Duque, isso dói... - Capítulo 144
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144: Na casa do Marquês 144: Na casa do Marquês Em algum momento, depois que seus olhos se abriram de repente, Serafina olhou em volta para ver se ainda estava vagando em seu sonho. Seus lábios, que estiveram bem fechados, se abriram levemente enquanto uma figura familiar lentamente entrava em foco através de sua visão ainda embaçada.
“Corvo…?”
Seus olhos se desviaram do livro que estava lendo, atraídos pela voz suave que chamava seu nome.
“Você acordou. Logo será hora do jantar.”
“Dormi tanto assim?”
Corvo deu um aceno de cabeça. Serafina lançou um olhar rápido em direção à janela. A luz do sol que anteriormente brilhava intensamente em seus olhos agora era substituída pelo brilho suave e quente do pôr do sol refletindo no vidro.
“Não importa quão confortável eu estava na carruagem, parece que trouxe esse conforto comigo para a cama também.”
Após fechar o livro que estava lendo, Corvo se acomodou bem ao lado da cama.
“Acho que você está com uma leve febre”, ele disse, colocando a mão gentilmente em sua testa.
Serafina imediatamente balançou a cabeça ao toque dele, descartando sua preocupação.
“Tenho certeza de que é só porque acabei de acordar e, por isso, me sinto um pouco quente.”
“Tem certeza? Se não estiver se sentindo bem, podemos chamar o doutor a qualquer hora, então não se preocupe.”
“Sim, estou bem. Também me sinto bastante revigorada, graças ao sono de agora há pouco.”
Os sintomas eram muito leves para serem considerados algo sério. Era claro que o calor que ela sentia era simplesmente por ter acabado de levantar da aconchegante cama.
“Então, vou chamar as empregadas. Você deve comer alguma coisa em breve.”
“Entendido.”
Logo após Corvo sair, Pillen e Lili entraram eventualmente. As duas se ocuparam cuidando de Serafina enquanto conversavam sem parar sobre a grandiosidade da propriedade do Marquês.
O novo cenário tinha uma maneira de fazer o coração das pessoas bater com empolgação. Enquanto observava as duas discutindo animadamente sobre o ambiente ao redor, Serafina não pôde deixar de sorrir, sentindo um senso de maravilha.
**Toc, toc**
A mão de Lili, que estava arrumando o cabelo de Serafina, pausou com a batida na porta.
“É o Mestre?” Lili perguntou.
“Pensei que você esperaria—” Serafina começou, um sorriso surgindo em seus lábios. Envolvendo um xale em seus ombros, ela se levantou e abriu a porta ela mesma.
No entanto, não era Corvo quem estava do outro lado. O sorriso de Serafina desapareceu enquanto ela franzia a testa instintivamente ao ver Ferdinando.
“Faz muito tempo desde aquele dia”, Ferdinando disse com um sorriso.
“O que você está fazendo aqui?” A voz de Serafina estava carregada de irritação, seu humor se azedando com a visão dele.
“Estou aqui para convidá-la para o jantar. Pensei que viria buscá-la, já que você não estaria familiarizada com a disposição do Marquês.”
“Poderia ter pedido para um servo fazer isso”, Serafina respondeu secamente.
“Como posso confiar uma convidada tão valorizada a um mero servo?” Ferdinando disse, seu tom amigável, embora Serafina permanecesse desimpressionada. Só de ver o rosto dele trouxe de volta memórias daquele terrível incidente na rua.
Havia duas principais razões pelas quais ela não queria vir ao Marquesado de Werner, e Ferdinando era uma delas.
Serafina forçou um sorriso educado antes de balançar a cabeça. “Sinto muito, mas irei com meu querido marido.”
“Vamos, irmã.”
Serafina virou a cabeça rapidamente em direção à voz alegre que se juntou à conversa.
“…Arjan.”
Serafina suspirou enquanto a segunda razão para sua relutância — Arjan — apareceu. Ela também não queria encontrar-se com ela. No momento em que pisou na propriedade do Marquês, sentiu uma dor de cabeça se formar devido a esta terrível infelicidade.
“Venha comigo. Faz tanto tempo que não nos vemos, então temos muito para conversar”, Arjan sugeriu com um sorriso brilhante.
“Você está aqui — no Marquês também”, Serafina disse, surpresa.
“Estou aqui com o Pai. Não falta muito tempo até o casamento de qualquer forma.”
Iriam fazer uma festa quando o casamento estava tão próximo? Várias perguntas começaram a girar na mente de Serafina. Organizar uma festa tão perto do casamento parecia extravagante, até desperdício. Os custos do casamento por si só já eram significativos. Por que acrescentar uma despesa extra?
Serafina olhou para Arjan, que ainda sorria, alheia a seus pensamentos. Por enquanto, Serafina apenas queria estar longe dos dois.
“Entendi. Então, espero que tenha um maravilhoso tempo”, Serafina disse, seu tom firme enquanto as dispensava, afastando suas dúvidas por enquanto.
O sorriso de Arjan vacilou um pouco diante da clara rejeição de Serafina, mas ela rapidamente mascarou sua reação, saindo do quarto com Ferdinando. Serafina os observou ir embora, aliviada por ter um momento de paz.
