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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 200

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  3. Capítulo 200 - 200 Ava Steve (I) 200 Ava Steve (I) O telefone toca
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200: Ava: Steve (I) 200: Ava: Steve (I) O telefone toca.

E toca.

Tudo que consigo é a secretária eletrônica, três vezes diferentes.

Sabendo que o Lucas está ocupado com o Conselho, apenas envio uma mensagem rápida pra ele me ligar de volta quando puder.

Uma batida na minha porta nos interrompe, e Jerico enfia a cabeça com sua típica cara carrancuda. “Tá tudo bem aí dentro?”

“Tá,” eu confirmo, enquanto a Selene esfrega o nariz contra o chão.

O transformista mais velho observa ela fechar a porta atrás dele. “O que há de errado com aquilo?”

O jeito como ele enfatiza o ‘aquilo’ faz a Selene parar no meio do movimento, o lábio se erguendo acima dos dentes num rosnado silencioso.

Ele acabou de me chamar de—?!

“Ela tá bem. Cheirou o livro e pegou um pouco de magia demais no nariz.”

A cabeça de urso dele assente, como se fosse uma ocorrência normal. “Todo filhote tem que aprender em algum momento, eu acho.” Depois de ver o meu olhar vazio, ele diz, “Não é incomum topar com um artefato mágico ocasionalmente. As bruxas enfeitiçavam tudo que tocavam. Um cara até encontrou uma cueca mágica.”

Eu olho para o Jerico, de boca aberta. Cueca mágica? Sério mesmo?

Ele apenas dá de ombros, completamente imperturbável. “Bruxas são uma raça estranha.”

Balançando a cabeça, ele muda de assunto. “Sua senhora Elkins está tomando café da manhã lá embaixo. Quer se juntar a ela?”

Meu coração salta. “Sim, com certeza!” Ansiosa para falar com ela, para perguntar mais sobre esse livro, sobre magia, sobre tudo, quase volto para uma rotina antiga.

Segredos.

Conta pra ele, Selene murmura.

“Espera. Jerico, antes de irmos lá para baixo, eu recebi uma ligação estranha…”

* * *
O café da manhã com a senhora Elkins não acontece. Em vez disso, sou arrastada para um prédio estranho no meio de Pico Branco, que mais parece um armazém abandonado do que qualquer outra coisa.

Seis guardas — minha maior comitiva até agora — me seguem para dentro do edifício, enquanto dois ficam do lado de fora para garantir que não recebamos nenhuma visita inesperada.

O ar empoeirado arranha minha garganta enquanto caminhamos pelo armazém mal iluminado. Sombras se projetam em cada canto, fazendo eu me sentir como se tivesse entrado no cenário de um filme policial sombrio. Dou uma olhada para o Kellan, seu rosto uma máscara impassível.

“Por que o Jerico não pôde vir com a gente?” Pergunto, minha voz ecoando pelo metal e concreto.

Kellan não interrompe a passada. “Alguém precisa ficar nas terras Blackwood enquanto estou fora. Além disso, Jerico não entende muito de tecnologia.”

Franzo a testa, insatisfeita. “Quem vamos encontrar, afinal?”

“Você vai ver em breve.”

Murmuro algo em voz baixa sobre o prédio parecer com um de filme, e Kellan de fato esboça um sorriso. “É o gosto infeliz do Steve.”

“Quem é Steve?”

“Um humano que tem nos ajudado.”

Chegamos a uma porta de metal preta que range ao abrir com um gemido sinistro. Kellan lidera o caminho escada abaixo sem nenhuma luz, exceto a que vem de baixo.

Um porão iluminado nos saúda. Parece um escritório profissional, completo com plantas falsas, pinturas nas paredes e vários cubículos. A única coisa faltando é gente.

“Não estava esperando isso,” admito enquanto nos aproximamos da recepção vazia.

Kellan assente. “Ninguém nunca espera.”

De repente, um garoto jovem vestido de terno e gravata surge debaixo da mesa, me assustando. Ele não pode ter mais de dez anos. Enquanto ele sobe na cadeira, meu coração despenca para os pés, esperando que ela role para baixo dele.

Eventualmente, ele fica de pé no assento e nos encara sobre o balcão com uma expressão séria.

