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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 273

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  3. Capítulo 273 - 273 Ava Meu Lucas 273 Ava Meu Lucas O hospital é um correria
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273: Ava: Meu Lucas 273: Ava: Meu Lucas O hospital é um correria de atividade, mais do que eu esperava considerando seu pequeno tamanho.

Enfermeiras e médicos apressam-se pelo longo corredor, seus passos ecoando. A porta com o aviso ‘Somente Pessoal’ atrás da recepção está em constante movimento, raramente ficando fechada por mais de alguns segundos.

Kellan se inclina próximo à recepcionista, falando em tons abafados. Essa mulher é diferente da que encontramos anteriormente, mas seu comportamento em relação a Kellan é igualmente caloroso. Um vestígio de sorriso joga-se nos cantos de sua boca enquanto ela acena com a cabeça para o que ele está dizendo.

Lisa vai ficar puta da vida, quando descobrir que Kellan é o companheiro dela. Ela não é de dividir.

Espero que ela chegue logo. A necessidade de vê-la é apenas superada pela dor roedora de não ter Lucas ao meu lado.

“Ava.” A voz de Kellan corta meus devaneios. “Por aqui.”

A cada passo, meu coração acelera. Finalmente. Eu posso finalmente ver meu companheiro.

O laço dentro do meu peito canta em minhas veias.

Respirações profundas, lembro a mim mesma. Pelo nariz, pela boca. Isso não faz muito para acalmar a leveza que está se instalando, fazendo as luzes fluorescentes acima parecerem muito brilhantes, muito ásperas.

É como se cada par de olhos nesse hospital estivesse voltado para mim, julgando cada movimento meu. Eu sei que é ridículo. Essas pessoas estão muito ocupadas com suas próprias tarefas para se importarem com alguma mulher aleatória caminhando pelo corredor. Mas a paranoia gruda em mim como uma segunda pele, fazendo minhas palmas suarem e meus passos vacilarem.

Se controle, Ava. Você está sendo ridícula.

Paramos em frente a uma porta fechada. Meu fôlego prende na garganta.

Kellan levanta a mão e bate, o som absurdamente alto no corredor silencioso.

“Entre.” A voz de Lucas, normalmente uma fonte de conforto, agora envia um calafrio pela minha espinha. Está frio, brusco, faltando todo o calor que eu associei a ele.

Meu coração faz um salto mortal no peito.

Entro no quarto, e meu mundo se estreita para o homem na cama. O laço no meu peito irrompe em vida, uma supernova de emoção que rouba meu fôlego e acelera meu coração.

Meu companheiro.

Mas a visão dele faz meu coração contrair dolorosamente. Ele parece… quebrado. Exausto. Uma perna está envolta em um gesso branco severo, seu braço oposto seguro em uma tipoia. Ataduras cruzam sua pele exposta, um mosaico de branco contra seu usual bronzeado. O forte alfa invencível que eu conheço não está em lugar algum.

Por que sua cura está tão lenta?

Eu absorvo cada detalhe, catalogando as mudanças, as lesões. Meus dedos anseiam por tocá-lo, por acalmar, por curar. Mas estou enraizada no lugar, congelada pelo olhar em seus olhos.

Não há nada. Nenhum brilho de reconhecimento, nenhum vestígio da intensidade que normalmente arde entre nós. Ele me considera com o mesmo desinteresse educado que poderia demonstrar a uma enfermeira ou a um auxiliar. Uma estranha.

Meu coração tropeça, se atrapalhando enquanto a realidade da situação cai sobre mim. Ele não me conhece. Meu companheiro, a outra metade da minha alma, está olhando para mim como se eu fosse ninguém.

Ele não pode sentir nosso laço predestinado?

Ou isso também desapareceu para ele?

“Lucas.” A voz de Kellan quebra o silêncio enquanto ele se aproxima por trás de mim. “Como você está se sentindo?”

“Como se tivesse sido atropelado por um caminhão,” Lucas responde, sua voz áspera. “Quem é essa?”

As palavras são como um golpe físico. Luto para respirar, para manter meu rosto neutro mesmo com tudo dentro de mim gritando.

