Duque, isso dói... - Capítulo 198
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- Capítulo 198 - 198 Um Encontro Perigoso na Floresta 198 Um Encontro Perigoso
198: Um Encontro Perigoso na Floresta 198: Um Encontro Perigoso na Floresta À medida que se aproximavam, os ladrões de repente ficaram alertas.
Talvez fosse o farfalhar de um galho ou a mudança sutil no vento, mas eles perceberam que alguém estava se aproximando.
“Quem está aí?” gritou o atendente, sua voz cheia de suspeita enquanto a mão disparava para sua cintura.
Corvo saiu de trás de uma árvore, calmo, mas com uma borda perigosa. O luar filtrava-se através do dossel, projetando longas sombras em seu rosto. “Eu poderia lhe perguntar o mesmo”, respondeu Corvo, sua voz firme, mas com um tom ameaçador. “O que vocês dois estão fazendo nesta parte da floresta?”
“Nada da sua conta!” o atendente cuspiu, avançando para ficar entre Corvo e o ladrão. Ele estava nervoso, olhando por cima do ombro em busca de apoio de seu parceiro.
“Saia daqui se souber o que é bom para você”, acrescentou o ladrão, sua voz tremendo um pouco. “Não estamos procurando confusão.”
Corvo levantou uma sobrancelha, um sorriso brincando em seus lábios. “Ah é? Parece-me que vocês já encontraram confusão.”
O atendente rosnou, sua mão agarrando o cabo de uma adaga em sua cintura. “Falo sério. Recue, ou vai se arrepender.”
A expressão de Corvo não mudou. Ele estava praticamente convidando-os a fazer um movimento. “Ou o quê? Vai me esfaquear?” ele perguntou, avançando deliberadamente, seu olhar fixo no atendente trêmulo. “Gostaria de ver você tentar.”
“Fique para trás!” o atendente gritou, sacando sua adaga com mãos trêmulas. O luar refletia na lâmina, mas o medo em seus olhos era muito mais revelador. Corvo se aproximou mais, não intimidado pela arma apontada para ele.
“Você sabe mesmo usar isso?” Corvo provocou. “Parece que sua mão está tremendo. Não é um bom sinal se você quer sobreviver esta noite.”
A confiança do atendente vacilou, seus olhos correndo nervosamente entre Corvo e o ladrão. “Eu… eu vou te esfaquear!” ele gaguejou, segurando a adaga à sua frente.
Corvo suspirou, balançando a cabeça. “Você teve sua chance.”
Num movimento fluido, Corvo avançou, sua mão disparando para agarrar o pulso do atendente. Com uma torção rápida, ele desarmou o homem, fazendo a adaga voar pelo ar.
O atendente soltou um grito de dor, mas antes que pudesse reagir mais, Corvo o jogou contra uma árvore próxima, tirando o ar dele.
O ladrão, assistindo horrorizado enquanto seu parceiro era facilmente subjugado, deu um passo trêmulo para trás. Sua adaga brilhava na luz fraca, mas ele não fez nenhum movimento para usá-la.
O olhar frio de Corvo passou para ele. “Você é o próximo?” ele perguntou casualmente, como se não estivesse no meio de desarmar homens perigosos. “Ou você é inteligente o suficiente para saber quando está superado?”
O ladrão engoliu em seco, seu aperto em volta de sua adaga apertando, mas ele não avançou. Seus olhos corriam ao redor, procurando uma saída.
“Não… não se aproxime de mim”, o ladrão gaguejou, recuando ainda mais. Ele estava tremendo de medo agora, sabendo muito bem que não teria chance.
Antes que Corvo pudesse fazer um movimento, o atendente, ainda preso contra a árvore, gritou, “Atrás de você!”
Corvo girou apenas a tempo de ver Serafina, segurando um grosso galho de árvore, tentando se aproximar do ladrão por trás. Mas era tarde demais — o ladrão, avisado por seu parceiro, virou-se e agarrou-a, arrancando o galho de suas mãos e pressionando sua adaga contra a garganta dela.
“SERAFINA!” O coração de Corvo acelerou ao vê-la sendo feita refém. Seus olhos escureceram e seus músculos se tensionaram enquanto ele observava o ladrão segurando a vida de Serafina em suas mãos.
“Corvo… me ajude…” A voz de Serafina tremia, seus olhos arregalados de medo. Ela achou que poderia emboscar o ladrão, mas seu plano saiu pela culatra.
“Não chegue mais perto!” o ladrão latiu, pressionando a lâmina perigosamente perto da pele de Serafina. “Ou eu corto a garganta dela, juro!”
Os punhos de Corvo se cerraram ao seu lado, cada instinto dizendo-lhe para avançar e salvá-la, mas ele sabia que um movimento errado poderia custar a vida de Serafina. “Solte-a,” ele disse, sua voz baixa e perigosa. “Ou eu vou fazer você se arrepender.”
“Solte-a?” o ladrão riu amargamente. “Não sou estúpido. Você solta meu parceiro primeiro, ou ela morre!”
A mente de Corvo acelerou. Ele poderia facilmente derrubar o ladrão, mas não sem arriscar a vida de Serafina. Com um suspiro frustrado, ele soltou o atendente, que se afastou do aperto de Corvo, agarrando seu lado em dor.
“Pronto. Eu o soltei. Agora a solte,” demandou Corvo, sua voz tensa de fúria.
O ladrão zombou, sua confiança crescendo. “Você acha que sou um idiota? Se eu a soltar, você virá atrás de mim no segundo que eu virar as costas.”
Como se em sinal, o som de passos ecoou pela floresta. Guardas, junto com o dono da pousada, chegaram à cena, armas desenhadas e prontas para uma luta.
“Solte-a!” um dos guardas gritou, apontando sua espada para o ladrão. “Você está cercado. Não tem saída!”
“Mesmo que você a mate, nós te pegaremos.”
O medo brilhou no rosto do ladrão enquanto ele olhava ao redor, percebendo que suas opções estavam diminuindo.
‘Se eu a matar, estou morto de qualquer forma,’ ele pensou, o pânico aumentando em seu peito.
Ele apertou sua pegada em Serafina por um momento, mas então, vendo nenhuma saída, ele a empurrou rudemente em direção a Corvo e correu para a floresta.
“SERAFINA!” Corvo gritou, pegando-a enquanto ela cambaleava para frente. Sangue escorria de sua boca, seus olhos piscando fechados enquanto ela desmaiava em seus braços.
“Guardas, atrás dele!” Corvo rugiu, sua voz ecoando pelas árvores. Os guardas não o reconheceram; eles pensaram que ele era alguém da pousada. Se eles soubessem que ele era Duque… bem, essa é outra história.
Naquele momento, o Senhor da Cidade chegou, seu rosto pálido de medo quando reconheceu o Duque e a Duquesa. “Vossa Graça… Vossa Graça! Ela está—”
“Ela está sangrando! Leve-a a um doutor, agora!” Corvo latiu, seus olhos selvagens de preocupação. Ele podia sentir as respirações superficiais de Serafina contra seu peito, seu corpo flácido em seus braços.
O Senhor da Cidade, tremendo de medo, se apressou em dar ordens aos guardas. “Sim, imediatamente! Guardas, ajudem o Duque!”