Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 296
- Home
- Enredado ao Luar: Inalterado
- Capítulo 296 - 296 Lucas O Toque Dela 296 Lucas O Toque Dela Meu mundo tem
296: Lucas: O Toque Dela 296: Lucas: O Toque Dela Meu mundo tem sido nada além de nuances de cinza desde o momento em que abri os olhos.
Uma vida que não reconheço.
Rostos desconhecidos. Vozes. Cheiros. Dor implacável.
Amigos preocupados, mas posso confiar neles? São aliados ou inimigos jogando um jogo perigoso?
Estórias malucas de um mundo enlouquecido, e um silêncio interminável onde metade da minha alma deveria residir.
É como se eu estivesse vivendo numa névoa de raiva contida. Contra o mundo. Contra aqueles que proclamam amizade. E essa minha suposta companheira, que chega cheirando a sexo e esperança, com olhos azuis arregalados e o cabelo dourado de um anjo.
Ela é perfeita demais.
Sou atraído por ela. Cada centímetro de mim brada para suavizar as linhas severas ao redor de seus lábios, para retirar os fardos que pesam em seus pequenos ombros. Alguma parte de mim insiste que ela é minha e preciso mantê-la, escondê-la da vista de todos até que ela seja tão completamente minha que não consiga nem respirar sem mim.
Quero possuí-la.
Meus lábios roçam na cicatriz em forma de crescente no pescoço da Ava. A tensão constante em meus músculos se alivia, substituída por uma calor que não consigo explicar. O cheiro dela me envolve, aquela mistura de mel e baunilha que parece voltar para casa.
Estou tão cansado. Cansado de questionar cada palavra, cada toque. Cansado de procurar por motivos ocultos por trás de gestos gentis. Cansado de me sentir como um estranho na minha própria pele.
Mas aqui, com Ava em meus braços, o mundo volta a fazer sentido.
Seu suave suspiro quando traço a cicatriz com minha língua envia um arrepio pela minha espinha. Minhas mãos se apertam em sua cintura, puxando-a para mais perto. Quero memorizar cada curva, cada sarda, cada cicatriz.
“Lucas,” ela sussurra, com a voz trêmula.
Levanto a cabeça, encontrando o olhar dela. Aqueles olhos azuis, grandes e vulneráveis, contêm um universo de emoções. Quero entender tudo sobre ela.
“Estou aqui,” murmuro, embora não tenha certeza se estou tranquilizando ela ou a mim mesmo.
Meus dedos trilham por sua espinha, sentindo os delicados relevos de suas vértebras. Ela é tão pequena, tão frágil em meus braços. Todavia, há uma força nela que chama para algo primitivo dentro de mim.
Estou vivendo num mundo de sombras desde que acordei. Tudo tem sido abafado, distante. Mas Ava… ela é uma explosão de cor em minha existência em tons de cinza. Um raio de sol rompendo as nuvens de tempestade.
Pela primeira vez desde que abri os meus olhos para essa vida desconhecida, sinto-me ancorado. Estabilizado. O zumbido constante de suspeita no fundo da minha mente se cala, substituído por uma certeza que não consigo explicar.
Isso é certo. Ela é certa.
O mundo inteiro pode queimar, mas ela é o meu tudo.
Eu sei agora, no fundo dos meus ossos.
Ela se sente tão malditamente bem em meus braços—exatamente onde ela pertence. Sua calidez penetra em mim, afastando o frio da incerteza, de uma vida em limbo.
Sou voraz por ela. Insaciável. Como um homem faminto em uma festa, estou desesperado para me empanturrar dela.
Sua pele é seda sob meus dedos enquanto afasto o cabelo de seu rosto. Meu polegar acaricia sua bochecha, deleitando-se na suavidade. Tudo sobre a Ava é uma tentação que não consigo resistir.
Aquele suspiro novamente ao deitá-la na cama. Seus olhos são tão profundos e escuros quanto o oceano enquanto ela olha para mim.
Disposta.
Esperando.
Encharcada de desejo. De anseio.
Demora tudo em mim para não simplesmente tomar o que preciso dela. O que meu corpo está gritando por.
