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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 274--274 Ava Nos Dê Tempo -- FIM DA QUARTA TEMPORADA 274 Ava Nos

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274: Ava: Nos Dê Tempo — FIM DA QUARTA TEMPORADA! 274: Ava: Nos Dê Tempo — FIM DA QUARTA TEMPORADA! “…e foi assim que nos conhecemos,” termino, meu coração acelerado enquanto observo o rosto de Lucas em busca de algum sinal de reconhecimento. Sua testa se franze levemente, uma expressão de concentração que já vi centenas de vezes antes. Mas não há faísca de memória em seus olhos, nenhuma realização súbita.

“É… uma história e tanto,” ele diz. Seu tom é educado, até interessado, mas está claro que a história não ressoa com ele em um nível mais profundo. Poderia muito bem ser o enredo de um filme, dado o pouco vínculo pessoal que ele sente por ela.

Engulo em seco, tentando reprimir a decepção que ameaça me engasgar. “Sim, é,” concordo, forçando um sorriso. “Não é exatamente um começo de conto de fadas, né?”

Lucas dá uma risada, um som dolorosamente familiar mas de alguma forma errado. Falta-lhe o calor, a profundidade de sentimentos que estou acostumada a ouvir. “Acho que não. Mas parece que acabamos resolvendo as coisas eventualmente.”

“Sim,” assinto, torcendo os dedos no cobertor que cobre suas pernas. Quero tanto alcançar e tocá-lo, segurar sua mão na minha. Mas tenho medo de como ele pode reagir, esse Lucas que não me conhece. “Levou algum tempo, mas chegamos lá.”

Um silêncio pesado cai entre nós. Sinto Lucas me estudando, seu olhar intenso de uma forma que é familiar e estranha ao mesmo tempo. Há curiosidade ali, talvez até um traço de atração, mas nenhum reconhecimento profundo ao qual estou acostumada.

“Posso te perguntar algo?” digo de repente, incapaz de suportar a tensão por mais tempo.

Lucas assente, sua expressão aberta. “Claro.”

Respiro fundo, me preparando para a resposta que temo já saber. “Você… você sente alguma coisa da nossa ligação? Mesmo que um pouco?”

Seu rosto se fecha, um ar de arrependimento genuíno obscurecendo suas feições. “Sinto muito, Ava. Eu queria poder dizer sim, mas…” Ele para, balançando a cabeça. “Não há nada.”

Meu coração afunda, mas tento não deixar transparecer no meu rosto. “Tudo bem,” minto, minha voz mal acima de um sussurro. “Vai voltar. Tem que voltar.”

Lucas se mexe na cama, se contorcendo levemente enquanto o movimento machuca suas feridas. Quando ele fala de novo, há uma hesitação em sua voz. “Tem algo que estou curioso, no entanto.”

Me animo, a esperança tremulando no meu peito. “O que é?”

Ele gesticula em direção ao meu pescoço, seus olhos se estreitando um pouco. “Se somos companheiros, por que não vejo minha marca aí?”

Minha mão voa instintivamente para minha garganta, os dedos tocando a pele sem marca. “Ah,” suspiro, sentindo o calor subir às minhas bochechas. “É porque… bem, ainda não completamos nossa união. Somos companheiros predestinados.”

“Por quê?” A pergunta é direta, curiosa mais do que acusatória, mas ainda assim me faz estremecer.

Como eu explico as complexidades do nosso relacionamento? Os medos e inseguranças que me retiveram, as pressões externas que continuaram nos afastando?

Parece impossível condensar tudo isso em algumas frases.

“É complicado,” digo finalmente, odiando quão inadequadas as palavras soam. “Ambos tivemos nossos motivos para esperar. E então nunca parecia haver o momento certo, com tudo o que estava acontecendo.”

Lucas assente lentamente, processando essa informação. “Entendo,” ele diz, embora eu possa dizer pelo leve franzir da testa que ele não entende, não realmente.

“Mas estávamos chegando lá,” acrescento apressadamente, precisando que ele entenda o quanto avançamos. “Antes de tudo isso acontecer, estávamos em um lugar muito bom.”

“Estávamos?” Há um indício de algo em sua voz—surpresa? Dúvida?

