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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 219

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219: Ava: Ala dos Fae (I) 219: Ava: Ala dos Fae (I) “Eu não tenho TDAH, Selene.”

“Não tem mesmo?” Vanessa parece surpresa.

“Tenho?” Minha surpresa é um espelho da dela.

“Eu assumi que você… Bem, eu não sou médica, apenas uma curandeira da matilha, então posso estar errada.”

“Com TDAH ou sem, estamos demorando demais. Vamos, crianças. Ava, termine sua conversa ou converse enquanto anda, por favor.”

A voz firme de Irmã Miriam como uma mestra nos faz endireitar e seguir, enquanto murmuro no telefone, “Estamos todos seguros, e temos algumas coisas para contar mais tarde quando estivermos acomodados.”

Kellan suspira. “Certifique-se de ligar, Ava. E ligue para Lucas também. Você sabe que ele vai ficar preocupado. Eu já atualizei ele por mensagem. Como ele não explodiu meu telefone ou arrancou minha cabeça de longe, só posso assumir que ele está ocupado com o Conselho.”

“Entendi. Eu vou ligar.”

Desligando, vejo Vanessa guardando seu próprio telefone no bolso, com um sorriso divertido em minha direção. “Tive que mandar uma mensagem para Vester e avisá-lo.”

“Ele não sabe que você está fazendo isso?”

“Claro, mas ele se preocupa.”

Enquanto caminhamos, Vanessa acelera o passo para alcançar Irmã Miriam. “O que você quis dizer mais cedo, antes de passarmos pelo portal? Sobre aquele vampiro no território Blackwood nunca ter existido?”

Irmã Miriam pausa, virando-se para encarar-nos com um sorriso enigmático. “Ah, sim. Marjory, não é? A que morreu gritando durante seu interrogatório?”

Minha melhor suposição é que ela está falando sobre minha vizinha, Margot Mitchell. A ideia de que ela está morta pesa em minha mente; não tenho certeza do que sentir a respeito.

“Como você soube disso?” Marcus interrompe.

“Nós temos nossas maneiras, lobo.” Irmã Miriam suspira. “Aquele vampiro não era real,” ela continua, sua voz baixa e séria. “Ele era uma fabricação, uma ilusão inteligente projetada para semear medo e caos dentro da sua matilha.”

“Mas por quê?” Confusa, apresso meus passos para chegar ao lado dela. “Quem faria algo assim?”

Irmã Miriam balança a cabeça. “Isso, minha querida, é uma pergunta com uma resposta complicada. Uma que eu acredito que você descobrirá à seu tempo.”

“Então você não vai nos responder.”

“Existem coisas que eu não posso te contar, lobo. Independente de qual preço seja dado.”

Enquanto navegamos pelos corredores sinuosos da mansão, sinto-me atraída pela eclética mistura de artefatos em exibição. Uma espada brilhante chama minha atenção, sua lâmina gravada com runas intrincadas que parecem brilhar à luz.

“Impressionante, não é?” Irmã Miriam nota, seguindo meu olhar. “Essa espada já pertenceu a um grande guerreiro, um homem que lutou ao lado dos Fae em uma batalha que moldou o próprio tecido do nosso mundo.”

Estendo a mão, meus dedos pairando logo acima do metal frio. “Como veio a possuí-la?”

Irmã Miriam ri. “Vamos dizer que eu tenho um talento para adquirir itens raros e valiosos. Ao longo dos séculos, acumulei uma coleção considerável.”

Séculos. A palavra ecoa, um lembrete do vasto abismo de experiência e conhecimento que separa Irmã Miriam do resto de nós. Nem consigo começar a imaginar as coisas que ela viu, os segredos que ela guarda.

“E isso é apenas o começo,” diz Irmã Miriam, como se lesse meus pensamentos. “Há muito mais para você descobrir, Ava.”

Somos levados ao que parece ser o hall principal, onde um grupo peculiar espera nossa chegada.

Dois deles são muito parecidos com os servos que me atenderam durante minha visita anterior à casa de Irmã Miriam. No entanto, é o terceiro indivíduo que chama minha atenção — uma mulher incrivelmente baixa, não mais alta do que uma criança de cinco ou seis anos.

Apesar de sua estatura juvenil, seu rosto revela a maturidade de uma mulher bem nos seus quarenta anos. Longas marias-chiquinhas emolduram seus traços bonitos.

