Dormindo com o CEO - Capítulo 134
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134: Por quê? 134: Por quê? Depois do tapa, Derek chegou em casa no piloto automático. Quase não se lembrando no último minuto que tinha saído escondido e voltado da mesma forma, garantindo que sua mãe não soubesse que ele tinha saído.
Mas agora ele acabara de se despedir dela, e tudo que ele estava reprimindo no esforço de garantir que ela não percebesse que algo estava errado, voltou à tona.
Caminhando de um lado para o outro na sua sala de estar, Derek tentou processar, com a mão sobre a bochecha onde a palma de Emily tinha estado algumas horas antes. Ela tinha dado um tapa nele. Emily Molson tinha dado um tapa nele. Agora, Derek não era estranho a surtos de violência repentinos. Ele tinha crescido rodeado de gente rica e mimada, que parecia pensar que era seu direito ser violenta. Vasos voando, tapas, chutes, gritos, pestinhas mimados que faziam qualquer coisa quando tinham seus ataques de raiva. Mas, mesmo crescendo nesse ambiente, ele nunca na vida tinha pensado que alguém como Emily, que normalmente era tão calma, iria bater nele.
E pior ainda, ele não fazia ideia do porquê dela ter feito isso.
Ele se desculpou, e até pediu para ela voltar. Nenhuma dessas coisas justificava um tapa na cara. Ele chegou a pedir para que ela dormisse com ele porque precisava descansar.
Qual parte disso a fez explodir? Derek repassou os eventos em sua cabeça, tentando encontrar onde as coisas tinham descarrilado, mas, por mais que tentasse, ele não conseguia ver. Ela estava brava com o pedido de desculpa? Ela ficou irritada porque ele tinha oferecido de volta o antigo emprego dela? Foi o pensamento de dormir com ele que — Oh.
A mente de Derek finalmente alcançou a última parte, e ele a viu pelo ponto de vista dela, ao invés do seu. Se alguém tivesse chegado nele e pedisse para dormir com ele, Derek também teria se ofendido, especialmente sem contexto. Emily provavelmente estava por aí pensando que ele era algum tipo de tarado.
A realização fez com que Derek parasse de andar e se jogasse no sofá mais próximo, desabando. Oh, foi aí que as coisas tinham dado errado. Ele tinha considerado tantas vezes a possibilidade de pedir para Emily dividir a cama com ele, que quando disse em voz alta, ele simplesmente falou, ‘dorme comigo’, sem realmente pensar como isso teria soado para ela. Ela provavelmente pensou que ele era um pervertido.
Vendo por esse ângulo, a reação dela fazia muito sentido. Na verdade, Derek começou a perceber que tinha saído até que leve. Qualquer outra mulher teria o atingido com uma frigideira e depois o arrastado para fora, dobrando a dose da surra.
Como ele pôde dizer algo tão descuidado e só perceber isso algumas horas depois? Ele queria voltar no tempo e dar um tapa no seu eu passado por ser tão burro.
Ele precisava consertar as coisas. Mas mesmo pensando em consertar, Derek agora tinha receio de simplesmente aparecer na lanchonete.
E se ela o expulsasse sem sequer dar a ele a chance de se explicar? Ele não poderia deixar isso acontecer. Então, ele tinha que encontrar uma forma de pelo menos avisá-la de que ele estava chegando, para que ela não fosse pega de surpresa e indisposta a conversar quando ele aparecesse. E aparecer ele iria. Ele tinha que fazer isso pessoalmente.
Durante todo o tempo em que Emily esteve fora, Derek nunca tinha ligado para ela, com medo de que isso ultrapassasse os limites do profissionalismo. Além disso, ligar também teria sido um pouco impessoal demais, especialmente quando ele queria se desculpar. Mas agora, uma ligação era a única coisa em que ele conseguia pensar para avisá-la de que estaria passando pela lanchonete. Tirando o telefone do bolso, ele procurou pelo nome dela na lista de contatos.
Quando apareceu, Derek discou o número dela, sem se dar um segundo para duvidar e perder tempo. Apenas fazendo. O telefone tocou uma, duas, três vezes. Ela atendeu na quarta chamada.
“Derek?” Ela disse, uma palavra, mas o tom dela era tão frio que ele tinha certeza de que até o Ártico pareceria acolhedor.
“Por favor, não desligue,” Ele disse a ela.
“O que você quer, Derek? Eu pensei que meu tapa deixou bem claro que eu não quero mais nada com você?” Ela disse. E ele teve que suprimir um suspiro. Claramente as coisas estavam bem ruins. Ele precisava consertar as coisas logo.
“Eu sei. Mas por favor, acredite em mim, foi tudo um grande mal-entendido. Vou passar pela lanchonete hoje à noite para pedir desculpas e explicar as coisas. Por favor, não me expulse antes disso. Eu prometo que não vou dar desculpas. Eu realmente quero explicar as coisas para você,” Ela não disse nada. Apenas continuou em silêncio.
“Posso passar por lá?” Ele perguntou. Ele sabia que a lanchonete era um espaço público, que mesmo sem o consentimento dela, ele poderia simplesmente aparecer. Mas, depois do desastre que levou ao tapa, ele não queria fazer ela sentir como se não tivesse escolha. Então, mesmo que não precisasse, ele ainda pediu a permissão dela. E ele esperou com o fôlego suspensa, esperando que ela respondesse. Ela ficou em silêncio por tanto tempo que Derek tinha certeza de que ela diria não. Que ela lhe diria para nunca mais aparecer. Que ela nunca mais queria vê-lo. Mas, em vez disso, quando a resposta dela veio, foi algo positivo.
“Tudo bem, você pode aparecer. Mas não pense que só porque estou permitindo que venha à lanchonete da Bee, isso significa que está tudo perdoado. Você me deve uma explicação, Derek, e é melhor que seja boa,” Ela desligou depois disso. Mas Derek não se importou. Pelo menos agora ele tinha uma chance de explicar as coisas.