Lucas fica quieto, seu olhar distante. Quando ele olha de volta para mim, há uma suavidade em seus olhos que me faz perder o fôlego. “Sinto muito,” ele diz baixinho. “Posso ver o quanto isso significa para você. O quanto eu significo para você. Queria poder lembrar.”

O nó na minha garganta ameaça me engasgar. Pisco rapidamente, tentando segurar as lágrimas que de repente queimam atrás dos meus olhos. “Tudo bem,” consigo dizer, minha voz embargada. “Você vai lembrar. Sua memória vai voltar.”

Limpo a garganta, desesperada para mudar de assunto e escapar do peso da confusão de Lucas e minha decepção. “Então, uh, como está indo sua recuperação? Parece…” Minhas palavras falham. “Lenta?”

Um lampejo de frustração cruza o rosto dele. “Ninguém tem certeza. Nada que eles fazem explica por que não estou curando no meu ritmo normal.”

Minhas sobrancelhas se juntam. Algo sobre isso não se encaixa. Alfas curam incrivelmente rápido, mesmo de ferimentos graves. Para Lucas ainda estar de cama depois de todo esse tempo… é incomum.

Vejo por que Kellan tem estado tão tenso quando fala sobre a recuperação de seu alfa. Não é só a perda de memória; é a situação inteira. Há algo estranho acontecendo.

“O que seu lobo acha?”

Lucas me encara pelo que parece uma eternidade. Seus olhos dourados, geralmente tão quentes e cheios de vida, parecem opacos e distantes. Quando ele finalmente fala, sua voz está apenas acima de um sussurro. “Meu lobo se foi.”

Minha mente gira enquanto tento processar o que ele acabou de dizer. Gone? Como seu lobo pode ter sumido?

“Como assim, gone?” pergunto, minha voz tremendo. “Tipo, você não consegue ouvi-lo? Ou você não pode senti-lo de forma alguma?”

Seu maxilar se aperta. “Quero dizer gone. Como em não está lá. Não há nada dentro.”

“Mas isso é impossível,” protesto, me inclinando para a frente na cadeira. “Seu lobo é parte de você. Não pode simplesmente desaparecer. Talvez esteja apenas dormente. Ou talvez se escondendo do trauma? Como uma hibernação?”

“Não sei,” Lucas retruca, claramente perdendo a paciência. “Já te disse tudo que sei. O que, caso não tenha percebido, não é muito.” Ele fecha os olhos, respira fundo antes de continuar em um tom mais calmo. “Desculpe, mas não consigo fazer isso agora. Preciso descansar.”

A culpa me inunda. Aqui estou eu, bombardeando-o com perguntas. Para mim, é cheio de preocupação. Para ele? Sou uma estranha que não para de incomodá-lo quando ele está claramente oprimido.

“Sinto muito. Você está certo, não deveria pressioná-lo assim. Vou embora.”

Lucas assente, alguma da tensão deixando seus ombros. “Obrigado por entender.”

Hesito na porta, não querendo deixar as coisas em um tom tão amargo. “Voltarei mais tarde hoje, tá? Talvez possamos conversar mais quando você estiver se sentindo melhor.”

Para minha surpresa, Lucas faz uma careta. “Isso soa… cansativo, para ser honesto. Talvez você devesse esperar até amanhã. Dê um tempo para nós dois processarmos tudo.”

Meu coração sangra com cada palavra, mas me forço a assentir. “Claro. Amanhã então.”

Ao sair pelo corredor, fechando a porta atrás de mim, sinto como se estivesse deixando um pedaço de mim para trás.

Quanto tempo eu fiquei com ele? Quinze minutos?

O Lucas que conheço—meu Lucas—nunca me afastaria assim. Qual é aquele ditado? Para apreciar o que você tem antes que seja tarde demais…?

Estou sentindo isso. E muito.

Consigo andar até a metade do corredor antes que minhas pernas cedam. Deslizo pela parede, puxando meus joelhos para o peito enquanto as lágrimas que estive segurando finalmente se libertam. Os soluços sacodem meu corpo, e nem tento abafá-los. Que todo o maldito hospital ouça. Que o mundo inteiro ouça.

Meu companheiro não se lembra de mim. Meu companheiro perdeu seu lobo. E agora, ele não me quer.

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