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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 304

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  3. Capítulo 304 - 304 Ava Presença de Selene 304 Ava Presença de Selene A
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304: Ava: Presença de Selene 304: Ava: Presença de Selene A multidão cai em silêncio, uma onda de submissão percorrendo os lobos reunidos. Alguns caem de joelhos, com os olhos desviados, enquanto outros lutam contra a força invisível que emana de Selene. Observo, maravilhada, enquanto a aura dela pulsa, um cortinado cintilante de poder que varre até os lobos mais fortes até que também eles baixem as cabeças em deferência.

Até mesmo Kellan está com o olhar baixo.

Só Lucas permanece de pé, inafetado.

Claro. Eu nunca minaria a autoridade dele aqui. Selene soa excessivamente convencida, mas não posso culpá-la. Essa demonstração de poder bruto é algo que nunca presenciei, e está vindo do meu lobo — de uma parte de mim que estou percebendo que subestimei.

Lucas aproveita o momento, sua voz ecoando clara e autoritária. “Lobos da Matilha Westwood, sejam testemunhas. Ava Grey está diante de vocês como sua única e verdadeira Luna. Ela é minha companheira, escolhida pelo destino e aceita por mim. Exijo sua lealdade, seu respeito e seu apoio incondicional a ela.”

Suas palavras têm peso, cada sílaba impregnada com o comando de um Alfa. Sinto o impacto delas através do nosso vínculo recém-fundido com a matilha, uma onda de energia que parece reforçar a demonstração de dominância da Selene.

Agora é a sua hora do discurso, Ava, a voz de Selene ecoa em minha mente. Mostre a eles quem você é.

Respiro fundo, me estabilizando. Este é o meu momento — o nosso momento. Dou um passo à frente, sentindo os olhos de cada lobo sobre mim. O silêncio é ensurdecedor, expectante.

“Lobos da Matilha Westwood,” começo, minha voz mais forte do que esperava. “Estou diante de vocês não apenas como companheira de Lucas, mas como uma guerreira em meu próprio direito.” Embora a ideia de me chamar de guerreira pareça vazia em minha cabeça, Selene me assegurou que é a palavra certa a usar. “Eu talvez não tenha nascido nesta matilha, mas eu a escolho. Escolho vocês.”

Pauso, deixando meu olhar varrer a multidão. Alguns rostos ainda estão cautelosos, outros curiosos, mas todos estão atentos.

“Sei que muitos de vocês têm dúvidas. Vocês ouviram rumores, sussurros de uma Luna sem lobo. Mas como podem ver, esses rumores eram falsos. Selene é meu lobo, tão parte de mim quanto os lobos de vocês são parte de vocês. Somos diferentes, sim, mas essa diferença é a nossa força.”

Eu gesticulo para Selene, que se senta regiamente ao meu lado. “Em Selene, carrego a sabedoria dos tempos, a força dos nossos ancestrais. Através dela, estou conectada à essência do que significa ser um lobo. E através de mim, ela está ligada à humanidade de uma forma que nenhum lobo comum pode estar.”

Sinto a energia da multidão mudar, a curiosidade substituindo a desconfiança. Prossigo, encorajada, mas o peso das minhas palavras está pesado na minha língua. “Não vou mentir para vocês. O caminho à frente é difícil. Enfrentamos ameaças de todos os lados — vampiros, lobos renegados, até traidores dentro de nossas próprias fileiras. Mas não estamos desamparados. Não somos fracos.”

Minha voz se fortalece. “Somos a Matilha Westwood. Somos sobreviventes, lutadores, uma família unida por mais do que apenas sangue. Vamos ressurgir. Com cada última gota do meu sangue, com cada último suspiro, prometo servir como sua Luna e oferecer minha força à nossa matilha.”

* * *
“Você foi muito bem,” diz Lucas, passando a mão sobre minhas costas. Lisa não está na cabine — Kellan a levou embora, e não estou fazendo perguntas. Tenho certeza que ouvirei os detalhes depois.

Por enquanto, Lucas e eu estamos a sós.

Bem, quase.

Eu tinha esquecido como é estar com uma matilha, diz Selene, soando quase em êxtase enquanto se aninha seu corpo husky entre nós, empurrando o braço de Lucas até que ele a acaricie em vez de mim.

