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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 338

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  3. Capítulo 338 - 338 Lucas Nós Somos Alfa 338 Lucas Nós Somos Alfa Perigo
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338: Lucas: Nós Somos Alfa 338: Lucas: Nós Somos Alfa Perigo.

Um sussurro insistente que perfura uma nuvem de sonhos e lembranças, um lugar do qual não consigo escapar.

Mas ele desvanece, e a urgência nele também.

“Você será um Alfa um dia, Lucas. Você terá que aprender a colocar seu povo em primeiro lugar.”

“Mas Pai, isso não tem nada a ver com tortas de amora.” Agarrado num galho alto acima da cabeça do meu pai, estou me recusando a descer e encarar o castigo.

Kellan já foi levado pelo pai dele, o assustador Jericó. Eu? Corri com meu rosto manchado de amora pela floresta, sabendo que o Pai — o Alfa da matilha — iria me esfolar por roubar algumas tortas.

Mãe sempre adorou assar.

“Essas tortas eram para ir para as viúvas do ataque de ontem à noite,” Pai diz, seu rosto se desvanecendo e ficando turvo da vista.

Perigo, aquela estranha voz sussurra novamente, e eu sento no galho, não mais com cinco anos de idade.

Sou mais velho agora, mas ainda um criança.

Pai discute com o Tio Jericó. Estamos em uma densa parte da floresta, onde a luz do sol mal chega. Estou escondido atrás de um arbusto, me esforçando para ouvir cada palavra.

Suas vozes estão carregadas de tensão. Meu peito aperta enquanto absorvo a face do Pai, gravando cada linha e sombra na memória. Uma dor surda se espalha por mim, uma dor que não consigo identificar.

“Ele só bebe de animais,” Jericó insiste, sua voz rústica e sincera. “Ele não tem interesse em prejudicar as pessoas.”

A mandíbula do Pai se tensiona, suas mãos se fechando em punhos. Seu corpo todo está tenso. “Ele está recém-transformado, Jericó. Você não pode acreditar que ele tem controle sobre seus instintos.”

Suas palavras ecoam na minha mente, despertando um medo primal que me foi ensinado desde o nascimento. Vampiros são perigosos. Vampiros não podem ser confiados.

Mas o Tio Jericó se mantém firme, seus ombros largos postados com determinação. “Você é prejudicado demais contra vampiros. Isso não se trata mais de história antiga.”

“Por que você colocaria a segurança da matilha acima de alguém que mal conhece?”

É raro ver o Pai tão agitado, sua habitual calma exterior se desfazendo. Narinas infladas. Punhos que tremem enquanto seus nós das mãos embranquecem. Um cheiro ácido e amargo que permeia o ar.

Essa conversa proibida me mantém preso no meu lugar. Estou contra o vento. Eles não me veem.

A expressão de Jericó se suaviza, suas próximas palavras me pegam desprevenido. “Todos os sobrenaturais deveriam proteger uns aos outros neste mundo. Estamos todos lutando a mesma batalha. Deveríamos abrir nossas mentes para novas possibilidades em vez de viver no passado.”

“Por que ele não se estabelece nas comunidades sobrenaturais já formadas? Por que viver como um fantasma entre os humanos?”

Com certeza, se este vampiro não significa mal, ele procuraria os outros de sua espécie? O Pai está certo. Eu posso sentir isso em meus ossos.

“Ele é um andarilho por natureza,” Jericó explica, seu tom quase defensivo. “Nem todos se encaixam em caixinhas perfeitas, Alfa. Você de todos deveria entender isso.”

Observo o rosto do Pai de perto. As palavras do Tio Jericó o alcançaram. Mas então o Pai balança a cabeça.

“Marque minhas palavras, Jericó,” Pai diz, sua voz baixa e ameaçadora. “Em uma situação extrema, aquele vampiro não pode ser confiável.”

A visão se desvanece ao meu redor. Mas eu me apego a ela, desesperado para ver mais, para entender. O rosto do Pai se desfoca, e eu estendo a mão, tentando agarrar essa lembrança que se sente ao mesmo tempo familiar e estrangeira.

Perigo, aquela estranha voz sussurra novamente, puxando-me de volta para uma realidade que não consigo entender completamente. A floresta se dissipa, deixando-me à deriva num mar de lembranças fraturadas e pensamentos meio formados.

Quem sou eu? Onde estou?

Lucas. Alfa.

Sim. Meu nome é Lucas. Alfa de… de quê? O nome da matilha me escapa, fugindo do meu frágil entendimento da realidade.

Um rosto piscando em minha mente — uma mulher com olhos azuis brilhantes impossivelmente claros. Eles seguram os segredos do universo. Ela sorri, e meu coração dói. Quero segurá-la, mas seu rosto desaparece como tudo aqui.

Sou Lucas Westwood. Eu sou… um Alfa? Sim, isso parece certo. Mas algo está errado. Não estou onde deveria estar. Não sou quem deveria ser.

Perigo. Ava está em perigo.

A voz ecoa através da minha mente, um farol no nevoeiro de confusão. É familiar, confortante, ainda assim cheia de uma urgência inexplicável.