“O quê? Você não me ouviu?”
“Não me sinto obrigada a ir com você. Acho que seria melhor resolvermos o assunto na próxima vez.”
“Não, espere um minuto.”
Arjan rapidamente agarrou o pulso de Serafina. O puxão vigoroso fez Serafina sentir sua visão girar.
Uma onda súbita de vertigem enfraqueceu suas pernas, e ao perder o equilíbrio, seu corpo inclinou para o lado.
“Que assunto você tem com minha esposa?”
Logo antes de ela cair no chão, Corvo a pegou. Ele a levantou gentilmente, assegurando-a seguramente em seus braços.
“…Corvo.”
Arjan, intimidada pelo olhar feroz de Corvo, soltou a mão de Serafina e deu um passo para trás. Ferdinando, percebendo o desconforto de Arjan, deu um passo à frente para intervir.
“Não é nada demais, Duque. Arjan estava apenas expressando sua alegria, e a Duquesa tropeçou.”
“Se não é nada demais, então não há razão para tocá-la.”
“Duque, você está entendendo mal as intenções de Arjan…”
“Corvo.”
A voz firme de Serafina cortou Ferdinando. Ela olhou para Corvo, depois desviou o olhar para os outros sem lhes dar mais atenção.
“Você sabe onde fica o salão de jantar?”
“Se é o salão de jantar, eu sei o caminho, já que vi a disposição da residência do Marquês mais cedo.”
“Então, podemos ir sozinhos. O Jovem Mestre só estava aqui para nos guiar, afinal.”
Serafina sorriu educadamente, inclinando a cabeça levemente. “Nos vemos lá. Vamos andando.”
Ela saiu com Corvo, sua mão descansando gentilmente na dele enquanto caminhavam em direção ao salão de jantar. Corvo a seguiu de perto, parando eventualmente em seus lugares marcados.
“Serafina.”
Sua voz, agora suave e terna, era um forte contraste com a que usou anteriormente. Serafina se virou para ele, seus olhos refletindo o afeto que sentia. Tinha sido um longo tempo desde que quase o perdeu.
“Senhorita Jovem Arjan ainda a incomoda?”
“Não, ela apenas me pediu para ir ao salão de jantar com ela. Eu não quis, então recusei.”
Ela forçou um sorriso, balançando levemente a cabeça. “Eu só… nem mesmo quero aceitar um simples favor dela.”
“Eu entendo. Seguirei seus desejos, então não se preocupe com ela.”
“Obrigada.”
Corvo a abraçou apertado, sentindo sua inquietação persistente. Ele acariciou suas costas gentilmente, seu calor se espalhando por ela enquanto ficavam lá parados por um momento mais.
Quando finalmente chegaram ao salão de jantar, o Marquês os cumprimentou calorosamente. Outros convidados já estavam sentados, e o ambiente vibrava com conversas tranquilas.
“Obrigado por virem. Não preparei muito, mas espero que seja do seu agrado”, o Marquês disse, suas palavras simples, mas sinceras.
Conforme a comida era servida, pratos quentes criados para combater o clima frio, o clima no salão de jantar se tornou animado. As refeições deliciosas e o ambiente acolhedor pareciam tranquilizar a todos.
“Duquesa Everwyn, seu quarto está quente o suficiente?” uma das convidadas perguntou, atraindo a atenção de todos para Serafina.
“É tudo graças a você. O calor me fez sentir tão confortável quanto se estivesse em minha própria casa.”
“Tenho prestado atenção especial às suas necessidades, dada a sua saúde. Estou contente que tenha sido do seu agrado”, a convidada respondeu, sorrindo.
Serafina conseguiu manter seu sorriso. Ela estava aliviada que o Marquês tinha sido considerado, ao contrário do seu encontro anterior com Ferdinando.
“Você deve ter tido dificuldades para vir até aqui, não é?” Marquesa Werner perguntou, enxugando a boca com um guardanapo enquanto sorria calorosamente.
“O vento aqui é forte, mas a neve é linda. Espero que você descanse bem enquanto participa da festa.”
“A beleza da vila, que parece feita de vidro, conquistou meu coração. Sou verdadeiramente grata pela sua hospitalidade. Só posso imaginar quão maravilhosa será a festa nesse cenário.”
“Você já esteve na festa do Marquês antes?”
“Como você sabe, minha saúde não é das melhores, então não tive muitas oportunidades…”
Serafina parou de falar quando sentiu um puxão suave em sua saia. Olhando para baixo, ela viu um garoto pequeno encostado nela, olhando para cima com olhos grandes e curiosos.
“Quem é você, irmã?”
“Irmã?” Serafina ecoou, surpresa com a escolha de palavras do menino.
“Oh, Roberto!” Marquesa Werner exclamou, suas bochechas corando de constrangimento.
“Sinto muito. Ele é uma criança da família de um parente. Devido a algumas circunstâncias desafortunadas, ele foi separado dos pais, e nós estamos criando ele. Ele ainda não aprendeu modos apropriados.”