Os olhos dele piscam. “Ela disse alguma coisa? Acho que quase ouvi.”

“Ela disse. Disse que tinha esquecido como é ser parte de uma matilha.”

Aquela luz em seus olhos se apaga. “Ah. Entendi.”

Meu coração dói ao ver sua expressão se fechar. “Sinto muito.”

“Não peça desculpas.” Lucas belisca minha orelha de um jeito que deveria ser brincalhão, mas para mim parece que ele está apenas mascarando sua dor. “Estou orgulhoso de você.”

“Isso é difícil?” Eu pergunto, enquanto Selene se aninha ainda mais forte, encaixando-se mais firmemente entre nós enquanto sentamos no sofá. “Não sentir a matilha? Você consegue dizer que está faltando? Nunca senti uma matilha antes.”

“Há um vazio. Como um buraco que não pode ser preenchido.” Lucas acaricia as pontas das orelhas da Selene, e minha loba-cão solta um enorme suspiro satisfeito com o afeto. “Sei como deveria ser, mas não consigo me lembrar de tê-lo.”

Devíamos chamar a Irmã Miriam, opina Selene, lambendo a mão dele. Ela tem uma teoria sobre sua memória.

Droga. Eu nem tinha pensado em perguntar enquanto ela estava aqui—
Estávamos focados em você, Luna.

Ouvir o título da minha própria loba faz minha pele se arrepiar.

“Lucas, você se importa se consultarmos a Irmã Miriam? Selene diz que ela pode ter algumas ideias para restaurar suas memórias.”

A mão dele pausa em seu carinho nas orelhas da Selene, seu olhar dourado intenso sobre o meu. “Tudo bem.”

Mas ele soa estranhamente desanimado com a ideia de recuperar suas memórias.

“O que há de errado?”

“Nada está errado,” Lucas diz, sua voz baixa e rouca. Antes que eu possa insistir mais, ele agarra minha cintura e me puxa para cima da Selene, acomodando-me em seu colo.

O movimento súbito me pega de surpresa. Minhas mãos se apoiam instintivamente contra seu peito, sentindo o calor sólido sob sua camisa. O cheiro de âmbar e fumaça de fogueira me envolve, trazendo um formigamento familiar à minha pele.

Selene, sempre perspicaz, aproveita a deixa. Ela desliza para fora do sofá, suas unhas fazendo clique contra o chão enquanto ela caminha em direção à porta. Com alguns arranhões e empurrões determinados, ela consegue abri-la e se esgueira para fora.

O rosto de um guarda aparece na porta, preocupação gravada em suas feições. A reação de Lucas é imediata e feroz.

“Feche a porta,” ele rosna, sua voz um rosnado baixo que me envia arrepios pela espinha.

O guarda obedece rapidamente, a porta se fechando com estrondo.

No silêncio repentino, estou extremamente ciente da respiração de Lucas, profunda e ligeiramente ofegante. Ele enterra o rosto na curva do meu pescoço, inalando profundamente. Sua barba por fazer arranha minha pele, enviando ondas de eletricidade pelo meu corpo.

“Você está fazendo isso de propósito?” ele murmura contra minha pele, seus lábios roçando meu ponto de pulsação.

Meu fôlego entala na garganta. “Fazendo o quê?”

As mãos dele se apertam na minha cintura, puxando-me para mais perto. “Cheirando assim. Está me deixando louco. Como se você quisesse que eu te acasalasse.”

As palavras de Lucas enviam um arrepio através de mim, seu hálito quente contra o meu pescoço acendendo um fogo no meu âmago. Meu corpo responde instintivamente, aproximando-se dele como se atraído por uma força invisível.

“Não estou fazendo nada de propósito,” consigo gaguejar, minha voz mal ultrapassando um sussurro.

Os lábios dele roçam minha pele, subindo até minha orelha. “Tem certeza disso, Luna?”

O título, pronunciado naquela voz profunda e rouca, manda outra onda de calor por mim. Meus dedos se agarram no tecido da camisa dele, desesperada por algo que me ancore enquanto o mundo começa a girar.

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