Dormindo com o CEO - Capítulo 215
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215: Amor, Doce Amor 215: Amor, Doce Amor No início, Sebastian não tinha percebido. Uma brecha na armadura que seu sobrinho sempre usava… uma fraqueza.
Em sua defesa, ninguém poderia culpá-lo por não vê-la. Afinal, era muito fácil de perder.
Normalmente, quando se tratava de procurar falhas em seu sobrinho. Sebastian era muito bom nisso. De notar a gafe de moda que era a barba do sobrinho. A observar com uma alegria mal disfarçada aquelas maravilhosas semanas em que seu sobrinho havia se transformado num dragão cuspindo fogo. E mesmo naquela época em que ele fez o idiota assinar a transferência de controle da fábrica de painéis solares.
A repercussão disso havia sido épica, e assistir seu sobrinho tentando controlar a situação havia sido extremamente divertido. Teria sido ainda mais divertido se seu sobrinho tivesse apanhado e fosse incendiado. Mas nem todos os desejos podem se tornar realidade.
De qualquer forma, o ponto era que, quando se tratava de seu sobrinho. Sebastian era muito bom em detectar fraquezas. Mas ao longo dos anos, seu sobrinho havia demonstrado apenas um tipo particular de fraqueza. O tipo óbvio, que o fazia morder a cabeça das pessoas. Ou o que o fazia assinar contratos que ele não havia lido.
Porém, o tipo de fraqueza que seu sobrinho estava demonstrando atualmente era algo novo. Algo que Sebastian nunca tinha visto antes. Derek Haven, que era tão frio quanto aquela mãe de sangue frio dele, e tão astuto quanto o irmão querido e falecido de Sebastian, estava amolecendo. A brandura que Derek estava mostrando atualmente não era aquela que fazia as pessoas doarem milhões para caridades. Ou aquela que as fazia correr maratonas ou ficar em filas alimentando os pobres e necessitados. Não, era uma brandura diferente.
Era a brandura de um homem apaixonado, algo que nunca havia acontecido antes. Durante os anos de adolescência do rapaz, bem como durante a casa dos vinte anos. Sebastian tinha esperanças. Ele estava contando que seu sobrinho fosse tolo o suficiente para se apaixonar por um daqueles tipos da nova era. Aqueles que acreditavam que dinheiro e poder não eram importantes. Ele esperava com tudo o que tinha que, uma vez que seu sobrinho conhecesse tal pessoa. Então ele abandonaria tudo, deixando o Grupo Haven nas mãos muito seguras e acolhedoras de Sebastian.
Mas parecia que Derek havia herdado a personalidade egoísta de sua mãe. Só sendo capaz de se apaixonar por dinheiro. Não importa o que alguém dissesse ou fizesse. Eles nunca poderiam mentir para Sebastian e dizer que aquela mulher havia se casado com seu irmão por amor. Ele sabia com certeza que havia sido um casamento arranjado.
Ele duvidava que as coisas tivessem mudado depois que os dois estiveram juntos por um tempo. Seu sobrinho, tendo herdado a incapacidade de sua mãe de amar alguém além de si mesma, e dinheiro, havia sido uma grande decepção para Sebastian, mas ele superou. Como sempre fazia. Ele sacudiu a poeira, e passou os anos procurando outras fraquezas dentro de seu sobrinho. Comemorando sempre que encontrava algumas aqui e ali, que poderia explorar. Mas parecia que, ao contrário de sua mãe. Derek era capaz de amar. Só tinha levado algum tempo para chegar lá. Mas agora seu sobrinho estava definitivamente apaixonado.
Sebastian sabia disso. Enquanto ele mesmo nunca havia encontrado utilidade para uma emoção tão bagunçada. Sebastian era muito habilidoso em detectá-la nos outros. Afinal, ele havia perdido alguns bons amigos de festa e bebedeiras para o transtorno. Homens que estavam disponíveis para festa a qualquer hora. Pessoas com quem costumava fazer orgias regularmente em lugares exóticos com belezas ainda mais exóticas. De repente decidindo que haviam encontrado ‘a única’, e deixando para trás o estilo de vida de festas.
