Duque, isso dói... - Capítulo 91
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91: Tempos de Voo 91: Tempos de Voo Desde que Serafina havia entrado na sociedade como a Duquesa, pequenas mudanças começaram a acontecer dentro do próprio ducado.
Todos os servos do Duque de repente receberam um ‘bônus’ pela primeira vez em suas vidas. Embora já estivessem empregados em funções estáveis e com um salário bastante alto, o local de trabalho não lhes oferecia nada além disso.
A quantia que foi concedida também não era pequena. Claro que ninguém demonstrou desgosto por esse súbito golpe de sorte.
Os benefícios foram concedidos a todos os servos do Duque, incluindo Lili e Pillen.
Essa decisão generosa foi tomada exclusivamente pelo Corvo para garantir que as empregadas que cuidavam de Serafina não fossem menosprezadas. No entanto, poucos realmente sabiam desta verdade.
Corvo queria criar um ambiente de igualdade e respeito dentro do ducado.
Corvo também havia dado uma ordem ao ducado, que especificamente proibia a entrada de uma pessoa específica, ‘Lyn’. Lyndon tinha lamentado pela injustiça, mas Corvo prosseguiu com sua decisão.
Essa medida rigorosa foi tomada para manter a paz e a ordem, bem como para proteger Serafina de quaisquer perturbações potenciais.
Anteriormente, Corvo sempre era acompanhado por Terrance e Lyndon no ducado, mas agora, Terrance era seu único auxiliar. Essa mudança em sua comitiva foi uma clara indicação das mudanças que ele estava implementando.
Ele valorizava acima de tudo a lealdade e a confiança, e Terrance encarnava essas qualidades perfeitamente.
Corvo manteve sua promessa de presentear Serafina com presentes todos os dias. O ducado foi imediatamente lançado num turbilhão de confusão quando ele retornou para casa pela primeira vez com um buquê de flores na mão.
Isso porque a pessoa que não combinava exatamente com aquelas flores as havia trazido com uma atitude totalmente calma.
O contraste entre seu comportamento severo e as flores delicadas criou um burburinho.
No início, Serafina ficou extasiada já que o primeiro buquê que ela recebeu dele foi completamente esmagado devido às suas próprias ações quando estavam na carruagem antes.
Apesar do incidente, o gesto tinha um imenso valor sentimental para ela. Ela valorizava as flores, mesmo em seu estado ligeiramente danificado, como um símbolo do afeto crescente de Corvo.
Os servos do ducado não puderam deixar de perceber as mudanças sutis, mas significativas, em seu Duque.
Ele estava mais atencioso, suas ações em relação a Serafina refletiam um amor profundo e não expresso. O pessoal frequentemente cochichava entre si sobre o romance improvável que florescia dentro das frias paredes de pedra da propriedade.
Todos os dias, Corvo trazia algo novo para Serafina – um livro raro, uma peça de joias exquisitas ou simplesmente uma nota escrita à mão expressando seus pensamentos. Esses pequenos atos de gentileza eram sua maneira de compensar o tempo que perderam e as dificuldades que ela suportou.
Serafina, por sua vez, começou a florescer. Sua postura outrora tímida lentamente deu lugar a uma presença mais confiante e radiante. Ela se via sorrindo mais frequentemente, sua risada ecoando suavemente pelos corredores. Os servos, que tinham crescido para adorá-la, sentiram um renovado senso de propósito em seus deveres, querendo contribuir para a felicidade de sua amada Duquesa.
Numa noite, enquanto Corvo e Serafina estavam sentados perto da lareira, ele lhe entregou uma pequena caixa intricadamente esculpida. “Abra,” ele sugeriu suavemente, observando-a com uma intensidade que fazia seu coração acelerar. Dentro da caixa havia um delicado colar, o pingente em forma de uma pequena lua crescente adornado com minúsculos diamantes cintilantes.
“É lindo,” Serafina sussurrou, seus dedos tremendo enquanto segurava o precioso presente. “Obrigada, Corvo.”
Corvo sorriu, uma expressão rara, mas genuína. “Você é minha esposa, eu deveria estar te dando presentes.”
…
Um dia se passou, que logo se tornou dois. E nos dias seguintes, o buquê que Corvo trazia diariamente acabou se tornando uma tarefa bastante difícil para os servos gerenciarem. Todas as manhãs, sem falhar, Corvo retornava de suas saídas matinais com os braços cheios de flores frescas, suas cores vibrantes e aromas delicados enchendo o ar.
A princípio, a novidade de receber tais presentes belos fazia o coração de Serafina palpitar de alegria. As empregadas arrumavam as flores em vasos, colocando-as estrategicamente pela mansão para que sua beleza pudesse ser apreciada de todos os cantos.
No entanto, à medida que os dias se tornavam semanas, o volume puro de flores começou a dominar a casa.
Todas as superfícies pareciam brotar pétalas, cada sala uma explosão de flores. As empregadas, embora inicialmente animadas com a tarefa, logo se viram gastando mais tempo em arranjos florais do que em suas funções regulares.
Serafina, percebendo o crescente fardo para sua equipe, abordou delicadamente o assunto com Corvo.
No final das contas, ele teria absolutamente esgotado todas as sementes de flores do império se Serafina não tivesse intervindo e dito, “Presentes só devem ser ocasionais.” Fora isso, algumas mudanças relativamente pequenas também ocorreram para Serafina.
Ela se viu receptora de inúmeros convites, sua presença solicitada em vários eventos sociais.
As damas da alta sociedade pareciam ansiosas para incluir a nova Duquesa em seus círculos, fascinadas pelas histórias de sua graça e beleza.
Será que foi tão impressionante o que aconteceu na festa anterior do salão da Marquesa Nibeia? Já havia vários convites endereçados a ela.
De acordo com o plano original, Serafina deveria rapidamente dar o próximo passo, que era organizar uma boa lista de convites. No entanto, ela não podia se mover livremente devido à decisão do Duque que a havia colocado no quarto.
“Suspiro,” Serafina murmurou em voz baixa. Ela sentia como se um grito preguiçoso fosse estourar sempre que ela se mexesse um pouco.
As restrições, embora bem-intencionadas, começavam a pesar sobre ela. Ela ansiava pela liberdade de circular, de interagir com o mundo além de seus aposentos.
Não é que ele esteja restringindo-a…
Ela é apenas muito fraca para fazer qualquer coisa que queira…
Já é cansativo viajar, além disso, ela tem que descansar também…
Corvo está fazendo a coisa certa – mantendo-a em casa.
Mas ela se sente como um pássaro em uma gaiola…