ENFEITIÇADA - Capítulo 677
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677: Única chance 677: Única chance “Sou eu, Gid… Vera… sua companheira, sua esposa, você não consegue me reconhecer?” ela perguntou, implorando para que ele a ouvisse. Suas mãos trêmulas ainda tentavam alcançar seu rosto. Ela sentia saudades dele. Muitas, a ponto de doer como o inferno. Nem tinha sido tanto tempo assim. Tinham sido apenas dias desde a última vez que ela o viu, mas parecia que meses já haviam passado.
Bem quando sua mão estava prestes a alcançar e tocar seu rosto, sua visão repentinamente embaçou quando ela foi rudemente arrancada dele. E então foi jogada de volta ao chão. Com força.
Vera gemeu e ofegou de dor com a queda. Mas imediatamente olhou para cima e quando o viu puxando os cabelos enquanto rosnava baixinho para ela, ela se forçou a levantar. Foi então que ela percebeu que tinha sido ele quem a empurrara para longe.
“Fique longe, mulher!” veio sua voz retumbante. Era uma voz que ela mal reconhecia. Soava como se pertencesse ao seu Gideon, mas ao mesmo tempo, como se também pertencesse a alguém que ela não reconhecia. “Se você chegar mais perto, está morta!” a ameaça saiu como um rosnado, surpreendendo-a.
Algo no tom dele fez seu coração apertar de dor. Antes de jogá-la para longe de si, ela quase sentiu sua magia estrangulando-a até a morte. Ele a afastara antes que os instintos de seu lado mais sombrio pudessem matá-la. Seu amado Gideon ainda estava lá em algum lugar… uma parte dele ainda conseguia reconhecê-la.
A esperança floresceu mais brilhante em seu coração, substituindo o medo e incertezas que quase haviam a sobrecarregado. Seus olhos azuis celestes brilharam vibrantes enquanto ela levantava o queixo com aquele sinal encorajador. Ela poderia acordá-lo! Não… ela iria!! Ela o tiraria daquela aterradora escuridão que parecia tê-lo sugado como um poço de areia movediça e o consumido mais rápido do que imaginava. Ela não iria deixá-lo. Nunca. Porque ele era dela. Ele pertencia a ela e somente a ela. Não à escuridão. A escuridão não tinha nenhum direito sobre ele. Mesmo que pensasse que tinha, ela iria mostrar. Ela tinha literalmente passado pelo inferno para buscar seu homem de volta. Seria um dia frio e nevado no inferno antes que seu homem fosse reivindicado por algo ou alguém além dela mesma! Ou seja, nunca aconteceria. Não enquanto ela ainda respirasse e pudesse lutar.
Dando um passo à frente, Vera sorriu para ele através de seus olhos cristalinos cheios de lágrimas. Havia muito tempo que seus olhos azuis bebê não tinham um brilho como o de agora. Embora ela tentasse ser forte e mantivesse o espírito de luta, não podia negar que, diariamente, isso a desgastava. E ela estava sendo desgastada pelas batalhas e lutas intermináveis com as forças inimigas. No entanto, ela persistiu apenas com o pensamento de que a cada inimigo que abatiam, era um inimigo a menos para ela, para que pudesse estar mais perto de Gideon.
“Estou aqui por você agora, Gideon… vamos para casa, Gid… Senti tanto sua falta. Vamos para casa, meu marido mais amado.” Ela continuou sussurrando para ele enquanto caminhava mais e mais perto dele novamente, sem se importar se ele estava ouvindo suas palavras. Ela só queria passar sua intenção.
“Sim, venha. Venha até mim…” sua voz soou tão completamente diferente agora. Tinha mudado para a outra voz que ela não mais reconhecia. Era tão sinistra e escura que fez Vera pausar em seu avanço até ele. Calafrios percorreram sua pele enquanto o medo era despertado dentro dela. Aquela não era a bela voz do seu Gideon. Ainda assim, Vera escolheu continuar. Ela continuou dando passos à frente, confiando em sua fé de que seu Gideon ainda estava dentro de seu corpo. Ela queria acreditar que ele também estava lutando por dentro para sair ao encontro dela.
Ela finalmente o tinha encontrado. De modo algum ela estaria disposta a recuar só porque estava com medo. Nenhuma quantidade de medo a faria deixá-lo sozinho. Nada na terra ou no inferno a impediria de avançar!
“Não! Pare aí! Eu vou te matar!!!” ele rosnou mais alto, advertindo-a enquanto sua magia negra se tornava uma onda de miasma que se lançava descontroladamente ao redor dele, ameaçando afugentá-la. Mas a voz que ela estava ouvindo desta vez… era a do Gideon.
Isso confirmou. Gideon estava tentando combater a escuridão que estava dentro dele e era por isso que parecia haver duas vozes saindo dele, como se estivessem lutando pelo controle total dele.
Quando ela não parou de avançar, ele gritou e lançou sua magia negra loucamente ao redor dele como se estivesse criando um escudo protetor ao redor de si para que ela não se aproximasse. Ele parecia um homem louco, perdendo a razão. No entanto, dizia-se que nenhum dos golpes de magia negra atingiu Vera, mesmo enquanto ela avançava.
Vê-lo lutando tão arduamente consigo mesmo partia o coração de Vera repetidas vezes. Mas ouvi-lo e se afastar também não era uma opção para ela. Ela sentia em suas entranhas que esta era a única chance que ela teria de trazer Gideon de volta com ela. Ela sentia que se falhasse em sua tentativa dessa vez, ela iria se arrepender para sempre. Seria o fim para ela.
As coisas que ela viu naquele momento durante a cerimônia de acasalamento voltaram à sua mente e ela as usou como óleo para alimentar o fogo que já ardia dentro dela. Ela não ia perdê-lo como o que viu em sua visão. Ela não ia passar por toda aquela dor de perdê-lo. Nunca mais. Ela faria qualquer coisa, tudo. O que fosse necessário. Ela não iria sair disso sozinha. Ou eles sairiam juntos ou de maneira alguma.
“Gideon…” ela chamou esperançosa.
Enquanto Vera enfrentava valentemente a parede de miasma escuro que ele havia criado ao seu redor e tentava cruzá-la, ele lançou sua magia diretamente nela.