Ler Romance
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
Avançado
Entrar Cadastrar-se
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
  • Romântico
  • Fantaisie
  • Urbano
  • MAIS
    • MISTÉRIO
    • Geral
    • Ação
    • Comédia
    • Magia
    • Histórico
Entrar Cadastrar-se
Anterior
Próximo

Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 318

  1. Home
  2. Enredado ao Luar: Inalterado
  3. Capítulo 318 - 318 Ava Esperando Ele Acordar 318 Ava Esperando Ele Acordar
Anterior
Próximo

318: Ava: Esperando Ele Acordar 318: Ava: Esperando Ele Acordar Sai, diz Selene, simplesmente.

A jornada para a mente de seu lobo foi longa. Era um mar turbulento, cada centímetro conquistado uma vitória.

Sair é muito mais fácil.

Entre um instante e outro, não há nada mais do que um puxão distinto da mente de Selene, e é como se eu fosse sugado por um vórtice e lançado de volta à minha própria cabeça.

A força é tanta que eu me inclino para frente e quase bato o rosto no chão antes que minhas mãos voem para me salvar.

“Porra.”

Meu corpo está encharcado. Há apenas uma pequena luz acesa na cozinha; o resto da casa está escuro, as janelas mostram evidências do anoitecer.

Eu estou um pano de prato usado, achatado no chão, lutando para me colocar de joelhos e verificar Lucas.

As mãos de Grimório agarram meus braços, me puxando para cima. Ele está enorme novamente, suas chamas mais altas que o normal, seus olhos vermelhos em vez de prateados.

Onde suas mãos me tocam é estranho; pressão sem temperatura. Nem frio. Nem quente.

Minhas pernas vacilam enquanto luto para ficar de pé, grata pelo apoio firme de Grimório em meus braços. O quarto gira por um momento antes de se estabilizar, e eu pestanejo para afastar a desorientação. Meu olhar pousa em Lucas, espalhado no sofá.

Ele está dormindo, seu peito sobe e desce em um ritmo constante. Mas algo está errado. Suor brilha em sua pele, correndo em riachos pelo seu rosto e absorvendo em seu cabelo. Suas mãos, repousando no sofá, tremem visivelmente.

Meu estômago se contrai. “Ele está bem?”

O aperto de Grimório em meus braços se intensifica ligeiramente. “Seu lobo está atacando a barreira.”

O tom sombrio em sua voz manda um arrepio pela minha espinha. Viro-me para olhá-lo, buscando em seu rosto flamejante algum sinal de tranquilidade. Não há nenhum.

“Isso não é o que nós queremos?” pergunto, temendo a resposta.

As chamas de Grimório tremem, projetando sombras dançantes pela sala. “O lobo está completamente feral. Totalmente focado em se reunir com sua outra metade. No momento em que sentiu evidências da brecha, ele enlouqueceu.”

“Mas Selene—” Eu começo, voltando-me para onde a vi pela última vez.

Minhas palavras morrem na garganta quando a vejo enrolada no chão. Seus olhos estão fechados, o nariz enfiado em seu rabo. Ela parece pacífica, mas algo parece terrivelmente errado.

E aquele lugar na minha cabeça onde ela descansa está vazio.

Pânico arranha meu peito. “Grimório, não consigo sentir ela! Selene sumiu, eu não posso—”
“Respira, Ava,” Grimório interrompe, sua voz firme, mas suave. “Selene está bem. Ela está totalmente imersa na psique de Lucas e do lobo nesse momento.”

Eu respiro fundo, tentando acalmar meu coração acelerado. “Mas por que não consigo sentir ela? Ela sempre está lá, sempre…”

“Ela não está aqui. Ela está lá.” Ele gesticula em direção a Lucas. “Temos que observar e esperar.”

* * *
Não há nada que eu possa fazer além de sentar ao lado dele e esperar.

Em algum momento nas primeiras horas da manhã, ouve-se uma batida na porta.

Eu a ignoro.