“Essa é a Ava,” Kellan diz, seu tom cauteloso. “Ela é sua companheira, Lucas.”

O rosto de Lucas franze em confusão, linhas de incerteza marcando seus traços. “Minha companheira?” Ele me olha novamente, mais atentamente desta vez, mas ainda sem nenhum lampejo de reconhecimento. “Eu acho que não.”

“Tudo bem,” Kellan o tranquiliza rapidamente. “Os médicos disseram que sua memória pode demorar um pouco para voltar. Ava tem estado muito preocupada com você.”

Eu me obrigo a dar um passo mais perto da cama, invocando um sorriso que se sente frágil e falso no meu rosto. “Oi, Lucas,” consigo dizer, odiando o quão pequena e incerta minha voz soa. “Eu estou tão feliz que você acordou.”

Seus olhos percorrem meu rosto, procurando por algo. Eu seguro a respiração, esperando contra a esperança que alguma coisa possa clicar, que ele repentinamente se lembre de tudo. Mas após um momento, ele apenas concorda com a cabeça. “Sinto muito,” ele diz, e o arrependimento genuíno em sua voz é quase pior que a indiferença. “Eu queria poder me lembrar de você.”

“Está tudo bem,” minto, mesmo enquanto meu coração se estilhaça. “Você passou por muita coisa. Sua memória voltará.”

Eu me sento na beirada da cama, cuidadosa para não balançá-lo. De perto, a extensão de suas lesões é ainda mais aparente. Hematomas mancham sua pele em tons de roxo e amarelo. Há um corte feio acima de sua sobrancelha esquerda, mantido junto por pontos precisos.

“Posso…?” Faço um gesto vago, querendo tocar nele mas incerta se isso é bem-vindo.

Lucas hesita por um instante, então concorda. Estendo a mão, minha mão tremendo ligeiramente enquanto passo os dedos pelo braço dele não lesionado. O contato envia um choque através de mim, nosso laço zumbindo em vida. Mas Lucas não mostra reação, e eu recuo, tentando esconder minha decepção.

“Kellan me diz que nós somos… íntimos,” Lucas diz, seu tom cauteloso. “Sinto muito por não me lembrar. Isso deve ser difícil para você.”

Uma risada histérica borbulha em minha garganta, mas eu a engulo. Difícil nem começa a descrever. “Não é sua culpa,” eu o asseguro. “Eu só estou feliz que você está vivo.”

E eu estou. O alívio de vê-lo acordado e falando, mesmo que ele não se lembre de mim, é avassalador. Mas está entrelaçado com um luto tão profundo que mal consigo respirar em torno dele. Como eu lamento por alguém que está bem na minha frente?

“Você… você se lembra de alguma coisa?” Não posso deixar de perguntar, esperança e medo lutando no meu peito.

Lucas franze a testa, a concentração marcando linhas em sua testa. “Pedaços e partes,” ele admite. “Eu me lembro de ser alfa. Lutar. Mas tá tudo embaralhado. Nada específico.”

Concordo, tentando esconder minha decepção. “Isso é um bom começo,” eu digo, injetando um ânimo falso na minha voz. “Tenho certeza que o resto voltará em breve.”

“Então,” ele diz, limpando a garganta. “Me fale sobre nós. Como nos conhecemos?”

Eu congelo, o pânico arranhando minha garganta. Como eu começo a explicar nossa história complicada? A rejeição, os mal-entendidos, e como eu o afastei por tanto tempo?

“É uma longa história,” eu desvio. Eu vou contar a ele. Eu vou. Mas talvez não nos primeiros dez minutos de finalmente estarmos juntos de novo. “Talvez devêssemos começar com algo mais simples. Como… sua comida favorita?”

Lucas levanta uma sobrancelha, um lampejo de diversão cruzando seu rosto. É tão dolorosamente familiar que por um momento, posso quase fingir que tudo está normal. “É tão ruim assim como nos conhecemos?”

Uma risada surpresa escapa de mim. “Não, não é ruim. Só complicado. Nós não começamos exatamente do melhor jeito.”

“Agora você me deixou intrigado,” Lucas diz, e por um momento, eu vejo um lampejo do homem que conheço. Curioso, determinado, não disposto a deixar as coisas para lá.

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