Dormindo com o CEO - Capítulo 214
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214: Força de uma Mulher 214: Força de uma Mulher Derek jamais entenderia as mulheres. Não era uma admissão fácil de fazer. Na verdade, reconhecer esse fato doía.
Derek Haven não era de admitir derrota em nada. Mas nessa frente ele tinha que admitir que não havia nada a ser feito. Ele tinha que aceitar a perda.
Quando não entendia algo, Derek remediava isso se dedicando. Pegava um problema complexo. Dividia em partes menores e então estudava cada uma delas detalhadamente. Não parava até ter dominado cada pequena parte, e assim o todo.
Essa era sua estratégia testada e comprovada. Tinha-o ajudado em muitas situações. E ele sempre acreditou que com essa mentalidade, não havia nada que ele não pudesse entender. Mas agora sua estratégia tinha encontrado um obstáculo. Um que ele não poderia superar.
E esse obstáculo eram as mulheres.
Não apenas mulheres aleatoriamente, uma mulher específica.
Sua assistente pessoal, e parceira de sono… uma certa Emily Molson.
No domingo Derek tinha visto Emily em seu pior. Ela estava morrendo, literalmente morrendo e ele não estava sendo apenas excessivamente dramático. Era preciso ter estado lá para acreditar.
Não só ela estava literalmente sangrando na frente dele. Emily estava tão pálida. O tipo de palidez que muita gente associava com corpos sem vida e dado o fato que naquele momento Emily literalmente estava tendo seu sangue vital drenado de seu corpo. Derek tinha em mente que era uma descrição justa. Ela estava sangrando, seu corpo oscilando entre quente e frio, devastada pela dor.
Ele havia ficado atrás dela, massageando e dando tapinhas em suas costas doloridas sem descanso por o que parecia horas. Ele havia enfrentado as perigosas águas do corredor de produtos sanitários femininos no supermercado. Ele conhecia os horrores que aquele lugar guardava, e agora tinha um novo respeito pelas mulheres que simplesmente conseguiam entrar na loja, pegar o que precisavam e então estavam prontas para enfrentar seu período. Ouvir mulheres falando sobre esse período, referindo-se a ele com vários nomes, algumas chamando-o de visitantes mensais, outras de tia ou até mesmo de vermelhinho.
Derek, em algum momento. Havai chegado à conclusão de que o período não era tão ruim. Que era algo semelhante a um inconveniente menor, como quando você pausa o passo para espirrar e, depois de limpar o nariz, pode continuar o seu dia. Essa sempre foi a maneira como Derek via os períodos.
Mas agora, após testemunhar o sofrimento de Emily em primeira mão. Derek agora via o ciclo menstrual pelo que realmente era. O período não era apenas um inconveniente menor pelo qual as mulheres passavam mensalmente.
O período era guerra.
Era sangue, sangue real, não só uma figura de linguagem. Era suor. Era dor. Eram lágrimas. E era também mais chocolate do que o corpo humano deveria ser capaz de consumir. E mesmo enquanto Derek tentava descrever o período, ele sabia que não estava fazendo justiça.
O que ele tinha visto Emily passar era algo à parte. Várias vezes durante aquele tempo sombrio, Derek teve que lutar contra o instinto de chamar um médico. Ou de embrulhá-la e levá-la ele mesmo ao hospital mais próximo. Era assim de crítica que a situação havia sido.
Mas agora, apenas algumas horas depois, Emily havia mais uma vez conseguido deixar Derek em estado de choque. Depois de vê-la com tanta dor no dia anterior e só poder fazer o mínimo para ajudá-la. Derek prometeu a si mesmo que faria o que pudesse, para tornar o dia dela no trabalho mais fácil do que o normal.
Seu interior estava literalmente se despedaçando. Era o mínimo que ele podia fazer para garantir que ela não fosse sobrecarregada por demais durante o dia. Mas parecia que em seu esforço para ajudar. Derek poderia ter ido um pouco além. Mas para ser honesto, ele não achava que estava exagerando.
Claro, depois de sua reunião, quando Emily veio falar com ele, Derek tinha pensado em maneiras de dar a ela folgas sempre que ela estivesse no seu período. Mas isso não era uma reação exagerada.
Era simplesmente ele se comportando de uma maneira calma e racional. Tentando lidar com uma situação que ele testemunhou em sua fase mais dolorosa. Mas Emily acabara de dizer a ele que não queria sua ajuda extra. Que ela poderia lidar com tudo sozinha. Que nem era tão ruim assim.
Nesse ponto Derek discordava. Se ela tivesse contando isso para outra pessoa, alguém que não estivesse com ela no domingo. Então Derek poderia ter acreditado. Mas ele tinha estado lá, ele tinha vivido aquilo. Derek tinha visto a agonia em seus olhos. Ele tinha sido aquele a enxugar o suor frio de sua testa. Emily não podia mentir para ele sobre isso. Ela podia dizer o que quisesse sobre seu período. Mas Derek tinha estado lá. Ele tinha visto e não era uma experiência que ele esqueceria tão cedo. Mas mesmo querendo refletir sobre o assunto, e tentar o seu melhor para consertá-lo. Emily tinha dito que não precisava de ajuda.
E então, apesar de cada instinto dentro dele dizer o contrário, Derek estava recuando. Ele mentalmente descartava todos os planos de ter Emily.
trabalhando de casa durante seu período ou pegando esses dias de folga. Então ele fez uma promessa para si mesmo de que, independente do que Emily decidisse fazer pelo resto do dia. Especialmente se fosse trabalho físico, ele não iria interferir.
Até agora ele tinha ajudado com algumas coisas pequenas pelo escritório. Mas Emily não parecia apreciar isso de forma alguma. Então ele não forçaria a barra. Se ela sentisse que podia fazer. Então ele tinha que confiar que ela seria capaz de lidar com isso.
Listando todas as coisas que ele não estaria fazendo, assim como Emily havia pedido. Derek não pôde evitar de olhar de vez em quando para a porta. Observando onde ele sabia que era a mesa de Emily.
Mulheres, ele pensou.
Se ele estivesse com metade da dor que Emily teve no dia anterior. Então Derek certamente não teria aparecido para trabalhar. Mas não só ela havia suportado a agonia do dia anterior. Exceto por ele, ninguém no trabalho seria capaz de adivinhar que ela estava passando pelo seu ciclo mensal.
Essa era a força de Emily. Sendo capaz de lidar com tudo o que lhe era imposto com a graça e elegância que muita gente não tem. Força de uma mulher, sem dúvida.