Duque, isso dói... - Capítulo 199
- Home
- Duque, isso dói...
- Capítulo 199 - 199 Duque Preocupado 199 Duque Preocupado Sem hesitar eles
199: Duque Preocupado 199: Duque Preocupado Sem hesitar, eles correram em direção à cidade, onde um pequeno doutor local estava esperando. Embora não fosse especialista, ele rapidamente limpou a ferida de Serafina, mas Corvo não estava satisfeito. “Ela ainda está inconsciente! Precisamos ir para a capital, agora.”
A carruagem mais rápida foi buscada, e logo estavam correndo em direção à capital. O coração de Corvo batia forte enquanto ele segurava Serafina perto, rezando para que ela resistisse.
Ao chegarem à mansão Everwyn, a paciência de Corvo havia se esgotado. “Chame o doutor, AGORA!” ele gritou assim que chegaram.
O médico da mansão correu para dentro, e Corvo só podia ficar impotente enquanto o doutor começava a tratar Serafina, seu coração batendo de medo.
…
A carruagem acelerava em direção à capital com Corvo agarrando a forma inconsciente de Serafina.
Seu coração estava martelando, cada solavanco na estrada o deixava mais ansioso. Ele podia ver os portões da capital surgindo à vista, e não havia tempo para formalidades. Corvo não pararia para ninguém.
Quando se aproximaram do portão da cidade, os guardas avistaram a carruagem desconhecida e rapidamente se movimentaram para detê-la, preparando-se para confrontar quem tentava entrar na capital a toda velocidade.
Mas antes que pudessem agir, o Senhor da Cidade, seguindo de perto, inclinou-se para fora e gritou,
“É o Duque de Everwyn! Recuem! Eu sou o Senhor da Cidade da cidadezinha chamada Pincla. Abram caminho!”
Os guardas imediatamente se afastaram, seus rostos pálidos ao ouvir quem estava dentro. Ninguém ousava atrasar o Duque, especialmente quando sua esposa, a Duquesa, estava angustiada. Enquanto a carruagem trovejava passando pelo portão e pelas ruas da cidade, os guardas trocavam olhares preocupados. ‘Se algo acontecesse à Duquesa, poderia significar um desastre.’
Dentro de minutos, eles chegaram à mansão Everwyn. Corvo, sem perder um segundo, saltou da carruagem, levantando Serafina em seus braços. Sua voz trovejou pela entrada enquanto ele chutava as portas abertas. “Chame o doutor! RÁPIDO!”
Os guardas e servos da mansão, ao verem a expressão frenética no rosto de Corvo e a forma inerte de Serafina em seus braços, entraram em ação.
Um dos servos mais antigos apressadamente enviou um mensageiro para buscar o médico residente da mansão, que estava sempre de prontidão devido à saúde delicada de Serafina.
Em momentos, o doutor chegou, seu rosto pálido e sério.
“Vossa Graça, vamos levá-la imediatamente ao quarto de tratamento,”
ele disse, fazendo sinal para um dos servos ajudar a preparar as ferramentas necessárias.
Corvo colocou Serafina gentilmente na cama do quarto, suas mãos tremendo enquanto recuava para deixar o doutor examiná-la.
“Ela vai ficar bem?” A voz de Corvo estava apertada, o habitual sossego substituído pela preocupação. Sua presença imponente e comandante estava desaparecendo diante da visão de sua amada esposa ferida e inconsciente.
O doutor se inclinou sobre Serafina, limpando o sangue de sua boca e verificando seu pulso. “Ela perdeu a consciência, mas o pulso ainda está forte,” o doutor murmurou. Ele rapidamente começou a trabalhar, limpando qualquer ferida visível e verificando por lesões ocultas. O ambiente estava tenso, com Corvo parado ali perto, seus punhos cerrados enquanto observava o doutor com uma atenção de águia.
