna arquear.”

Aperto os dentes, focada em suas palavras enquanto luto por mais uma repetição. Lentamente, dolorosamente, encontro um ritmo, meu corpo se adaptando à queimação familiar do esforço. Não é agradável, mas é suportável, um desconforto que consigo aguentar.

Lisa, no entanto, parece ter chegado ao seu limite. “Juro por tudo que é sagrado,” ela murmura, sua voz um sibilo ofegante, “vou furar o olho dele quando ele estiver dormindo.”

Um riso abafado escapa de mim, o som estrangulado e sem fôlego. “Entra na fila,” eu consigo dizer, minhas palavras interrompidas por respirações ofegantes. “Eu já pedi o outro olho dele ontem.”

O olhar de Jericó se volta para nós, seus olhos se estreitando. “Menos papo, mais ação,” ele ruge, seu tom não admitindo contestação. “Ainda faltam cinquenta abdominais.”

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