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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 149

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149: Lisa: Encantada (I) 149: Lisa: Encantada (I) LISA
Quando a luz do luar se desvanece e o sol nasce, consigo ver a minha cela com mais clareza.

Ferrugem se agarra aos meus pulsos e tornozelos, o metal mordendo minha pele com cada movimento trêmulo. Correntes chacoalham contra a pedra, um som que zomba do meu pânico que cresce. Não importa o quanto eu force e puxe, elas se mantêm firmes, ignorando o sangue que escorre pelos meus braços quando minha pele se rompe sob a pressão.

Esta cela, esta prisão, é um pesadelo tornado realidade. Ar frio e úmido se infiltra nos meus ossos, e o cheiro de decomposição enche minhas narinas. Nenhum conforto de uma cama me acolhe, apenas a dureza impiedosa do chão sob meu corpo.

Um único balde apodrecido fica no canto distante, um cruel escárnio das necessidades básicas negadas.

Meus olhos se movem freneticamente, desesperados por algum sinal de fuga, mas as paredes não oferecem salvação. Pedra e tijolo rusticamente talhados, marcados pelos sinais inequívocos do sofrimento, zombam do meu desespero. Essas manchas escuras, marrom-ferrugem e sinistras na luz tênue que filtra através da pequena janela acima, falam de horrores que não consigo começar a imaginar.

Mas eu não preciso imaginar, não é? Estou vivendo isso agora.

Por quê? A pergunta martela na minha cabeça. Por que eu? O que meu captor quer?

Agarro-me às minhas memórias, tentando dar sentido aos pedaços confusos. A festa, o riso, o ponche que fez minha cabeça girar. Bren. O vampiro.

Mas nada mais.

Lágrimas queimam meus olhos, quentes e amargas enquanto escorrem pelas minhas bochechas.

Quero gritar, gritar até perder a voz, mas um instinto me adverte contra isso. Não deixe que eles saibam que você está acordada. Não lhes dê um motivo para vir.

Tem sido pacífico até agora, mas isso não pode durar para sempre.

Mas ah, como eu quero gritar.

E eu gritei, a noite toda, e ninguém veio me salvar.

Embora ninguém tenha vindo me calar, também.

As lágrimas agora vêm com mais força, meu corpo tremendo com soluços silenciosos. Eu me encolho tanto quanto as correntes permitem, tentando me tornar pequena, tentando desaparecer. Mas não há onde se esconder, nenhum lugar para ir além dos confins da minha própria mente.

E em minha mente, as perguntas giram, escuras e insidiosas. O que eles querem comigo? Por que se dar ao trabalho de me sequestrar, de me manter viva? As possíveis respostas me aterrorizam, cada uma mais horrível do que a última. Resgate, tortura, algum jogo doentio… Eu estremeço, a bile subindo na minha garganta.

Sons de raspagem e sussurros perfuram o silêncio, me arrancando dos meus pensamentos.

Eu me tensiono, tentando ouvir mais, entender o que está acontecendo além da minha cela. Só então eu percebo que o som estranho de gotejamento, aquele que tinha sido minha companhia constante, desapareceu enquanto eu estava perdida em um sono agitado.

O medo aperta meu estômago numa dor que cólica à medida que a raspagem fica mais alta, mais próxima. É um barulho estridente e antinatural que me dá arrepios e faz minha cabeça doer. Os sussurros, também, se tornam mais distintos, embora eu não consiga entender as palavras. As vozes são baixas, urgentes e cheias de malevolência que me fazem querer me encolher e me esconder.

Mas não há para onde ir, nenhum lugar para correr, pois estou acorrentada ao chão.

A raspagem para e, por um momento, há apenas silêncio. Pesado, opressivo, torna difícil respirar.

E então, um som de moer, como pedra contra pedra. Meus olhos se arregalam enquanto uma parte da parede desliza para dentro de si mesma, revelando um corredor escuro. Uma figura passa, alta e imponente, e meu coração quase para.

É ele. O vampiro da festa.