Corvo não suportava a impotência que o roía. “Faça o que for necessário. Se ela precisar de alguma coisa — qualquer medicamento, qualquer curador da capital — chame-os imediatamente. Não poupe despesas,” ele ordenou, caminhando de um lado para o outro.
O doutor assentiu, já preparando um remédio básico. “Por enquanto, ela está estável. Ela precisará descansar, mas não parece que suas feridas sejam fatais. Ainda assim, eu recomendo monitorá-la de perto nas próximas horas. Eu dei a ela um sedativo para aliviar a dor e ajudá-la a recuperar a consciência.”
Corvo soltou um suspiro que não sabia que estava segurando, mas a tensão em seu corpo permanecia.
Seus olhos aguçados não perdiam um único movimento que o doutor fazia. Ele estava pronto para agir a qualquer momento se algo desse errado.
Serafina permanecia imóvel, sua respiração estável, mas seu rosto pálido. Corvo puxou uma cadeira ao lado da cama, se recusando a deixar o lado dela.
“Fique aqui e fique de olho nela,” ele disse ao doutor, que assentiu em concordância, sabendo que ninguém ousaria deixar Serafina desacompanhada. Ele entendeu o comando não dito de Corvo — não havia espaço para erros.
Horas passaram com Corvo sentado em vigília ao lado dela. Ele raramente saía do assento, mantendo uma mão sobre a dela, como se a quisesse acordar. Ele pensava em como ela tinha sido imprudente, tentando emboscar o ladrão.
‘Ela sempre teve um lado audacioso, mas isso… isso foi muito arriscado.’
Uma batida na porta quebrou o silêncio pesado. Um servo entrou cautelosamente, curvando-se profundamente. “Vossa Graça, o Senhor da Cidade chegou e deseja falar com o senhor.”
Os olhos de Corvo se estreitaram. Ele não havia esquecido a covardia que vira nos olhos daquele homem na aldeia.
“Diga-lhe para esperar,” Corvo disse friamente. Não havia como ele deixar o lado de Serafina, não até ter certeza de que ela estava fora de perigo.
O servo assentiu e saiu rapidamente do quarto, deixando Corvo novamente no silêncio espesso de sua preocupação. Ele ainda não havia lidado com o ladrão ou o cúmplice; sua mente ainda estava fixada na segurança de Serafina.
À medida que o sol começava a se pôr, Serafina finalmente se mexeu. Seus dedos se contraíram levemente, e seus olhos se abriram um pouco, o suficiente para fazer Corvo saltar da cadeira.
“Serafina?” Sua voz estava baixa, uma mistura de alívio e preocupação enquanto se inclinava mais para perto dela. “Como você está se sentindo?”
Serafina piscou, sua visão lentamente se ajustando. Ela se sentia fraca, mas a presença de Corvo, tão próxima, lhe dava uma sensação de segurança. “Corvo…” ela sussurrou, sua voz rouca. “O que aconteceu?”
“Você se machucou,” ele respondeu suavemente, afastando uma mecha de cabelo de sua testa. “Mas agora você está segura. Estamos de volta à mansão.”
Ela assentiu lentamente, seus olhos se fechando novamente enquanto o esgotamento a dominava. “Me desculpe… eu tentei ajudar…”
Corvo sacudiu a cabeça, embora houvesse um pequeno sorriso afetuoso em seus lábios. “Você sempre tenta ajudar,” ele disse, sua voz agora mais suave, sua raiva anterior se dissipando. “Mas da próxima vez, deixe a luta para mim.”
Os lábios de Serafina se curvaram em um sorriso fraco antes de ela voltar a adormecer tranquila. Corvo ficou ao lado dela, seu coração finalmente se acalmando, sabendo que ela ficaria bem.
Mas, no fundo de sua mente, a frustração e a raiva contra aqueles que a haviam machucado permaneciam. O ladrão e aquele ajudante tinham que ser tratados. Assim que Serafina se recuperasse completamente, ele pessoalmente garantiria que ambos fossem devidamente enforcados.