Dormindo com o CEO - Capítulo 58
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58: Birra 58: Birra Do lado de fora de um corredor específico na sede do Grupo Haven, uma música animada e alta podia ser ouvida ecoando pelo ar. Se alguém não soubesse do que se tratava, pensaria que estava acontecendo algum tipo de festa no escritório. Mas não havia nada disso acontecendo, na verdade, o que estava ocorrendo no escritório de onde vinha a música estava muito longe de ser uma festa.
“Como ele se atreve! Como se atreve a falar comigo assim! EU ESTOU NESTA EMPRESA DESDE ANTES DELE NASCER! EU ESTAVA LÁ QUANDO ELE AINDA ESTAVA DE FRALDAS, EU-” Sem realmente querer ouvir mais nada, Lucas Hart, assistente pessoal de um tal Sebastian Haven, ponderou brevemente em entrar sorrateiramente no escritório de seu chefe e aumentar ainda mais o volume da música. Mas então houve um som muito distinto. O som de vidro estilhaçando, e o assistente pessoal decidiu cuidar de seus próprios assuntos. Em vez de arriscar perder um membro, ele pegou sua bolsa, apanhou seus abafadores de ouvido, colocou-os e então concentrou toda a sua atenção na tela à sua frente. Ele tinha alguns e-mails para enviar antes do fim do expediente. Com os ouvidos cobertos e focado em seu trabalho, Lucas foi poupado de ter que ouvir o resto do desabafo de seu chefe. As paredes do escritório, no entanto, não foram.
“Como ele se atreve! Eu deveria ter lhe dado um tapa na cara na frente de todos!” Um vaso caro deixou sua mão e se espatifou no chão, mas isso não trouxe alegria a Sebastian.
A fera que estava arranhando seu peito desde a reunião com seu sobrinho inútil queria mais. Então ele deu mais. Dirigindo-se ao seu armário de bebidas, Sebastian abriu as portas com tanta força que elas tremeram. E então nada pôde detê-lo.
Garrafas de vinho bem envelhecidas se estilhaçaram contra as paredes, com o vermelho de seu conteúdo cobrindo-as. Por um momento, Sebastian olhou para o vinho tinto e desejou que fosse sangue, o de seu sobrinho.
Incapaz de tornar seu próprio desejo realidade, ele quebrou mais garrafas, uísque, vinho, vodca… tudo foi parar nas paredes até que o escritório cheirasse a um bar. Cacos de cristal chovendo sobre o carpete.
Sebastian, tendo gritado até ficar rouco, continuou até não ter mais objetos de vidro para quebrar. E mesmo assim seu apetite pela destruição não foi aplacado. Ele jogou todas as coisas da sua mesa no chão. A tela de seu computador se quebrando em uma teia de estilhaços e a capa se soltando.
Papéis voaram e canetas se juntaram a eles. Ele chutou a mesa, mas ela era muito sólida e apenas machucou seu dedo do pé, o que serviu para deixá-lo ainda mais irritado. Voltando sua atenção para a cadeira que ele tinha encomendado especialmente do exterior, Sebastian pegou um par de tesouras e a rasgou em pedaços.
Foi apenas quando as bolas de fluff que serviam de forro para a cadeira estavam flutuando no ar que o homem mais velho começou a se sentir melhor.
Sentado no carpete coberto de vidro, de costas para a parede embebida em álcool, Sebastian finalmente começou a sentir mais controle sobre si mesmo. E foi só então que ele permitiu-se processar.
Ele tinha sido arrastado em público como um criminoso comum e insultado na frente da ralé. Tudo feito pelo seu próprio sangue, pelo seu sobrinho.
Só de pensar em Derek o deixava com raiva suficiente para cuspir, e foi exatamente o que ele fez. A saliva percorrendo metade do caminho pela sala. Jogando a cabeça para trás, o Haven mais velho soltou uma risada sem humor. Era isso que ele havia sido reduzido? Alguém a ser repreendido por uma criança numa empresa que deveria ter sido dele? Uma empresa que deveria ter sido dele desde o momento em que respirou pela primeira vez.
Ele era o gêmeo primogênito, dois minutos mais velho que seu irmão. Por direito, o Grupo Haven era dele. Mas seu pai, enganado pelo ato todo ‘sou apenas um cara humilde’ de Jasper, passou o negócio para o irmão mais novo de Sebastian. Chamando Sebastian de imprudente e astuto. Se o velho não fosse tão astuto também, Sebastian teria acreditado nele. E daí se, ao gerir algumas contas, ele tivesse desviado um pouco de dinheiro. Ninguém havia notado, e aquele dinheiro teria acabado nas contas do Grupo Haven de qualquer maneira. Mas seu pai não viu dessa forma e deu a empresa a Jasper.
E então Jasper morreu, uma pena, tão jovem. Mas mesmo através de seu luto, Sebastian entendeu que a vida continuava.
E graças à morte prematura de seu irmão, Sebastian tinha esperança de que ele ainda poderia assumir o seu lugar de direito como CEO. Mas então, na leitura do testamento, ele descobriu que seu irmão não o havia deixado no comando da empresa. Em vez disso, Jasper tinha sido dissimulado sobre a sucessão. Provando ser tão astuto quanto seu velho pai foi. Jasper havia passado suas ações para sua esposa, que por sua vez havia se mostrado uma verdadeira serpente, lançando seu chapéu na luta pelo cargo de CEO, sabendo muito bem que suas ações a favoreceriam.
Ela tinha subido para a cadeira de CEO como o sapo que era e se recusou a ceder. Exudando sua gosma por toda parte e fazendo dela sua própria.
Apesar de anos tentando derrubá-la, ela permaneceu no poder. E quando se aposentou, passou tudo para o seu filho.
E agora o garoto estava o insultando abertamente na frente de outras pessoas.
Três membros de sua própria família, todos eles se revezando para derrubá-lo. Ele tinha sessenta anos, não toleraria desrespeito de ninguém. Seu sobrinho pagaria pelo pequeno truque que havia puxado, isso era certo. Era apenas uma questão de descobrir como fazê-lo pagar.