Grimório há muito voltou à sua forma de livro, o pesado volume de couro repousando em meu colo enquanto meus olhos jamais deixam a forma suada de Lucas. Ele ocasionalmente se contorce e até geme, mas não abre os olhos.

A dúvida se insinua, sussurrando que cometemos um terrível erro.

Que Lucas não está voltando.

Que vamos perdê-lo.

Seu rosto contorce de dor, suor brotando em sua testa. Meu coração dói para alcançá-lo e confortá-lo, mas Grimório deixou claro: Contato físico poderia causar mais problemas.

A porta range ao abrir, e a voz de Kellan corta minha neblina de preocupação. “Ava? Precisamos conversar.”

Desvio meu olhar de Lucas para ver Kellan e Lisa entrando. O comportamento normalmente composto de Kellan está desgastado nas bordas, seus cabelos bagunçados e olheiras escuras sob seus olhos.

“A matilha está enlouquecendo,” ele diz, passando a mão pelo cabelo desgrenhado. “Passei as últimas várias horas separando brigas entre todos os machos mais jovens.”

Seu olhar se desvia para Lucas, a preocupação gravando linhas mais profundas em seu rosto. “O que está acontecendo aqui?”

“Estamos tentando recuperar as memórias dele,” respondo, minha voz plana e sem vida até para os meus ouvidos.

Kellan fica em silêncio, seus olhos se arregalando levemente. Após um momento, ele fala novamente, com um tom mais suave. “Eu gostaria que vocês tivessem me chamado para vir aqui. ”
“Você está certo. Talvez fosse melhor ter você aqui.” Eu suspiro fundo, forçando-me a explicar mais. “O lobo de Lucas ficou completamente feral.”

Kellan assente lentamente. “Irmã Miriam me explicou algumas coisas. Eu meio que entendo a situação.”

Viro minha atenção novamente para Lucas, observando enquanto ele se contorce e murmura incoerentemente. Meus dedos coçam para afastar o cabelo úmido de sua testa, para oferecer algum pequeno conforto, mas permaneço imóvel.

O silêncio se estende.

Finalmente, Kellan o quebra com uma pergunta. “Você ainda pode sentir a ligação de companheiros entre vocês?”

“Sim,” sussurro, me agarrando a essa conexão como uma tábua de salvação.

“Então não fique assim tão abatida,” diz Kellan, sua voz gentil, mas firme.

Tento sorrir, mostrar algum vislumbre de esperança, mas parece forçado e frágil no meu rosto.

De repente, Lucas se endireita bruscamente, os olhos arregalados e sem ver. Todos nós pulamos, assustados com o movimento abrupto.

Então é Selene. Ela não está mais enrolada em uma tranquila bola de pelo, mas em pé, os pelos da nuca eriçados e um rosnado baixo ressoando.

O ar na sala está denso e pesado com energia opressiva, tudo emanando de Lucas. É como se todo o oxigênio tivesse sido sugado, deixando-me ofegante por ar.

Os olhos de Lucas estão abertos, mas não são dele. Não realmente. Os tons dourados quentes que aprendi a amar agora são um âmbar feral e incandescente. Seu olhar corre pela sala, desfocado e selvagem. O puro poder que emana dele é esmagador.

“Lucas?” sussurro, minha voz mal audível até para os meus próprios ouvidos.

Ele não responde. Nem mesmo olha para mim. Seu peito sobe com rápidas e superficiais respirações, e seus músculos estão tensos, prontos para saltar a qualquer momento.

Ele não pode te ouvir agora, diz Grimório. Fique quieta. Esta é a luta de Selene.

Anterior
Próximo
  • Início
  • 📖 Sobre Nós
  • Contacto
  • Privacidade e Termos de Uso

2025 LER ROMANCE. Todos os direitos reservados

Entrar

Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Cadastrar-se

Cadastre-se neste site.

Entrar | Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Esqueceu sua senha?

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

← Voltar paraLer Romance

Report Chapter