Marcus, Vanessa e eu hesitamos em nossos passos, surpresos com a visão diante de nós. Vanessa murmura para si mesma, seu conhecimento médico entrando em ação enquanto ela tenta racionalizar as proporções únicas da mulher. “Não é nanismo, ” ela sussurra, a testa franzida em concentração. “Ela é muito proporcional para isso. Talvez seja alguma outra condição…”

Antes que Vanessa possa continuar suas especulações, a mulher em questão fala com exasperação. “Vocês nunca viram um gnomo antes?” Seu tom é profundo e completamente amadurecido, um contraste rígido com sua estatura infantil.

As bochechas de Vanessa coram de vergonha, e ela se desculpa rapidamente por sua falta de educação. “Me desculpe, eu não quis encarar. Eu nunca nem de gnomos. Só os de jardim—”
A escuridão nubla o rosto da mulher.

“Quero dizer, eu nunca me deparei com um gnomo antes.”

Eu nunca vi Vanessa tão perturbada.

A mulher gnoma bufa, cruzando os braços sobre o peito. “Bem, agora você viu. E eu apreciaria se mantivesse suas considerações médicas para você mesma.”

Eu ouvi falar de gnomos, claro. Até minha mãe tem um no jardim dela, dizendo algo sobre afastar a má energia. Mas eles não se parecem em nada com a mulher diante de nós.

Selene, por outro lado, corre direto para a mulher, seu nariz tremendo enquanto capta seu cheiro. A mulher gnoma recua, seu rosto se contraindo em desgosto.

“Afasta-se,” ela exige, sua voz afiada e autoritária. Selene, surpresa pela reação do gnomo, dá alguns passos para trás, suas orelhas se achatarem contra a cabeça.

A mulher gnoma se arrepia, esfregando os braços como se tentasse livrar-se da presença de Selene. “Lobos,” ela murmura em voz baixa, balançando a cabeça em desaprovação.

Irmã Miriam pigarreia, trazendo nossa atenção de volta a ela. “Layla, esta é a pessoa que estávamos esperando, Ava Grey da Matilha Blackwood.”

Eu abro minha boca para protestar, mas a fecho com o olhar cortante de Irmã Miriam.

O nariz de Layla se contorce em desgosto. “A pequena noiva fugitiva do Renard?”

“Precisamente.”

O olhar de Layla varre-nos, seus olhos se estreitando enquanto ela analisa nosso grupo heterogêneo. Com um suspiro pesado, ela se volta para Irmã Miriam. “Não há outra escolha então, não é?”

Sinto a tensão irradiando de Vanessa e Marcus enquanto eles sutilmente se posicionam para me bloquear da vista, seus corpos prontos para me proteger a qualquer momento. Mas Irmã Miriam parece imperturbável, sua expressão serena enquanto encontra o olhar de Layla.

“Os Fae terão muito a dizer sobre isso,” Layla resmunga, seu tom carregado de irritação.

Os lábios de Irmã Miriam se curvam em um sorriso de quem sabe das coisas. “Eles já estão cientes, Layla. Confie em mim, tudo está acertado.”

Os olhos de Layla se arregalam, surpresa reluzindo em seu rosto antes dela rapidamente compor suas feições em uma máscara de indiferença. Com um resmungo, ela marcha por um corredor à nossa direita, seus pés minúsculos a levando em direção a um conjunto de portas duplas imponentes.

“Sigam-me,” Irmã Miriam instrui, sua voz calma e constante enquanto segue Layla.

Ao caminharmos pelo corredor, a voz de Irmã Miriam ecoa pelas paredes. “Vocês estão sendo concedidos acesso à Ala dos Fae do Santuário Dakota. É um lugar seguro, onde nenhum que lhes deseje mal pode entrar.”

Marcus franze a testa, sua expressão confusa. “Como é suposto nos manter seguros?”

O sorriso de Irmã Miriam é leve. “Nenhum dos seus inimigos jamais seria permitido entrada em um espaço tão sagrado, Marcus. Os Fae são antigos e poderosos, e suas proteções não são para serem brincadas.”

Ao nos aproximarmos das portas duplas, Layla levanta a mão, nos fazendo parar. Ela se vira para mim, sua expressão se suavizando um pouco. “Devo informar-lhe, Ava, que vampiros não são permitidos dentro da Ala dos Fae. Nem mesmo aqueles tão… únicos quanto Irmã Miriam.”

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