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Enredado ao Luar: Inalterado - Capítulo 107

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107: Lucas: Pânico 107: Lucas: Pânico LUCAS
“Como assim ela está inconsciente?” Minha voz se eleva no fundo da cabine, puxando o olhar alarmado de Vester no retrovisor do SUV.

A voz de Kellan estala no meu telefone. “Os sinais vitais dela estão estáveis, mas ela não está acordando. Os médicos não conseguem encontrar nada fisicamente errado.”

“Então por que diabos ela está no hospital?” A fúria corre pelas minhas veias, meu lobo rosnando para caçar quem quer que ousou machucar nossa companheira. “O que Jerico fez?”

“Não foi ele. Ela desmaiou em casa depois do treino.”

“Treino?” A palavra sai num rosnado. “Ela ainda está se recuperando! Não deveria estar—”
“Chefe.” A voz áspera de Vester interrompe. “Nessa está com ela agora. Deve poder nos dizer mais em breve.”

Passo a mão pelo cabelo, maxilar apertado. “Quero guardas na porta do quarto dela. Ninguém entra, além da matilha e da equipe médica.”

“Já está feito.”

“Bom.” Olho pela janela para as ruas escuras passando velozmente, perna saltitando com impaciência. Vester observa cauteloso, e o husky está ofegando no fundo, ainda na caixa. “O cachorro. Leve-o para a casa da Lisa.”

“Cachorro?” Kellan resmunga. “Desde quando—”
“Não se preocupe com isso.” Encerro a chamada, pulsação martelando na minha garganta.

Ava. Minha Ava. Deitada numa cama de hospital. De novo.

Não. Eu não vou deixar mais nada acontecer com ela. Seja o que for, quem quer que seja responsável, eu os destruirei. Rasgarei eles em pedaços com minhas próprias mãos, se for preciso.

O SUV dá uma freada brusca na frente do hospital, mas eu já estou abrindo a porta, mal registrando o grito de Vester para esperar. Selene chora da sua caixa, mas eu não consigo pensar no cachorro agora. Tudo o que importa é chegar até Ava.

Eu entro pelas portas deslizantes, minhas botas batendo contra o linóleo enquanto traço o caminho mais direto para o balcão da recepção. A recepcionista olha para cima, assustada, mas eu já estou exigindo o número do quarto de Ava.

“Sinto muito, senhor, mas o horário de visitas é—”
“Eu sou Lucas Westwood,” eu rosnado, batendo a mão no balcão. “Alfa da Matilha Westwood. Ava Grey está sob minha proteção. Agora me diga onde ela está.”

A recepcionista empalidece, dedos voando sobre o teclado. “Q-quarto 305, Alfa. Terceiro andar, à esquerda.”

Não me dou ao trabalho de agradecer, apenas viro nos calcanhares e me dirijo aos elevadores. A subida é dolorosamente lenta, os números passando devagar enquanto minha mente se enche de cenários catastróficos.

E se ela estiver mais machucada do que Kellan deu a entender? E se alguém passou pelos guardas? E se—
As portas se abrem e eu estou me movendo, passos largos devorando a distância até o quarto de Ava. Dois dos meus executores estão de guarda, fazendo um aceno respeitoso quando me aproximo.

“Relatório,” ordeno, sem diminuir o passo.

“Sem mudanças, Alfa,” um deles diz. “Vanessa ainda está lá dentro com ela.”

Empurro a porta, coração na boca. E lá está ela. Ava. Quieta e pálida contra os lençóis brancos, um soro gotejando em seu braço. Vanessa olha para cima de onde está sentada ao lado da cama, expressão sombria. Há uma garota humana de cabelos pretos do outro lado da cama. Deve ser a Lisa.

“Lucas,” Vanessa cumprimenta suavemente. “Gostaria de ter melhores notícias.”

Cruzo até o lado de Ava em três passos, minha mão encontrando a dela, cuidando dos fios e tubos. Sua pele está fria ao toque e tenho que engolir o nó na garganta.

“O que ela tem, Nessa?” Pergunto roucamente. “Por que ela não acorda?”

Vanessa suspira, passando a mão pelo cabelo. “Fisicamente, ela está bem. Exausta e um pouco desidratada, mas nada que causasse esse nível de inconsciência.”

“Então o quê—”
“Acho que é o lobo dela,” Vanessa interrompe gentilmente. “Ou melhor, a falta dele.”

Franzo a testa, sem entender. “Como assim?”

“Ava é… única,” Vanessa diz cuidadosamente. “Ela não se transformou, apesar de ter idade. E agora, com tudo pelo que passou… Acho que o lobo dela está tentando emergir, mas algo está bloqueando. É a única teoria que consigo imaginar. A cura dela tem sido a uma velocidade excepcional recentemente, e houve o incidente durante a fuga em que ela teve uma velocidade sobrenatural. Esses não são traços humanos. São dos nossos lobos.”

Olho para o rosto imóvel de Ava, minha mente girando. Seu lobo. Tentando se libertar. “Mas por que agora? O que mudou?”

Vanessa espalma as mãos, impotente. “Eu não sei, Lucas. Isso está além de qualquer coisa que já vi. Estamos em território desconhecido aqui.”

Balanço a cabeça, maxilar tenso. Desconhecido ou não, recuso-me a perder Ava. Não assim. Não quando acabei de tê-la de volta.

“Continue monitorando ela,” ordeno. “Quero atualizações a cada hora. E dobre a guarda no quarto dela. Ninguém entra além da equipe médica e da matilha.”

“Claro,” Vanessa concorda. “Mas Lucas, você deve se preparar. Se o lobo de Ava não puder emergir, ela pode não acordar.”

Fecho os olhos, as palavras atingindo como um soco no estômago. Não. Eu não aceito isso. Eu não posso.

“Ela vai acordar,” digo firmemente, mais para mim mesmo do que para Vanessa. “Ela tem que acordar.”

Afundo na cadeira ao lado da cama de Ava enquanto Vanessa sai, minha mão ainda segurando a dela. Ela parece tão pequena, tão frágil. Nada parecida com a mulher ardente e teimosa que eu sei que ela é.

“Lute, querida,” sussurro, levando a mão dela aos meus lábios. “Lute como eu sei que você pode. Eu estou bem aqui. Eu não vou a lugar nenhum.”

Lá fora, a lua surge cheia e brilhante, lançando luz prateada pela janela. Observo-a se mover pelo chão, meus olhos ficando pesados. Mas eu não vou dormir. Vou ficar bem aqui, fazendo vigília.

Lisa está calada do outro lado. Não é hora para apresentações ou qualquer dessas bobagens sociais insignificantes.

Estamos apenas esperando.

Esperando pela minha companheira voltar para mim.

“Eu amo você, Ava,” respiro, as palavras grudando na minha garganta. “Eu amo você tanto. Não ouse me deixar. Você me ouviu? Fique comigo. Não importa o quê.”

Não há resposta, claro. Apenas o bip constante das máquinas, o gotejar do soro. Mas eu juro que sinto os dedos dela se mexerem nos meus. A mais leve agitação.

Um sinal de esperança. De luta.

Minha Ava ainda está lá. E eu vou ser danado se eu deixar ela escapar.

Então me acomodo para esperar, meus olhos fixos em seu rosto. Orando à Deusa da Lua. Para quem quer que esteja ouvindo.

Trazer ela de volta para mim. Por favor. Eu farei qualquer coisa.

Mas tudo o que posso fazer agora é segurar a mão dela. E ter esperança.

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