Deixando-se envelhecer, engordar, e vestir os ternos mais desfavoráveis. Transformando-se em ‘homens de sim’ que só faziam coisas com a aprovação de suas esposas. Comprando carros que tinham mais assentos do que cavalos de potência e constantemente cheirando a fórmula infantil e vômito. Sebastian estremecia só de pensar. Mas o ponto era, Derek agora estava mostrando
os sinais que todos os seus ex-amigos haviam apresentado pouco antes de decidirem se amarrar permanentemente a vidas de nada além de servidão e sexo chato com a mesma pessoa repetidamente.
Ele estava sorrindo mais, ele ria mais, perdoava transgressões contra si mesmo mais facilmente. Havia até um dia em que ele pausou uma reunião porque aquela criatura dele não tinha uma cadeira. E ele quase sempre parecia ter esse brilho interior vindo dele. Se seu sobrinho fosse qualquer outra pessoa. Sebastian teria certeza de que ele estava drogado e teria vendido a história para o jornal mais próximo o mais rápido possível.
Mas infelizmente, Sebastian sabia que seu sobrinho era entediante demais para algo como drogas ilícitas. Então isso só deixava uma opção.
Amor.
Em algum lugar lá fora seu sobrinho tinha encontrado alguém que não se importava com o quão desinteressante ele era. A flecha do Cupido havia conseguido passar pelo campo de gelo que Derek havia colocado no lugar onde deveria estar seu coração. O mesmo gelo que residia no peito de sua mãe.
Derek Haven estava apaixonado.
E isso era uma ótima notícia para Sebastian. Pois estar apaixonado significava que Sebastian não precisava mais se concentrar apenas em Derek e Derek. Ao trazer quem quer que fosse para seu coração, ele havia tornado a pessoa um alvo justo. Agora tudo o que Sebastian tinha a fazer era encontrar a pessoa que era objeto das afeições de seu sobrinho. E uma vez que a encontrasse, ele iria escavar e instigar. Não parando até que tivesse algo que pudesse usar contra eles. E se não conseguisse encontrar algo incriminador. Então ele inventaria, e usaria para torcer o braço deles, até que finalmente cedessem e fizessem sua vontade.
Era uma coisa atacar de fora, mas atacar tendo alguém por dentro fornecendo-lhe informações. Isso sim, isso seria uma vantagem que viraria o jogo da guerra que Sebastian vinha lutando desde que seu pai deu a posição de CEO para Jasper.
Mas quem poderia ser? Quem era a encantadora senhora que seria a chave que Sebastian precisava para controlar o Grupo Haven por inteiro? Poderia ser aquela supermodelo com quem seu sobrinho havia sido fotografado algumas semanas antes?
Poderia ser a filha do diplomata que não fazia segredo sobre o fato de que ela queria escalar o sobrinho de Sebastian como uma árvore? Havia tantas opções e Sebastian não tinha ideia por onde começar.
Ou talvez pudesse até ser aquela assistente pessoal dura como uma tábua. Pensando na ameaça que usava sapatos baixos ao lado de seu sobrinho. Sebastian não conseguia evitar uma explosão de riso. Levou um tempo até ele conseguir se controlar.
E quando conseguiu, ele estava enxugando lágrimas dos olhos.
Imagina… essa assistente pessoal, de jeito nenhum.
Seu sobrinho pode não ser sua pessoa favorita, mas Sebastian pelo menos sabia que seu sobrinho tinha gosto. Ele não se contentaria com qualquer coisa, que se parecesse ou se comportasse como sua assistente pessoal.
Um homem tinha que ter padrões. E aquela mulher era o que as pessoas que estavam raspando o fundo do barril conseguiam. Os Haven não raspam barris de nenhum tipo.
Então sem uma pista sólida sobre quem poderia ser a mulher de sorte. Ou talvez, escândalo dos escândalos, fosse um homem. Mas de qualquer modo, sem uma pista de quem poderia ser. Só havia uma coisa a ser feita.
Um bom e velho trabalho de espionagem.
Sebastian teria que seguir seu sobrinho até encontrar alguma coisa.