“Você tem um horário marcado?” ele pergunta, sua voz aguda mas séria.

Kellan balança a cabeça negativamente. “Não. Eu sou o Kellan Ashbourne, e esta é—”
O garoto o interrompe com um esgar. “Eu me lembro de você.” Seu olhar se desvia para mim, e me sinto como um inseto sob um microscópio. “Por que a filha do beta Blackwood está aqui?”

Uma surpresa me percorre. Como ele sabe quem eu sou?

Kellan pigarreia. “Ava é a companheira do Alfa Lucas Westwood.”

O garoto — Steve, presumo — fica surpreso. Ele me estuda atentamente, os olhos estreitos, antes de resmungar e nos acenar para seguir em frente. “Me sigam.”

Ele nos conduz por um corredor forrado a um porta no final. Parando com a mão na maçaneta, ele se vira para nós com um olhar advertente.

“Fiquem quietos. Steve não está de bom humor.”

Okay. Ele não é o Steve.

Então quem diabos é esse garoto?

Estou mais curiosa do que nunca quando entramos na sala. Que tipo de operação é essa? E por que Lucas e Kellan estariam envolvidos com uma criança humana?

O que tem de tão interessante? A voz da Selene toca minha mente, rabugenta e petulante. Ela ainda está chateada por ter sido deixada para trás, mas Kellan foi bem firme em relação a alergias a animais de estimação.

Ainda não tenho certeza. A sala é um escritório, com uma grande mesa de madeira dominando o espaço. Prateleiras alinham as paredes, cheias de qualquer coisa, menos livros. Em vez disso, há bonecos de ação misturados com artefatos estranhos. Atrás da mesa, senta-se uma garota.

Não tem como escapar. Não é uma mulher, ou até mesmo uma mulher jovem.

Ela parece ter uns treze anos, com metade da cabeça raspada e longos cabelos cor-de-rosa de um lado. Tem o que parece ser um adesivo temporário de um pônei de desenho animado na bochecha, e colares de Mardi Gras sobre uma camisa branca simples. Muitos colares plásticos, em roxo e dourado.

“Por que diabos você voltou?” ela pergunta, com a atitude que acompanha sua idade.

Kellan inclina a cabeça. “Olá, Steve.”

Steve?

Esta é a Steve?

Eu esperava um homem.

“Temos uma situação. Esta é Ava Grey, companheira de Lucas Westwood.”

O olhar de Steve se move para mim, e me sinto como se estivesse sendo dissecada sob seu intenso escrutínio. A única coisa que não me surpreende nela é o estouro de bolha de chiclete que ela faz. “Ava. É, eu já ouvi falar de você.”

De alguma forma intimidada por essa estranha criança, dou uma olhada para o Kellan ao meu lado. Ele está agindo como se isso fosse uma visita normal de escritório, então tento fazer o mesmo, dizendo a mim mesma que ela é algum tipo de profissional e não uma criança do bairro. “O que exatamente você ouviu?”

O nariz dela franze. “Muitas coisas. Algumas verdadeiras, algumas não. Mas isso não é importante agora.” Pegando uma caneta, ela a aponta para as cadeiras à frente da mesa dela. “Sentem-se. Por que vocês estão aqui?”

Kellan e eu trocamos um olhar antes de nos sentarmos.

“Recebemos uma ligação,” ele começa, seu tom grave. “Uma voz mecânica, ameaçando a vida da amiga de Ava, Lisa, se a Ava não for para a cidade.”

As sobrancelhas de Steve se unem enquanto ela me encara, e percebo que há várias bolinhas pretas perfuradas em suas sobrancelhas. Quem faria isso com um menor? Me faz me perguntar se o adesivo temporário é realmente temporário. “A cidade? Qual delas?”

“Não temos certeza,” admito, meu estômago se contorcendo. “A voz não especificou. Mas é provável que seja a Cidade Não Registrada.”

“Qual delas?”

“A que Blackwood tem se associado.” Kellan fala novamente. “E tem mais. Seu lobo não conseguiu entender o que ela estava ouvindo. É como se o trocador de voz que usaram afetasse lobos.”

Steve me olha com olhos enormes e um rosto pequenino. Por um segundo, é quase como se todo o corpo dela piscasse.

Assim que eu pisquei, o efeito se foi.

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