Seu cabelo se espalha pelo meu braço enquanto me inclino. Seus lábios são tão malditamente doces. Tão macios. No momento em que se tocam com os meus, algo em mim se acende. Esse beijo é uma marca, queimando na minha própria alma.
Eu poderia passar uma vida apenas beijando ela. Explorando cada contorno de sua boca. Degustando-a. Memorizando cada detalhe dela.
Mas meu corpo tem outras ideias. Mãos com vontade própria, elas perambulam, mapeando suas curvas. Explorando o que é meu para reivindicar. Ava arqueia para mim, um gemido suave preso entre nossos lábios. O som vai direto para o meu pau. Anseio por ela. Pela sensação dela se apertando ao meu redor. Pelo momento em que estamos tão entrelaçados que não sei onde termino e ela começa.
É aqui que estou destinado a estar. Aqui, nesta cama, com ela.
É como se o resto do mundo desaparecesse, deixando apenas ela. Este momento.
Minha boca percorre seu maxilar. Ela se agita, inquieta abaixo de mim, o movimento fazendo a cama ranger. Queimo para senti-la sob mim. Para assistir sua expressão enquanto me afundo nela. Para ouvir ela gritar meu nome.
As mãos dela deslizam por debaixo da minha camisa, unhas raspando levemente contra minhas costas. Tudo em mim se contrai com aquele toque.
“Por que estou nua enquanto você ainda está vestido?” O sussurro dela contra meus lábios me faz gemer.
“Eu pensei que você precisava recuperar sua energia.” Mas não sou bobo; leva dois segundos para arrancar minha camisa pela cabeça.
O jeito como ela me olha, faminta e ardente, faz aquela parte primal de mim se precipitar para a frente. Um rosnado baixo ronca em meu peito.
“Estou energizado.”
O rosnado cresce em meu peito, um estrondo grave de necessidade e possessão enquanto a puxo para mim. Os dedos da Ava cravam em meus ombros, seus lábios se abrindo sob os meus enquanto saqueio sua boca. Este beijo não é suave ou gentil—é um requerimento. Uma marcação.
Minha.
Posso provar sua necessidade, seu desejo. Este querer é uma coisa viva, rosnando e selvagem entre nós. Quero devorá-la. Marcar ela como minha. Marcar ela para que todo macho num raio de quilômetros saiba que ela foi tomada.
Tomada por mim.
O calor entre nós está me consumindo. Consumindo ela. Não deixando nada para trás. Somos apenas dois pavios nesse fogo.
Sinto a faísca quando os dedos dela roçam meu pescoço. Um choque corre por mim, direto para o meu pau, pulsando e ansiando por seu toque.
“Não consigo me conter, pequena companheira,” eu a aviso, com os últimos vestígios de sanidade de que disponho.
“Então não faça.”
Essas duas palavras compõem a coisa mais sexy que já ouvi.
A fera dentro de mim ruge para a frente, exigindo o que é meu.
Com os dentes à mostra, rasgo minha boca da dela, deixando um rastro de beijos molhados e abertos pelo seu pescoço. A cicatriz em forma de crescente em seu pescoço é um alvo, uma marca que chama para algo escuro e primal dentro de mim. Lambo e mordo a pele delicada, rosnando enquanto a cabeça dela cai para trás, expondo sua garganta para mim.
“Lucas,” ela ofega, dedos apertando em meus cabelos.
Reivindicando.
Possuindo.
Quero marcar cada centímetro dela. Deixar meu cheiro nela, uma declaração a qualquer rival de que ela foi tomada. Minha.
O tecido áspero da minha calça arranha minha pele enquanto ela puxa para baixo. O ar está frio contra minha carne aquecida. Mas então a mão dela envolve meu membro, o calor de sua palma como uma marca. Minhas costas arqueiam, conduzindo-me mais fundo em seu punho.
Um gemido rasga de minha garganta. Sua outra mão se junta à primeira, acariciando-me. Seu toque é hesitante no início, depois determinado. Faminto.
O toque de uma companheira.
Meus quadris saltam involuntariamente, buscando mais. Minhas mãos se abrem em suas coxas, sentindo a pele macia ali. Queimo para explorar cada centímetro dela. Para aprender cada reação. Cada som que ela faz.
Minha.