Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 293
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293: Ava: Restabelecendo… 293: Ava: Restabelecendo… “Lucas!” Eu chamo bruscamente, empurrando seu peito. Meu coração acelera, o desejo correndo pelas minhas veias enquanto o medo se dissipa. Ele não é violento. Ele só está afetado pelo meu cio.
E por mais que eu gostaria que isso tomasse conta de nós dois, não posso permitir que isso aconteça. Eu sei como é se arrepender de decisões tomadas no momento. Não quero que o Lucas sinta isso sobre nós.
Ele pisca, sacudindo a cabeça como se limpasse a névoa de sua mente. Dando um passo para trás, ele murmura, “Desculpa. Não sei o que me deu.”
“Tudo bem,” eu digo suavemente. “Acho que nossa ligação está tentando se reafirmar, agora que estou aqui.” É o que faz mais sentido neste cenário, de qualquer maneira.
Minha ligação anseia por ele em meu peito, e é fisicamente doloroso não avançar e me aninhar em seu peito.
Lucas acena lentamente, com a testa franzida. “Faz sentido. A maneira como sou atraído por você é avassaladora.” Mesmo enquanto diz isso, ele levanta a mão para passar os dedos pela minha bochecha. Eu não consigo evitar de inclinar-me para o seu toque, desejando a conexão que tivemos uma vez. Sua pele parece fogo contra a minha.
Eu quero muito mais que isso.
“Por que você está tão quente?” ele pergunta, preocupação colorindo sua voz.
Pisco, confusa. “Eu? Você é que está pegando fogo.”
Lucas balança a cabeça. “Não, suas bochechas estão vermelhas. Você parece quente.”
Como se em resposta, um arrepio corre pelo meu corpo, me fazendo tremer. Os olhos de Lucas se estreitam.
“Você está com febre,” ele diz incisivamente. “Por quê?”
Não posso evitar de rir, embora saia um pouco forçado. “Olha quem fala. Você também não é exatamente a imagem da saúde.”
Sua carranca se aprofunda, e eu suspiro. Não adianta esconder. “Acho… que posso estar entrando no cio. E isso está te afetando também.” Não me lembro do Clayton estar quente assim, porém. Será por causa da nossa ligação?
Lucas congela, depois se inclina para frente, seu nariz deslizando ao longo do meu pescoço. Um rosnado suave ruge em seu peito, enviando calafrios pela minha espinha que nada têm a ver com febre.
“O que você costuma fazer?” ele pergunta, sua voz rouca. “Para o seu cio?”
Engulo em seco, memórias de Clayton passando pela minha mente. “Eu, ah… Eu dormi com outro alfa durante meu último cio.” Eu me apresso em adicionar, “Mas isso não é uma opção agora.”
Os olhos de Lucas brilham dourados quando ele levanta a cabeça, um rosnado possessivo escapando dele. “Isso mesmo que não é.”
Ao despite de tudo, não consigo evitar de sorrir com sua reação, uma faísca de triunfo dançando pela ligação em meu peito. Mesmo sem suas memórias, alguma parte dele me reconhece como sua.
Mas então confusão passa por seu rosto, como se ele estivesse surpreso com sua própria veemência. Ele dá um passo para trás, passando a mão pelo cabelo.
“Desculpa,” ele diz novamente. “Não sei porque estou agindo assim.”
Estendo a mão, tocando seu braço gentilmente, observando-o tremer sob meu toque. “Tudo bem. É a ligação, e meu cio provavelmente não está ajudando.”
Lucas de repente avança com uma maldição, suas mãos apertando meus quadris. Seu toque envia eletricidade pelo meu corpo, e tenho que lutar para manter meus joelhos firmes. Ele me encara, seus olhos escuros com desejo.
“Você vai ter que ir embora se continuar cheirando assim,” ele rosnou, sua voz baixa e rouca.
Meu coração acelera, e posso sentir o calor subindo em minhas bochechas. Estou extremamente consciente de cada ponto onde seu corpo toca o meu, e levo toda a minha força de vontade para não me inclinar para ele.
“Vanessa me arrastou para cá,” eu admito, minha voz mal acima de um sussurro. “Ela me jogou na cova dos leões.”
