Duque, isso dói... - Capítulo 130
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130: Recuperação 130: Recuperação Após um período desconhecido de tempo.
As pálpebras de Serafina tremiam suavemente, e ela começou a acordar, embora seu corpo se sentisse pesado e fraco. A primeira coisa que ela notou foi a sensação de queimação horrível em sua garganta, como se tivesse engolido algo cortante.
Ela fez uma careta com o desconforto, querendo alcançar e coçar seu pescoço, mas não tinha energia para se mover.
“…fina?”
“Serafina…?”
“Serafina? Você consegue me ouvir?”
Uma voz veio de perto, era suave e cheia de preocupação. Era uma voz que ela conhecia bem, uma que a fazia se sentir segura. Ela queria abrir os olhos, responder, mas suas pálpebras pareciam pesar uma tonelada, como se estivessem coladas.
“Serafina, você está acordada?”
A voz de Corvo estava mais clara agora, sua calma usual tingida de preocupação. Lentamente, com muito esforço, ela conseguiu abrir um pouco os olhos.
O quarto estava escuro, mas ela podia vê-lo inclinado sobre ela, seus olhos violetas cheios de medo e alívio. Seu rosto, normalmente tão composto, parecia ter envelhecido no curto tempo que ela tinha desmaiado.
“Ra… Corvo…”
ela crocitou, sua voz rouca e mal audível.
O som a surpreendeu; ela não conseguia se lembrar da última vez que sua voz tinha soado tão áspera.
Quanto tempo ela tinha ficado desacordada? Ela tinha tentado tanto não ficar doente, se manter forte, mas agora seu corpo se sentia como se tivesse passado por uma guerra.
A expressão de Corvo se suavizou imediatamente quando ela falou, seus olhos brilhando com lágrimas não derramadas.
“Serafina… graças a Deus,”
ele respirou, sua voz estava espessa de emoção. Ele alcançou a mão dela, pressionando-a suavemente contra sua bochecha. Sua mão se sentia tão pequena e fina em seu aperto, mais frágil do que ele se lembrava.
Ela notou o quão magros seus dedos pareciam, os ossos se destacando mais do que o habitual. A culpa a inundou quando ela percebeu quanto ela deve ter preocupado ele. Toda a casa deve ter estado em caos enquanto ela estava inconsciente. Ela olhou para Corvo com um sorriso fraco e pedindo desculpas.
“Estou tão feliz que você está bem,”
Corvo disse suavemente, seu polegar acariciando a parte de trás da mão dela.
Sua voz era terna, mas havia um limite para ela, como se ele estivesse se contendo por um fio.
“Eu pensei… eu pensei que tinha te perdido.”
“Corvo…” a voz de Serafina falhou, não apenas pela aspereza em sua garganta, mas pela emoção que subia dentro dela.
“Me desculpe… não foi minha intenção te assustar.”
Corvo balançou a cabeça, um sorriso triste puxando seus lábios.
“Você não tem que pedir desculpas,”
ele murmurou, apertando um pouco mais a mão dela.
“Eu só estou grato que você está aqui.”
“Obrigada… por ficar comigo,” ela sussurrou, sua voz enfraquecendo enquanto o cansaço puxava-a novamente.
Ela podia ver a exaustão no rosto dele também—os círculos escuros sob seus olhos, o jeito que seus ombros desabavam de fadiga. Ele dever ter ficado ao lado dela todo o tempo.
Corvo mordeu o lábio, tentando manter suas emoções sob controle. Havia tanto que ele queria dizer, tantas coisas que ele tinha segurado, mas agora, olhando nos olhos cansados dela, tudo o que ele conseguia pensar era o quanto a amava. Ele se inclinou para perto, sua testa descansando suavemente contra a dela.
Assim que Serafina estava começando a voltar a si, o doutor entrou, Embora Serafina estivesse acordada, estava claro que ela ainda estava fraca, sua pele pálida e seus movimentos lentos.
“Madame, posso verificar seu pulso?” o doutor perguntou suavemente, Serafina conseguiu um pequeno aceno, estendendo seu braço de debaixo do cobertor.
Seu pulso era tão fino que parecia que poderia quebrar com muita pressão, e o coração de Corvo doía ao vê-la assim.
Corvo, que não tinha tirado os olhos dela o tempo todo, observava ansiosamente enquanto o doutor verificava o pulso de Serafina.
Sua mente corria com preocupação, cada segundo parecia uma eternidade. Ele geralmente era aquele no controle, mas agora, ele se sentia impotente, completamente à mercê de qualquer notícia que o doutor lhe desse.
“Como ela está?” Corvo perguntou, precisando ouvir que ela iria ficar bem.
O doutor olhou para cima, dando um pequeno sorriso tranquilizador.
“Ela está melhorando, meu Senhor. O pulso dela está estável e a respiração muito mais forte agora. Ela só precisa de um tempo para descansar e se recuperar.”
Corvo soltou um suspiro que não percebeu que estava segurando, mas a preocupação não saiu completamente de seu rosto. Serafina, percebendo sua tensão, deu um aperto suave na mão dele, tentando tranquilizá-lo com um sorriso cansado.