Agarro-me a ela, desesperado para entender por que parece tão certa, tão parte de mim.

Não vá embora.

Não me deixe aqui sozinho.

Perigo. Ava está em perigo.

Ava. O nome acende uma proteção feroz que não consigo explicar.

Quem é ela? Por que a segurança dela importa tanto?

Ah, sim. Eu lembro agora. A mulher de olhos azuis. Linda. Ela segura o mundo em seus olhos.

Antes que eu possa refletir mais, imagens inundam minha consciência. Vampiros, seus rostos torcidos em rosnados ferais, avançando em pessoas familiares, embora eu não as conheça. Há sangue. Isso me faz estremecer, me deixa inquieto, e as imagens desaparecem.

Sangue.

Morte.

Desespero.

E poder. Poder além de qualquer coisa que já senti antes…

Então as imagens retornam, com um sussurro feroz.

Todos eles estão em perigo.

Filhotes choram em terror, seus gritos penetrando meu coração. Eles estão correndo.

Não, fugindo.

Eu me esforço para dar sentido a tudo. Essas pessoas, elas são importantes para mim. Elas são… minha alcateia? Sim, isso parece certo. Eu sou o Alfa delas. Deveria estar lá, protegendo-as, liderando-as.

Mas não estou. Estou preso aqui, neste limbo de memórias fraturadas e pensamentos meio formados.

Minha atenção se volta para um grupo de humanos aglomerados perto de um caminhão. Entre eles, uma mulher com longos cachos loiros chama minha atenção. Algo sobre ela me atrai, exigindo meu foco. Quando estudo seu rosto, o reconhecimento me atinge com força.

Ava. Minha Ava.

Minha companheira.

A realização traz consigo uma enxurrada de emoções — amor, proteção feroz e medo avassalador. Ela está em perigo. Todos eles estão em perigo, e eu não estou lá para salvá-los.

Estou aqui, neste lugar estranho de memórias que vêm e vão por vontade própria. Perdido no tempo.

Nós somos Alfa.

Luto contra o nevoeiro que me prende, desesperado para me libertar. Preciso chegar até ela, até minha alcateia. Eles precisam de mim. Ava precisa de mim.

“Me deixe sair!” Eu urro, minha voz ecoando no vazio. “Eu tenho que protegê-los!”

Mas o nevoeiro não cede. Ele gira ao meu redor, zombando de mim com vislumbres da batalha que acontece fora do meu alcance. Vejo o rosto de Ava novamente, determinação gravada em suas feições enquanto ela enfrenta um vampiro com um buraco enorme no peito. Orgulho incha no meu peito, mas é rapidamente ofuscado pelo terror.

Ela é forte, minha companheira. Mas ela também é vulnerável. Humana. O vampiro avança, e eu grito, lutando contra minhas amarras invisíveis.

Lembre-se, a voz insiste. Lembre-se da sua força. Do seu poder. Do seu dever.

Eu fecho os olhos, concentrando-me nas palavras.

Minha força. Meu poder. Meu dever.

Imagens passam pela minha mente — treinando com meu pai, aprendendo a controlar meu lobo, tomando meu lugar como Alfa. As responsabilidades, o peso de uma alcateia inteira sobre meus ombros.

Essa voz.

Eu conheço essa voz.

É o meu lobo.

Nós somos Alfa, ele rosna na minha cabeça. Devemos proteger nossa alcateia. Nossa companheira. Precisamos acordar.

A cena diante de mim muda novamente. Eu me vejo, mas não como estou agora. Esta versão de mim é diferente — mais forte. Maior. Primal e cru. Dourado, como se o próprio sol viesse abençoar meu pelo. Diferente dos outros, meus olhos brilham com uma luz sobrenatural, e meu poder pulsa em ondas palpáveis, lançando inimigos mais fracos ao chão.

Vampiros. Humanos. Lobos estranhos sem almas. Todos são inimigos, e eu não vou deixá-los ganhar essa luta.

Meu povo depende de mim.

Eles estão todos lutando, vindo como um só, demais para qualquer lobo único enfrentar. Mas eu me movo com uma velocidade e força impossíveis, rasgando-os como se fossem feitos de papel.

Isso sou eu? Isso é do que sou capaz?

Sim, a voz confirma. Nosso poder.

Mas por quê? Por que eu esconderia tamanha força quando minha alcateia precisa disso?

Como se em resposta à minha pergunta não dita, a cena muda mais uma vez. Vejo o resultado da batalha. Os vampiros se foram, mas grande parte da floresta ao nosso redor também. Árvores estão arrancadas, o solo chamuscado. E eu estou quase rasgado ao meio, sangrando no chão. Há tanta dor.

Meu corpo não conseguiu conter o poder, e ele me pulverizou por dentro.

Agora eu entendo. Esse poder, é perigoso. Incontrolável. Eu o tranquei para protegê-los, para me proteger.

Nosso corpo é fraco demais, a voz concorda. Mas ainda somos fortes. Levante-se. Precisamos protegê-los.

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