Lucas fica imóvel com minhas palavras, seu aperto em meus quadris afrouxando levemente. Seus olhos procuram os meus, e posso ver o conflito rugindo dentro dele. Ele está lutando contra seus instintos, contra o puxão de nossa ligação.
“Você quer ir embora?” ele pergunta, sua voz tensa.
Balanço a cabeça, incapaz de mentir para ele. A ideia de me afastar dele agora, quando cada fibra do meu ser está gritando por seu toque, é insuportável. Mas sei que tenho que lhe dar uma escolha. Ele não se lembra de mim, não se lembra de nós. Não seria justo aproveitar de seu estado atual.
“Eu irei se você quiser que eu vá,” eu digo suavemente, mesmo enquanto meu coração dói com o pensamento.
Os olhos de Lucas escurecem ainda mais, e seus dedos flexionam contra meus quadris. O movimento envia uma onda de prazer através de mim, e tenho que morder meu lábio para evitar gemer.
“Eu não quero que você vá,” ele diz, sua voz rouca de necessidade. Não é um pedido ou uma sugestão. É uma declaração de fato, entregue com toda a autoridade de um alfa.
Sugo ar em uma respiração cortante, fechando os olhos enquanto um fogo familiar se espalha pelas minhas veias. É como se meu corpo lembrasse de seu toque, mesmo que sua mente não se recorde de mim. Cada célula do meu corpo está cantando, clamando para ele me reivindicar.
Com um esforço monumental, abro os olhos e encontro seu olhar. “Você tem que manter suas mãos longe de mim se quiser que eu esteja lúcida,” eu digo a ele, minha voz trêmula.
Um sorriso lento e predatório se espalha pelo rosto de Lucas, enviando arrepios pela minha espinha. “Quem disse que eu quero que qualquer um de nós esteja lúcido?” ele pergunta, sua voz um ronco baixo que sinto em meus ossos.
Minha respiração para na garganta. O olhar em seus olhos é pura fome, e leva cada grama de autocontrole que tenho para não ceder à isso. Não quero nada mais do que me perder nele, deixar nossos corpos lembrarem o que nossas mentes esqueceram.
“O cio está falando,” eu o aviso, mesmo enquanto minhas mãos deslizam por vontade própria sobre seu peito. “Esta não é sua decisão. Você está afetado por—”
“Eu quero isso desde o momento que te vi,” ele interrompe com um rosnado, me puxando contra ele enquanto enterra o rosto em meu pescoço. “Você cheirava como o paraíso. Baunilha. Mel. Um pouco de laranja. Eu queria te provar. Te tocar. Te reivindicar.”
Ele queria?
Lembro claramente de como ele me olhou pela primeira vez. Educadamente desinteressado. Como um estranho. “Eu pensei que você—”
Os lábios de Lucas colidem nos meus, cortando minhas palavras e pensamentos instantaneamente. O mundo se reduz a esse único ponto de contato, sua boca quente e exigente. invadindo meu mundo. Minha mente, tão cheia de perguntas e dúvidas há momentos atrás, se esvazia numa correria, deixando nada além de pura sensação em seu rastro.
Seu beijo é ao mesmo tempo familiar e novo. A forma de seus lábios, o gosto dele—é tudo como eu me lembro. Mas há um limite desesperado nisso, uma exploração que é nova, como se ele nunca tivesse me beijado antes.
Ele está me devorando, beliscando minha boca e exigindo submissão.
Derreto nele, meu corpo respondendo por instinto. Minhas mãos deslizam pelo seu peito e em torno de seu pescoço, puxando-o para mais perto. O calor de sua pele queima através do tecido fino de sua camisa, acendendo um fogo em meu núcleo que ameaça me consumir.
Lucas ronrona em minha boca, o som vibrando através de todo o meu corpo. Suas mãos, que estavam agarrando meus quadris, agora vagam livremente. Uma desliza pelas minhas costas, se enroscando em meu cabelo e inclinando minha cabeça para aprofundar o beijo. A outra desce mais, segurando minha bunda e me pressionando firmemente contra ele.