“Estou bem, Corvo… você ouviu ele.”
Mas mesmo com as palavras dela, Corvo não conseguia sacudir o medo que tinha o dominado quando a viu desabar.
A memória dela tossindo sangue e deitada tão parada o assombrava, e ele não tinha certeza se poderia relaxar até que ela estivesse completamente recuperada.
“O que causou isso?” Corvo perguntou ao doutor, ele tentou juntar o que tinha acontecido. “Ela estava bem antes, só tinha um resfriado.”
O doutor acenou com a cabeça, sua expressão ficou séria. “Sim, é estranho. Um resfriado não deveria ter causado algo tão severo. Madame, você já experimentou algo assim antes?”
Serafina acenou levemente. “Sim… quando eu era mais jovem, antes de nos casarmos. Eu costumava ter episódios assim às vezes.”
O doutor franziu a testa, considerando a informação. “Você comeu ou bebeu algo antes de desmaiar?”
Serafina tentou se lembrar, mas sua mente ainda estava um pouco nebulosa. “Eu não comi muito… apenas um pedaço de chocolate e o remédio que você me deu.”
“Que tipo de chocolate?” a doutor perguntou, seu tom um pouco mais focado agora.
Serafina pensou por um momento. “Aquele que Corvo comprou para mim da padaria. Eu precisava de algo doce depois de tomar o remédio.”
A testa da doutor se franziu mais ainda enquanto ela tentava descobrir a causa. “E o remédio… você tem certeza que era o que eu prescrevi?”
Serafina hesitou, uma memória piscando em vida. “Acho que sim… mas eu posso ter tomado algo a mais por engano. Algo dos suprimentos do Conde.”
A preocupação de Corvo se aprofundou com isso. “Devemos deixar o doutor verificar esses frascos, Serafina. Precisamos ter certeza de que nenhum deles causou isso.”
O doutor acenou em concordância. “Sim, vou dar uma olhada neles. Se houver algo incomum, encontraremos. Enquanto isso, vou preparar algo para ajudar na sua recuperação.”
Serafina acenou, sentindo-se um pouco mais tranquilizada agora que havia um plano em andamento. Ela pensou que definitivamente seria melhor para ela aproveitar essa oportunidade e contar a ela sobre os remédios que ela tinha tomado antes.
“Por favor não coma nada exceto o que eu lhe dei por agora,”
o doutor aconselhou, seu tom sério mas gentil.
“E tente manter suas refeições leves—algo fácil para o seu estômago.”
“Algo mais que devemos ficar de olho?” Corvo perguntou, sua testa franzindo enquanto ele ouvia atentamente.
Ele não ia perder nenhum detalhe quando se tratava da saúde de Serafina. Se havia algo que poderia ajudá-la a se recuperar mais rápido, ele queria saber sobre isso.
“Você ainda está bem fraca, então precisa ter cuidado extra,” o doutor continuou, olhando para Serafina com preocupação. “Tem estado bem ventoso ultimamente, então certifique-se de se manter aquecida.”
“Eu vou garantir isso,” Serafina acenou.
O doutor finalmente saiu depois de falar uma longa lista de precauções, seus braços cheios de frascos de remédio que ela havia reunido da gaveta. Assim que a porta se fechou atrás dela, o quarto ficou quieto novamente.
Corvo se voltou para Serafina, que inclinou a cabeça curiosamente. “Você ouviu isso?” ele perguntou, seu tom mais brincalhão agora que o doutor havia saído.
“Ouvi o quê?” ela respondeu, seu rosto confuso.
“Você não vai a lugar nenhum por um tempo,”
“Não estou planejando ir a lugar nenhum,” Serafina disse com uma pequena risada. “Para onde eu poderia ir parecendo assim?”
“Bom,” Corvo disse, sua expressão amolecendo. “Está muito frio lá fora de qualquer forma. Você vai ficar em casa até o tempo esquentar um pouco.”
“Isso pode demorar,” Serafina provocou, sabendo o quão imprevisível o clima poderia ser.
“Então eu vou ficar em casa também,” Corvo disse com um encolher de ombros, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
“Ao menos até você estar forte o suficiente para aguentar o frio.”
Serafina arregalou os olhos em surpresa. “E o seu trabalho?”
“Eu vou tirar umas férias,” Corvo disse casualmente.
“Você estava trabalhando sem parar até ontem,” Serafina apontou, seus olhos se estreitando levemente. “Você não pode simplesmente largar tudo.”
“Eu nunca tirei férias antes,” Corvo disse com um sorriso. “Acho que já está na hora de começar.”
Corvo estendeu a mão, afastando suavemente uma mecha de cabelo solta do rosto dela.
Ela estava tão pálida, e ele podia sentir o calor de uma febre leve sob a pele dela. Ele não gostava de vê-la assim; isso o deixava ansioso para tê-la de volta à plena saúde.
“Eu vou pedir para a empregada trazer comida para você,” ele disse, seu tom voltando a se preocupar. “Você precisa comer alguma coisa antes de tomar seu remédio.”