Duque, isso dói... - Capítulo 67
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67: Um Encontro Tenso 67: Um Encontro Tenso “Essa é a razão pela qual estou perguntando. Eu sei bem que o Conde Alaric não estaria fazendo esse tipo de coisa,” disse Raven, esboçando outro sorriso relaxado nos cantos de sua boca. Mas o Conde Alaric, por outro lado, olhava com seus olhos gelados, seu comportamento traindo seus verdadeiros sentimentos.
“Por favor, não se esqueça que meu trabalho também inclui a segurança do Império, Conde Alaric,” continuou Raven, seu tom carregando um aviso sutil.
“Não, claro que não. Eu fui definitivamente iludido a trazer algo tão perigoso. Na verdade, sempre me lembro desta minha filha quando se trata do tópico de medicina, pois ela é minha prioridade máxima.” A voz do Conde tremeu levemente, revelando seu desconforto.
“Se é assim, tenho certeza de que entende o que aconteceu neste lugar antes? Estou tão preocupado porque minha esposa simplesmente levantou-se da cama.” O olhar de Raven endureceu, observando cuidadosamente a reação do Conde.
O Conde parecia envergonhado com a ideia do medicamento em particular, pois seu rosto corou intensamente. Como se tivesse entendido as palavras de Raven como um raio de luz que o iluminara, o Conde imediatamente levantou-se de seu assento.
“Oh, parece que tenho outro assunto para resolver. Então, estarei partindo agora.” Sua voz estava apressada, e ele olhava em volta como se procurasse uma rota de fuga.
“Até mais tarde, então,” respondeu Raven, sua voz desprovida de calor.
“Sim…” O Conde Alaric prontamente concluiu suas saudações constrangidas antes de sair rápido. Ele havia dito adamantemente que viera especificamente por sua filha, mas não poupou sequer um olhar para Serafina quando partiu. Sua saída foi rápida, deixando um rastro de inquietude.
Serafina mal respirava quando ouviu o zumbido da carruagem partindo. Finalmente, o frio congelante do ar pareceu ser liberado, ainda que por um fio. A tensão no ambiente dissipou-se lentamente, como uma névoa pesada se levantando.
“Suas mãos estão bastante frias,” observou Raven, imediatamente envolvendo sua mão em ambas as suas, tentando transferir-lhe um pouco de calor.
“O Conde lhe disse antes o que ele me disse agora?” Sua voz era gentil, mas havia uma ponta de preocupação nela.
“Sim,” ela respondeu, sua voz mal acima de um sussurro.
Ele instantaneamente sentiu uma pontada de tristeza. Ao olhar para a abatida Serafina, Raven sentiu uma picada que distendia seu coração. Não deveria ter terminado apenas com simples palavras proferidas. Ele desejava poder fazer mais para protegê-la do tumulto causado por seu pai.
Raven já estava em apuros desde que obteve a informação por meio de Terrance. Se deveria usar as forças de segurança para invadir os principais comerciantes ou dar-lhes uma chance. Ele eventualmente escolheu a segunda opção pelo bem de Serafina, mas era incerto se seria capaz de executar a mesma escolha na condição de que algo assim fosse descoberto novamente após isso.
Havia também a questão de virar o jogo. Raven havia se movido furtivamente ao decidir penalizar o Conde. Ele nem precisou avançar. Era bastante evidente que, se uma situação surgisse quando o Conde desse as pistas para os outros ministros antes de ele poder lidar com elas, o plano iria definitivamente por água abaixo. Sua mente era um turbilhão de estratégias e contra-medidas.
Serafina parecia terrivelmente inquieta enquanto ele pensava em outras medidas para cuidar do Conde. Seus olhos passeavam pelo quarto, incapazes de se fixar em algo, suas mãos tremendo levemente.
Atendendo às palavras de Raven, ela gradualmente percebeu que esta nunca havia sido sua primeira ‘solicitação’. Ela sempre tentou o seu melhor para não ser um fardo. Mesmo assim, sentia-se angustiada com o fato de ter se tornado um problema por causa do Conde.
“Sinto muito. Não esperava que fosse ouvir esse tipo de absurdo do meu próprio pai…” Sua voz engasgou, lágrimas brotando em seus olhos.
“Não é sua culpa. O Conde teria me procurado mesmo que não fosse por sua causa,” Raven a tranquilizou, sua voz firme e reconfortante.
“Você não tem que se preocupar com o Conde Alaric por minha conta. Meu pai sempre foi esse tipo de pessoa, mesmo que não tivesse sido por mim.” Serafina proferiu, simplesmente porque não estava errada em primeiro lugar. Apesar da possibilidade de que muitos fatos já tivessem sido transmitidos aos outros, não havia diferença alguma.
Ela apenas sentia-se desculposa por tudo o que havia acontecido. Talvez, nunca teria acontecido sem nenhum tipo de credibilidade afinal.
Era apenas pelo fato de ter sido causado por seu próprio pai, que apenas a via como mais uma peça no tabuleiro. O peso das manipulações de seu pai pesava fortemente em seu coração.
O tom vermelho do pôr do sol pintado no céu encobria seu rosto branco como giz. Suas jovens bochechas rosadas a complementavam muito, embora fosse de alguma forma constrangedor.
O contraste entre sua pele pálida e o céu vibrante era marcante.
Parecia haver um rastro de sombra rondando seu coração. Raven eventualmente abriu a boca de maneira cuidadosa enquanto se concentrava nela, seus olhos cheios de preocupação.
“…Meu pai era um homem brusco. Minha mãe, por outro lado, era uma pessoa indevidamente delicada. Por isso, entendi que mesmo com a comunicação mais mínima, tudo ainda poderia funcionar no final,” ele compartilhou, esperando aliviar sua dor compartilhando seu próprio passado.
“O Duque de Everwyn anterior?” Serafina perguntou, sua curiosidade despertada apesar de sua tristeza.
“Ele provavelmente não se importava muito com a casa, já que ele mesmo estava lutando com todos os rumores circulando pela família. No final, ele ainda era indubitavelmente o Duque, independentemente de tudo.” A voz de Raven suavizou ao falar de sua família, as memórias dolorosas e pungentes.
Raven então estendeu a mão, antes de tocar seu rosto gentilmente. Cada toque parecia ser muito prudente depois que ela havia sofrido com o forte caso de frio.
Preocupado que ela pudesse quebrar a qualquer momento, Raven não podia usar muita força e, assim, limitava suas próprias ações a cada instante. Seus dedos acariciavam sua pele levemente, como se temesse que ela se estilhaçasse sob seu toque.