Ele parece exatamente como me lembro, toda pele pálida e cabelo escuro, com olhos que brilham com uma luz predatória. Seus lábios se curvam num sorriso, mas não há calor nele. Apenas um divertimento cruel que faz meu sangue gelar.

“Olá, gatinha,” ele ronrona, sua voz como seda sobre aço.

Eu recuo tanto quanto minhas correntes permitem, apesar da dor nos meus pulsos, sangrando e inchados de tantas tentativas de sair dessas algemas.

“O que você quer?” Minha voz é trêmula, apesar dos meus esforços para mantê-la firme.

Ele ri, um som que ecoa pelas paredes e me faz estremecer. “Ah, nós chegaremos lá,” ele diz, dando um passo mais perto. “Mas primeiro, vamos ter uma pequena conversa, certo?”

Seus movimentos são quase hipnóticos, seus passos lentos e medidos enquanto ele se aproxima. Não consigo desviar o olhar, não posso me mover, não posso respirar. É como se eu estivesse congelada, presa pela pura força de sua presença.

Ele se agacha na minha frente, perto o suficiente para que eu possa sentir o frio emanando de sua pele. Perto o suficiente para eu ver a fome em seus olhos, a maneira como eles parecem escurecer enquanto passeiam pelo meu rosto, meu pescoço, meu corpo.

“Você é uma coisinha bonita, não é?” ele murmura, estendendo a mão para afastar uma mecha de cabelo do meu rosto. Seu toque é como gelo, e eu viro o rosto. “E atrevida também. Eu gosto disso.”

“Não me toque,” eu sussurro, mas sai mais como um apelo. Não a exigência que eu gostaria de poder lançar, desafiadora até o fim.

Ele ri, seus dedos percorrendo minha bochecha, meu queixo, meu pescoço. “Você não está em posição de fazer exigências, gatinha,” ele diz, sua voz baixa e perigosa. “Você é minha agora, e eu farei o que bem entender com você.”

O terror se agarra à minha garganta, dificultando a respiração. Não quero imaginar o que ele quer dizer com isso, não quero pensar nos horrores que me esperam. Mas minha mente avança, conjurando imagens de dor e sangue e violação, cada uma mais terrível que a última.

“Por favor,” eu sussurro, odiando o jeito que minha voz se quebra, odiando as lágrimas que ardem nos meus olhos. “Por favor, apenas me deixe ir.”

Seu sorriso se alarga, um relâmpago de dentes brancos na penumbra. Dois são longos e afiados, injetando puro terror em minhas veias.

“Agora, por que eu faria isso?” ele pergunta, sua mão repousando na base da minha garganta. “Eu tive tanto trabalho para te trazer até aqui, gatinha. Não estou prestes a te deixar ir agora.”

Seus dedos se apertam, apenas uma fração, e eu respiro com dificuldade, minha pulsação batendo embaixo de seu toque. Ele se inclina mais perto, seu hálito frio contra minha pele enquanto sussurra no meu ouvido.

“Você vai ser minha pequena animal de estimação, gatinha,” ele murmura, sua voz uma promessa sombria. “Meu brinquedo, para fazer o que eu quiser. E confie em mim, vamos nos divertir muito juntos.”

Eu tremo, arrepios na pele ao som de suas palavras. Repulsa e medo se entrelaçam no meu peito.

Quero gritar. Lutar. Fazer qualquer coisa para me afastar dele.

Em vez disso, estou congelada enquanto ele se inclina, pressionando um beijo gélido no meu pescoço, sua língua alcançando para lamber a pele ali.

É uma sensação horrível.

“Tão doce,” ele sussurra, e até seu hálito é frio. “Tão quente.”

“Por que eu?” eu consigo gaguejar, minha voz quase inaudível. “Por que você está fazendo isso?”

Ele recua, seus olhos encontrando os meus. Há um brilho de algo lá, algo escuro e faminto e aterrorizante. “Porque eu posso,” ele diz simplesmente. “Porque eu quero.”

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