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Duque, isso dói... - Capítulo 77

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  3. Capítulo 77 - 77 Elegância e Preocupação 77 Elegância e Preocupação No exato
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77: Elegância e Preocupação 77: Elegância e Preocupação No exato dia da tão esperada festa no salão, o quarto de Seraphina estava repleto de atividades desde as primeiras horas da manhã. O dia começou com um banho caprichado, e tanto Pillen quanto Lili abriram mão do descanso para prepará-la para o evento, impulsionadas pelo desejo comum de ver sua senhora no seu melhor visual.

O quarto foi tomado pelo aroma de lavanda e água de rosas do banho, criando uma atmosfera calmante e ao mesmo tempo revigorante. Seraphina já vestia o traje escolhido para o grande dia. O vestido, feito da mais fina seda em um tom profundo de esmeralda, realçava sua silhueta esguia, laçando elegantemente sua cintura delgada e caindo em suaves e graciosas pregas até o chão. O bordado complexo na barra e no corpete capturava a luz, cintilando delicadamente a cada movimento. Os olhos de Lili brilharam enquanto ela colocava as joias em Seraphina, um conjunto de brincos de ouro delicados e um colar combinando que adicionava um toque de sofisticação ao seu conjunto.

“Madame, você está extraordinariamente bonita,” Lili exclamou, sua voz cheia de admiração enquanto ajustava o fecho do colar.

“Você está tão linda!” Pillen acrescentou com entusiasmo, suas bochechas coradas de excitação. “Sua tez é tão pálida. Eu estava preocupada em como realçar o seu tom de pele, mas agora vejo que não há necessidade. Com certeza você será a mais deslumbrante da festa!”

“Por favor, não exagere,” Seraphina respondeu com modéstia, embora tenha sorrido suavemente para o seu reflexo no espelho. Era difícil negar que ela estava encantadora, sua pele radiante e seus olhos brilhantes de antecipação.

As duas empregadas olhavam orgulhosas para o resultado do seu trabalho, felizes por verem sua senhora tão radiante. Elas tinham passado incontáveis horas planejando e preparando para este momento, selecionando o vestido e os acessórios perfeitos para destacar a beleza natural de Seraphina. No entanto, a admiração logo deu lugar à preocupação. Pillen pegou um casaco grosso para Seraphina, uma capa profunda de cor burgundy forrada com pelúcia macia.

“É uma pena que você tenha que se cobrir, mas não podemos deixar você pegar outro resfriado,” ela disse, envolvendo a capa pelos ombros de Seraphina. A capa grossa cobria a maior parte do seu vestido, uma proteção necessária contra o ar frio do lado de fora. O inverno tinha sido particularmente rigoroso este ano, e a saúde de Seraphina sempre foi uma questão delicada.

“Madame é uma pessoa tão delicada,” Pillen pensou, seus olhos apertando de preocupação enquanto ela fechava a capa. Não podia deixar de se lembrar das várias vezes que Seraphina tinha adoecido, seu frágil corpo lutando contra o frio implacável.

“Isso mesmo,” Lili concordou. “Tem estado especialmente frio ultimamente. Você trouxe seu remédio?” Ela entregou a Seraphina uma pequena caixa ornamentada contendo seus remédios prescritos, apenas para o caso de ela se sentir mal durante o evento.

“Eu trouxe comigo, só por precaução. Não se preocupem tanto,” Seraphina as tranquilizou, colocando a caixa em um bolso escondido de sua capa. Ela notou os movimentos ansiosos delas e interveio para amenizar as preocupações.

“Por favor, parem de se preocupar. Pillen, Lili, eu só vou ficar fora por algumas horas. Voltarei logo.”

“Mas…” As empregadas trocaram olhares preocupados, suas mãos cheias de capas e acessórios. Elas não podiam ignorar a possibilidade de Seraphina adoecer novamente. A ideia do clima tempestuoso as deixava desconfortáveis. E se Seraphina, tão leve e pequena, fosse afetada pelo vento? O salão tinha declarado que os criados não poderiam participar, aumentando a preocupação delas.

“Eu não seria de nenhuma ajuda para você nesse tempo,” Lili disse, sua voz tingida de arrependimento. Ela sempre esteve lá para ajudar Seraphina, para garantir seu conforto e bem-estar, e a ideia de não poder fazer isso agora a enchia de insegurança.

“Não se preocupem. Voltarei logo,” Seraphina assegurou, seu sorriso como uma flor desabrochando na primavera. As duas empregadas sentiram sua resolução vacilar, mas continuaram os preparativos. Seu jeito gentil e palavras tranquilizadoras amenizaram suas preocupações, pelo menos um pouco.

“Eu simplesmente não posso deixar você ir assim. Madame, por favor, vista mais uma camada, eu lhe peço.” Pillen insistiu, sua voz firme. Ela buscou outro xale, este de caxemira macia e quente, e o envolveu nos ombros de Seraphina.

“Madame! As luvas!” Lili acrescentou, apressada para enfiar um par de luvas elegantes nas mãos de Seraphina. As luvas, feitas de couro fino e forradas com pelúcia, protegeriam suas mãos do frio cortante.

“Por que não levamos outro conjunto de roupas para você? Só por precaução, caso o clima esfrie de repente,” Pillen sugeriu, já pegando uma bolsa pequena e discreta para encher com roupas adicionais.

“Ahh…não é necessário, eu só vou passar um curto período…”

Seraphina se viu em desvantagem numérica e relutantemente permitiu que elas colocassem luvas em suas mãos e acrescentassem outro casaco por cima de sua capa. Ela apreciava a preocupação delas mas se sentia ligeiramente sobrecarregada com tanto esforço. Justo quando Pillen contemplava trazer um par de sapatos adornados com pele, a voz do mordomo interrompeu.

“Madame, sua carruagem está à espera,” ele anunciou, sua voz calma e composta.

“Oh, estou indo!” Seraphina respondeu rapidamente, aliviada pela interrupção oportuna. Ela não havia percebido que já era hora de partir. Pillen lançou um último olhar preocupado, suas mãos parando enquanto ela recuava para deixar Seraphina passar.

“Não têm que se preocupar. Voltarei sã e salva,” Seraphina prometeu, sua voz suave e tranquilizante.

“Madame…” Os olhos de Pillen brilharam com lágrimas não derramadas. O olhar devotado de alguém que cuidou dela profundamente tocou o coração de Seraphina.

Apesar dos seus melhores esforços para permanecer profissional, Seraphina não pôde deixar de sorrir suavemente. Ela acariciou gentilmente o cabelo de Pillen, um gesto de afeto e tranquilidade.

“Voltarei logo, Pillen, Lili, esperem por mim, tá?” ela disse, sua voz quente e confortante. “Obrigada por tudo.”

Quando Seraphina saiu, pronta para enfrentar a festa no salão, levava consigo o amor e o cuidado de suas dedicadas empregadas, envolta no calor da preocupação delas…

A carruagem, um veículo grandioso forrado com veludo macio, a esperava lá fora. O cocheiro a ajudou a entrar, assegurando-se de que ela estivesse confortavelmente instalada antes de fechar a porta…

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